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quinta-feira, 8 de abril de 2021

O PECADO VENCEU A DEUS ?

 O CALVINISMO ESTÁ TE ENGANANDO



O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, como sabido, é um teólogo calvinista, que publicou muitas obras que ficaram conhecidas no meio evangélico.

Em uma de suas publicações nominada de "Interpretando o Novo Testamento Primeira Carta de João", é dito textualmente que Cristo não é o Salvador de todos os homens, como apresentado no gráfico acima. 

Este blog, já trouxe a devida refutação ao artigo do Reverendo em outra oportunidade. Clicando no link abaixo você pode conferir o artigo:



Contudo, achei pertinente me aprofundar mais um pouco, provando assim a incoerência daquele teólogo, e deixando claro o ensino cristalino das Escrituras; de que Jesus SIM, é o Salