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domingo, 23 de maio de 2021

Devemos orar pelos mortos ?

 É correto orar pelos mortos ?

 

Dia de Finados: o que significa e por que é celebrado em 2 de novembro? -  Segredos do Mundo 


O fato de que a alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus significa que nós não devemos orar pelos mortos. Embora a oração pelos mortos seja ensinada no livro apócrifo de II Macabeus 12:42-45, em lugar algum da Escritura isso é ensinado. 

 

Além disso, não há indicação alguma de que essa tenha sido a prática dos cristãos no tempo do Novo Testamento, nem deveria ter sido. Uma vez que os crentes morrem, entram na presença de Deus e ficam no estado de alegria perfeita com Ele. A recompensa celeste final será baseada em atos praticados nesta vida, como a Escritura repetidamente testifica ( 1ª Co. 3:12-15; 2ª Co 5:10; etc.). 

 

Ademais, a alma dos descrentes que morrem vai para o lugar de punição e de eterna separação da presença de Deus. Não seria bom orar por eles também, visto que o destino final deles é estabelecido por seus pecados e por sua rebelião contra Deus nesta vida. 

 

Em outros dois usos do Novo Testamento, a palavra Paraíso significa “céu” em 2ª Coríntios 12:4 é o lugar ao qual Paulo foi arrebatado em sua revelação do céu, e em Ap. 2:7 é o lugar onde encontramos a árvore da vida. 

 

Orar pelos mortos, portanto, é simplesmente orar por algo que Deus nos disse que já foi decidido. Além disso, ensinar que devemos orar pelos mortos ou incentivar outros a fazer isso seria encorajar a falsa esperança de que o destino das pessoas pode ser mudado após a morte delas, algo que a Escritura não nos orienta a fazer em lugar algum.

 

CONCLUSÃO

Sobre tudo, não existe mudança de estado de espírito após a morte, já que a Bíblia diz que após a morte segue-se o juízo/julgamento, ou seja, a oração pelos mortos além de ineficaz é antibíblica conforme Hebreus: 

 

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.

Hebreus 9:27

acréscimos meus

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

Hebreus 9:27

 

Extraído

Céu e Inferno - Para onde vão os que morrem ? 
Série Desvendando
Edição 
Centro Apologético Cristão de Pesquisas – CACP
O Autor - Pr. João Flávio Martinez 
Presidente  do CACP

 

"...sabendo que fui posto para defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Jesus é menor que Deus Pai ?

  JESUS É DEUS ?




Um dos textos preferidos usados pelos falsos mestres com o intuito de tentar negar a divindade de Jesus, encontra-se no Evangelho de João 14:28 que diz: 


Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.

João 14:28


Entretanto, esse texto não está falando de natureza, mas sim de POSIÇÃO. Se esquecem que Jesus tem duas naturezas: Uma divina e outra humana e por ocasião da Encarnação o Verbo se esvaziou não da sua Divindade, mas das suas prerrogativas.

Paulo fala aos filipenses que quando Jesus esteva na Terra não apegou-se às prerrogativas da divindade para vencer o diabo, mas aniquilou-se a si mesmo, fazendo-se semelhante aos homens, (F1 2.5-8).

Como homem tinha uma certa limitação pelo tempo e pelo espaço e portanto, submisso ao Pai. Eis a razão dele ter dito em João 14.28: “O Pai é maior do que eu”.

A humanidade de Cristo, ou seja, esta subordinação ao Pai dirigida pelo Espirito Santo, foi uma CONDIÇÃO para o seu messiado e isso não neutraliza a sua divindade.

Jesus tomou-se homem, porque o pecado entrou por um homem no mundo e pela justiça de Deus tinha que ser vencido por um homem; e como homem, Jesus submeteu-se ao Pai durante todo o tempo da sua vida terrena.

Se a expressão “O Pai é maior do que eu”, proferida pelo próprio Cristo, fosse um ensino bíblico que negasse a sua divindade, como querem os inimigos do Evangelho, seriamos obrigados a aceitar Jesus como inferior até mesmo aos anjos, pois está escrito em Hebreus 2.9, que fora feito um pouco menor do que os anjos.

O texto de João 14.28 não invalida a deidade do Filho. Trata-se de uma missão terrena na direção do Espírito Santo e na submissão espontânea que ele assumiu com o Pai.


Vejamos o comentário da Bíblia Apologética sobre João 14:28, páginas 1211 e 1212.


"Jesus estava falando como homem (Fp 2.6). A humanidade de Cristo, ou seja, sua subordinação ao Pai. dirigida pelo Espírito Santo, foi uma condição para o seu messianismo, mas isso não é contra a sua deidade. Jesus se tornou homem e, como homem, submeteu- se ao Pai durante todo o tempo de sua vida terrena. Abdicara de sua condição de viver como Deus e passara a viver como homem. Como Deus, Jesus era igual ao Pai (14.9-11): como homem, era menor que o Pai (1.14). 


Se a expressão “o Pai é maior do que eu", proferida pelo próprio Cristo, fosse um ensino bíblico que negasse sua divindade, seriamos obrigados (e também as próprias Testemunhas de Jeová) a aceitar Jesus sendo inferior até mesmo em relação aos anjos, pois está escrito: 

“Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que. pela graça de Deus, provasse a morte por todos" (Hb 2.9).


Se os adeptos dessa seita admitem que o Filho é inferior ao Pai, por causa dessa expressão de Jesus, são também compelidas a declarar que Jesus é Inferior aos anjos, pois é isso que o texto de Hebreus expressa. No entanto, declaram que o Filho é superior aos anjos. 


Em Lucas 2.51, está registrado: “E era-lhes [Jesus] sujeito [seu pais]". Ensinam, porém, que os pais de Jesus eram superiores a Ele? Absolutamente. Então, fica provado que o texto em referência não invalida a deidade do Filho. Ao contrário, trata- se de uma missão terrena na direção do Espírito Santo e na submissão espontânea assumida por Jesus diante do Pai. O texto não fala de natureza, mas de posição (Fp 2.6-8).


No importante documento intitulado Tomo de Leão (V. apêndice), que foi bispo de Roma (440-461), parte 3, lemos: "Assim, intactas e reunidas em uma pessoa as propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer".

Na parte 4, destaca-se o seguinte: "Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, Ele que é incompreensível, se tomou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do Universo, revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal não, recusou às leis da morte


Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso.


“O fato do corpo do Senhor portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verdadeiro Deus é, também, verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Correspondeu-se numa unidade mútua humildade do homem e excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra.


O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio da carne; uma fulgura com milagres; o outro submete-se às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano (...) Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: 


'O Pai é maior do que eu' ou 'Eu e o Pai somos um', ainda que em Cristo nosso Senhor haja só uma pessoa, Deus-homem. O princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do principio que lhes toma comum a glória".

Bíblia Apologética, pág 1220, 1221


CONCLUSÃO


Todos os atributos exclusivos de Deus-Pai, como Onipotência, Onisciência e Onipresença se aplicam à pessoa de Jesus Cristo, verdade que pode ser comprovada pelos vários textos bíblicos que corroboram a divindade de Jesus.

Um sistema religioso que diz crer na Bíblia e que diz a ensinar, mas que se vale de manobras para distorcer todos os textos bíblicos que provam a divindade de Jesus, numa tentativa infantil para tentar negar a divindade de Cristo, isolando textos bíblicos e desconsiderando todo um contexto, não pode ser levado a sério, pois se vale de uma hermenêutica desonesta.


Os primeiros cristãos sabiam que o Senhor Jesus era Deus, a igreja primitiva nos primeiros séculos do cristianismo temerosos das perseguições que sofriam deixavam sua marca para mostrar que ali havia uma comunidade cristã. O peixe era o símbolo do Senhor Jesus. 

Na língua grega a palavra peixe é ΙΧΘΥΣ 

Cada uma das letras desta palavra forma o seguinte conforme a imagem abaixo:


Extraído do Livro: "Como responder as Testemunhas de Jeová"
por Esequias Soares da Silva 


A divnidade de Jesus é uma doutrina muito bem alicerçada nas Escrituras. 


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho". 

Filipenses 1:17 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

O PECADO VENCEU A DEUS ?

 O CALVINISMO ESTÁ TE ENGANANDO



O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, como sabido, é um teólogo calvinista, que publicou muitas obras que ficaram conhecidas no meio evangélico.

Em uma de suas publicações nominada de "Interpretando o Novo Testamento Primeira Carta de João", é dito textualmente que Cristo não é o Salvador de todos os homens, como apresentado no gráfico acima. 

Este blog, já trouxe a devida refutação ao artigo do Reverendo em outra oportunidade. Clicando no link abaixo você pode conferir o artigo:



Contudo, achei pertinente me aprofundar mais um pouco, provando assim a incoerência daquele teólogo, e deixando claro o ensino cristalino das Escrituras; de que Jesus SIM, é o Salvador da humanidade e que o Calvinismo não pode ser levado a sério. 

É importante frisar aqui, que o espantalho criado por calvinistas que acusa o Arminianismo de ensinar o Universalismo, é uma falácia. Olson comenta em sua obra; que nem todas as pessoas são salvas, não porque suas punições não foram sofridas por Cristo, mas porque rejeitam a anistia oferecida por Cristo por intermédio da sua morte substitutiva. (Teologia Arminiana - Mitos e Realidades, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág 84).


 

Em sua obra, como já vimos, o reverendo usa como texto base, 1ª João 4:14, onde lemos o seguinte:


E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
1 João 4:14


É inacreditável como Augustus Nicodemus se utiliza de uma hermenêutica desonesta e de muita cambalhota teológica, a fim de negar o que texto sagrado diz claramente; Que Deus enviou Jesus para ser Salvador do mundo.

Entre tantos disparates proferidos pelo Mestre Calvinista, lemos as seguintes declarações em seus comentários sobre o referido texto:

"...Jesus Cristo é o Salvador do mundo no sentido em que salva pessoas deste mundo, e não o mundo todo".

E A GRANDE PÉROLA

“Cristo não é, de fato, o Salvador de todos os indivíduos da raça humana, e portanto não foi enviado com esse objetivo. Pois, se tivesse sido, sua missão não teria sido plenamente cumprida"


Analisando o comentário que ele faz do texto em tela, a verdade é que ocorre em suas palavras muita contradição. Em um momento Cristo é Salvador da humanidade, mas em outro momento Ele não é. Uma marca do Calvinismo: CONTRADIÇOES.

Deus não é Deus de confusão. Mas o objetivo é esse. Introduzir sorrateiramente a doutrina da EXPIAÇÃO LIMITADA, um dos pontos da TULIP.

O apóstolo Pedro advertiu que nos últimos dias, falsos doutores, introduziriam encobertamente heresias de perdição e negariam o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. (2 Pedro 2:1)



Assim como 1ª João 4:14 é muito claro nos revelando o objetivo de Cristo e o desejo de Deus, existem muitos outros textos que provam que o Reverendo Augustus Nicodemus não foi honesto quando comentou sobre o referido texto.

Para tanto, o Blog Oráculos Divinos, reproduzirá o comentário sobre 1ª João 4:14, feito por Russell Norman Champlin, em sua conceituada obra. 


Comentário sobre 1ª João 4:14


"E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo”.

 

"Antes segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção e isso através da fé ou fé-amor; que é a gnosis cristã. Deus está conosco (posição do teísmo) e é o Salvador, longe estando Ele de não se importar com os homens (que é a posição do deísmo).

 

Além disso, Deus salva os homens por intermédio de Cristo, o qual é o nosso Salvador, o único Mediador entre Deus e os homens e não um dentre muitos. (Ver 1 Tim. 2:5). Ver Jesus como o Salvador do mundo em João 4:42. Nesse caso, mundo indica a humanidade inteira e não apenas o sistema cósmico hostil (que transcende somente aos homens), conforme às vezes é empregado o termo «mundo» nesta epístola — ver 1ª João 4:5. Sem dúvida vemos aqui reflexo das antigas fórmulas de confissão cristã.

Ver: 1ª João 1:1,2 – 2:20-23 – 3:16 à 23 – 4 :2 e 5: 1 à 10b e 12 quantos usos similares.


Ver ainda Mateus 1:21 e as notas expositivas ali existentes acerca do tema Jesus como Salvador. As epístolas pastorais fazem o intercâmbio, entre Deus Pai e Deus Filho, do termo Salvador. Ver 1ª Tm. 1:1: 2:3 – 4:10 – Tito 1:3 – 2:10,13 e 3:4, acerca de Deus como Salvador. E ver 2ª Tm. 1:10; Tito 1:4; 2:13 e 3:6, quanto a Jesus como Salvador. Esse intercâmbio parece ter sido feito propositadamente.

 

Atividade missionaria inerente na teologia básica.

 

A própria confissão que os crentes são forçados a fazer, e que inclui a ideia da missão Salvadora de Cristo, força-os a proclamarem esse Salvador ao mundo que Ele veio remir. Os gnósticos, porém, falharam nessa tarefa porque tinham em pouca conta a missão salvadora de Jesus, o Cristo: e nós podemos falhar nessa tarefa por motivo de outras razões.

 

A preocupação missionária, observemos, não é algo a ser adicionado ao Evangelho e nem é algo que deva ser artificialmente despertado: pelo contrário, faz parte inerente do próprio propósito e ato de Deus — o Pai enviou seu Filho para ser salvador do mundo. (Hoon, in loc.).

 

[...] O grande alvo da redenção é a glorificação (ver Rom. 8:29,30), que é um processo eterno que nos levará a toda a plenitude de Deus (ver Ef. 3:19 e Col. 2:10 - 2ª Pd 1:4).[...] Disso é que consiste a salvação (ver notas expositivas a respeito em Heb. 2:3.  E isso é obra de Cristo, que é o Salvador do mundo. Porquanto a expiação no seu sangue é parte desse quadro, sem o que todo esse processo seria simplesmente impossível (ver 1ª João 2:2).

 

A missão de Cristo visa restaurar os homens à comunhão com Deus, comunhão essa que eles perderam: a restauração proporcionada por ele lhes confere a sua própria essência, de tal modo que se tornam filhos de Deus que estão sendo conduzidos à glória (ver Heb. 2:10 e ss.).

A missão de Jesus Cristo visa o mundo inteiro e não apenas alguns poucos indivíduos seletos, conforme pensavam erroneamente os gnósticos (ver 1ª João 2:2).

 

[Comentando ainda sobre o verso 9 deste capítulo, Champlin afirma que a palavra mundo usada no texto significa todos os homens]. (pág. 278)

 

Não está agora em foco o cosmos hostil, do qual os homens incrédulos participam; antes, o mundo é agora aquele composto por todos os homens, os habitantes desta esfera terrestre. Comparar isso com 1ª João 2:2, onde se lê que Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo inteiro".

(grifos meus)


O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO

VERSICULO POR VERSICULO  - Russell Norman Champlin, Ph. D. – Editora Candeia, pág. 280,281.



Por fim, J.R.W. STOTT, M.A., em sua obra comenta sobre Cristo ser o Salvador do Mundo e corrobora o testemunho das Escrituras.

"O mundo significa a sociedade pecaminosa, alienada de Deus e sob o domínio do maligno (cf. 5:19). Sua urgente necessidade era ser resgatado do pecado e Satanás. E o Pai “amou ao mundo de tal maneira” (Jo 3:16) que enviou o seu Filho, Seu amado e único Filho, para ser o Salvador do mundo. O tempo perfeito do verbo (apestalken, literalmente “enviou”, como na RA), indica não apenas o evento histórico de enviar, mas o seu propósito e resultado, a saber, a salvação do mundo".


AS EPÍSTOLAS DE JOÃO por J.R.W. STOTT, M.A.

SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA e ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO, pág. 144


REFLEXÃO

Como podemos observar após minuciosa análise das Escrituras, Jesus SIM, é o Salvador de todos os homens, provando assim a inconsistência teológica de calvinistas.

É incrível como o PECADO trouxe apenas morte e condenação à TODOS, mas o AMOR DE DEUS e o sangue de Cristo não trouxeram vida e nem foi derramado por TODOS. 


Para calvinistas o poder do pecado é mais potente do que o sangue de Cristo e o amor de Deus. Ou seja, no Calvinismo o PECADO venceu a Deus.




Conclusão



O fato da Bíblia mostrar que Jesus é o Salvador do mundo, não significa que TODOS serão salvos ou que o Arminianismo defenda o Universalismo, ou ainda que; pelo fato de nem todos se salvarem, Cristo não seja Salvador do Mundo. 

Como diz Thomas Watson: "O sangue de Cristo tem poder SUFICIENTE para salvar todos os homens, mas seu poder é aplicado e EFICIENTE apenas aos que creem".


Por fim, Armínio faz a distinção entre redenção obtida e redenção aplicada em suas obras:


"Afirmo que é preciso fazer uma distinção entre a redenção obtida e a redenção aplicada, e declaro que ela foi obtida para o mundo inteiro, e para todos e cada um dos homens; mas ela foi aplicada apenas aos fiéis e aos eleitos".
(Obras de Armínio vol. 3, pág 536)





"...sabendo que fui posto para defesa do Evangelho".
(Filipenses 1:17)

segunda-feira, 29 de março de 2021

A Bíblia fala sobre Predestinação ?

 O que a Bíblia ensina sobre Predestinação ?


É praticamente impossível não encontrar um calvinista que não recorra a Romanos 9 a fim de tentar subsidiar uma teoria sobre uma Predestinação Fatalista. Enquanto o cânon bíblico católico consta de 73 livros, o cânon protestante de 66 livros, o cânon calvinista se restringe a Romanos 9. 

Historicamente falando, Romanos 9 NUNCA foi ensinado como Dupla Predestinação incondicional antes de Agostinho no quinto século. 

Por quatro séculos, os cristãos leram o Novo Testamento incluindo Romanos 9 e JAMAIS chegaram a essa interpretação deturpada do Calvinismo.

Além disto, Romanos deve ser interpretado dentro do seu contexto — Romanos 9 até 11 é uma “unidade indivisível" de linha de pensamento. 

As divisões de capítulo não existem nos textos originais. Romanos 10 e 11 completam o argumento e mostram que Paulo não estava falando de indivíduos e de salvação e perdição de cada um deles, mas sobre grupos e serviço sob o plano divino. 


Várias coisas podemos destacar nestes três capítulos.

1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como Deus lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. 

Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: Deus tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.


2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de Deus para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41, nota sobre Jesus chorando por causa de Israel ter rejeitado o caminho divino da salvação). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer. (ver o estudo ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO, neste blog).


3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de Deus, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em Cristo (9.33; 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de Deus, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a Deus pela fé e se tornaram “filhos do Deus vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de Deus.


4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de Deus são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu.


5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de Cristo (ver Is 11.10-12 nota; 24.17-23 nota; 49.22,23 nota; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14 nota; Rm 11.26 nota; Ap 12.6 nota).



Estudo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal.


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17


segunda-feira, 22 de março de 2021

A Bíblia fala de Eleição Incondicional ?

 Existe Eleição Incondicional na Bíblia ?


Lemos na 2a carta aos Tessalonicenses o seguinte:


Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, POR VOS TER DEUS ELEGIDO desde o princípio para a salvação em santificação do Espírito, e fé da verdade.

(2a Tel. 2:13)


Com base nessa passagem CALVINISTAS DESONESTOS tentam provar a doutrina da eleição como sendo incondicional.


Como a Teologia Arminiana responde a este dilema?

PRIMEIRA REGRA DE HERMENÊUTICA: NUNCA ISOLE UM TEXTO E DESCONSIDERE O CONTEXTO IMEDIATO E/OU REMOTO.

 

Primeiro que a carta não é INDIVIDUAL. Não é para uma pessoa em específico. É para a Igreja de Cristo. Só aqui já mata a pretensão calvinista de supor que exista algum tipo de ELEIÇÃO INCONDICIONAL.

 

Segundo, precisamos entender o contexto imediato da carta, e o caráter escatológico das epístolas de Paulo aos Tessalonicenses. O estudante honesto das Escrituras perceberá isso logo de início. Tratam-se de epístolas escatológicas. 

 

Tanto que o tema das epístolas é a VOLTA DO SENHOR.

 

O tema da seção é bastante claro. Visa acalmar a incerteza ou a excitação causada pelas asseverações de que o Dia do Senhor já está presente. A resposta básica dada por Paulo é que certos outros eventos devem acontecer primeiramente, a saber: a aparição do assim-chamado homem da iniquidade.

 

Os primeiros versículos do referido capítulo remontam ao período antes do aparecimento do ANTICRISTO, e os versos. 9-12 remontam ao período do seu aparecimento antes da sua destruição descrita no v. 8.

 

O efeito do ensino é, primeiramente, assegurar os leitores de que, embora certos eventos devam anteceder o Dia do Senhor, a “contagem regressiva” já começou (v. 7).

 

Em terceiro lugar, comentar sobre a maneira em que os ímpios serão enganados pelo homem na iniquidade e, desta forma, participarão do seu julgamento e destruição. Este último pensamento liga-se com a advertência de Paulo aos leitores no sentido de não serem enganados ao ponto de confundir a Epifania do homem da iniquidade com a Parousia do Senhor Jesus.

 

No presente contexto pode ser deliberada a fim de assegurar os leitores de que o Senhor Jesus, que virá para Seu próprio povo, e que destruirá os ímpios, os ama de modo especial e os conservará em segurança para a salvação final.

 

Perceba que o texto diz:

 

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, mediante a santificação do Espírito, e fé da verdade;

 

Ou seja, mostra-nos ele que a santificação é necessária à salvação, por ser um de seus meios.

 

O texto em tela está nos falando sobre a APOSTASIA antes da manifestação do ANTI CRISTO e que Deus enviará a operação do erro para aqueles que rejeitarão o evangelho, para que creiam na mentira.

 

Mas nós os que somos SALVOS, ELEITOS, devemos dar graças a Deus por Deus ter nos ELEGIDO para a salvação e ter nos livrado desse período, porque aqueles outros que estiverem no período da GRANDE TRIBULAÇÃO na Terra receberão a MARCA DA BESTA e não se salvarão.

 

O texto não fala de uma Eleição Incondicional ou Individual, mas está falando que os ELEITOS estarão salvos e livres do que ocorrerá no mundo no período da Grande Tribulação e salvos com Jesus em Glória.

 

A ELEIÇÃO

 

Seu elemento temporal:  Neste versículo encontramos as palavras «desde o princípio». Quando foi esse «princípio»? No passado eterno e sem data, quando do decreto baixado pelo Pai. Por essa razão é que se lê em

Efésios. 1:4: «...antes da fundação do mundo...»; e em 3:9: «...desde os séculos (passados)...»; e em 1ª Ped. 1:20: «...antes da fundação do mundo...»; e em 2ª Tim. 1:9: «...antes dos tempos eternos...»

 

A ELEIÇÃO É UMA DOUTRINA BÍBLICA e o seu foco não é o indivíduo, mas o grupo, o corpo, a Igreja, formada por todos aqueles que creram em Cristo e permanecerão até o fim.

 

A ELEIÇÃO da Igreja, à luz da Bíblia, é um ato soberano de Deus sem demonstrar preferência (haiéromai) e sem “implicar necessariamente a rejeição do que não é escolhido” (eklégomai).

 

Deus não preferiu salvar uns em detrimento de outros. Ele soberanamente estabeleceu Cristo como a provisão universal de Salvação e estabeleceu ainda que a escolha ou separação dos que serão salvos se dará conforme a união ou não de cada um a Cristo.

 

Ou seja, essa escolha não é baseada em preferências, mas em Cristo. Foi Ele que estabeleceu esse critério, tornando a ELEIÇÃO CONDICIONAL, sendo esta condição: O ESTAR  EM  CRISTO, de maneira que o que se perde não se perde porque foi rejeitado por Deus, mas porque rejeitou a Salvação que lhe foi oferecida gratuitamente por Deus através de Cristo.

 

Seu intermédio: O presente versículo esclarece que a eleição se torna uma realidade vívida por meio da santificação, bem como através da fé na verdade.

 

...pela santificação do Espírito...

 

A salvação é um empreendimento elevado em demasia, para ser realizada pela mera vontade humana.

 

A santificação é um a operação efetuada sobre do homem, nos três aspectos do seu ser: Corpo, alma e espírito (ver I Tes. 5:23). Por esse motivo, requer a reação positiva do homem, através de sua cooperação no sentido de sua própria santificação, por que como diz a Escritura, sem a santificação, ninguém jamais verá Deus. (Heb. 12:14).

 

Fica claro o contraste neste texto:

 

Aqueles que seguem o ANTICRISTO e que depositam a sua confiança em uma mentira nesse período e por conta disto se perderão e aqueles que exercem fé na verdade(Fé em Cristo), sendo a realidade da salvação de todo o homem que Nele crê e como ela é obtida e qual o seu destino, sendo essa a mensagem central do evangelho.

 

O texto diz que Paulo dava graças a Deus por aqueles crentes, que aceitaram o convite divino da ELEIÇÃO, feito a seus leitores através da pregação do evangelho, até à consumação da era vindoura, quando adquiriremos a glória que Cristo possui, e do que ele mesmo participaria, juntamente com aqueles que fossem consagrados a Deus pelo Espírito Santo e que tivessem fé na verdade do evangelho.

 

Arminianos em nenhum momento negam a doutrina da Eleição, já que se trata de uma doutrina fundamental que está presente nas Escrituras, mas nada que faça supor uma tal de ELEIÇÃO INCONDICIONAL, tão propagada por calvinistas.

 

Colaborou:

 

Blog: Oráculos Divinos

Bíblia de Estudo Pentecostal

A Mecânica da Salvação

O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO - VERSÍCULO POR VERSÍCULO -Russell Norman Champlin, Ph. D.

 

Comentários de 1ª e 2ª TESSALONICENSES, Introdução e Comentário por I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen, Escócia - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO.


"... sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17


quarta-feira, 3 de março de 2021

AS OVELHAS PODEM SER ARREBATADAS DA MÃO DE CRISTO ?

 AS OVELHAS PODEM SE PERDER ?

"E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
 Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." (João 10.28,29).

As ovelhas podem ser arrebatadas 
das mãos de Cristo ? 

Bom, a premissa que diz que Deus não quer que ninguém se perca não significa que tal pessoa não irá se perder. 
Jesus também não queria que Jerusalém fosse destruída (Mt.23:37). Ele chegou até a chorar sobre ela (Lc.19:41). Mas ela foi destruída assim mesmo (Mt.23:38).

O texto de João 10:28-29, mais uma vez nos mostra o problema do calvinista, que é enxergar neste texto a impossibilidade de que as próprias pessoas, por livre e espontânea vontade, o abandonem. 

O texto diz que ninguém poderá tirá-las do Pai, mas não fala nada sobre se as próprias pessoas podem ou não deixá-lo. A conclusão de que as próprias pessoas também não podem deixá-lo fica por conta da especulação calvinista e não do texto bíblico. 

O fato de ninguém poder tirar algo da mão de alguém de modo algum implica em este algo não poder fazer nada.

Recorramos a uma analogia por favor

Suponhamos que eu carregue um criança no meu colo e diga a todo mundo que ninguém pode tirá-la de mim. Isso significa que nenhuma outra pessoa pode vir até mim e arrancá-la da minha mão. Por que o meu desejo é que ela fique no meu colo e eu tenho poder suficiente para protegê-la de qualquer mal ou de alguém que tente arrebatá-la de minhas mãos.

Mas isso não significa que eu estou impedindo daquela criança por si mesmo e por livre e espontânea vontade, sair do meu colo. 
Se eu fizesse isso, não estaria cuidando dela, mas dominando-a. 

Deus não é um ditador celestial que impede que seus filhos saiam de seus braços e sim um pai amável que os protege das ameaças externas, mas que respeita a livre decisão de cada filho. (Vide a parábola do Filho Pródigo)

Quando alguém deixa os braços de Cristo, não é porque outra pessoa a arrancou das mãos do Pai, mas porque o próprio indivíduo optou pelo outro caminho. 

É digno de nota que neste mesmo Evangelho de João, poucos capítulos adiante, vemos Jesus dizendo isso:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. 

Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. 

Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. (João 15:1-7).


CONCLUSÃO

Assim, o próprio Senhor Jesus esclareceu que, embora ninguém de fora possa arrebatar dele as suas ovelhas, as ovelhas podem se separar de Cristo por sua própria conta, não permanecendo nele e sendo por fim queimadas. Como no exemplo do navio, ninguém de outro navio pode entrar no navio de Cristo para tirar à força os crentes que ali estão e lançá-los ao mar, mas os próprios crentes podem por sua própria conta e liberdade se lançarem e se perderem. 

É como disse o pastor Ciro Zibordi:

“Quem quiser pode „navegar‟ em outras „embarcações‟ ou „canoas furadas‟. Contudo, é melhor permanecer no „navio da salvação‟, em Cristo, pois a segurança da salvação é para quem nEle permanecer (Jo 10.28). Ninguém pode arrebatar, raptar, o crente da mão de Jesus, a menos que o próprio crente negue a sua fé, seguindo a falsos doutores (2 Tm 4.1-5)”.



Extraído do livro Calvinismo ou Arminianismo – Quem está com a razão?
Com algumas adaptações.


"...sabendo que fui posto para a defesa o Evangelho".
Filipenses 1:17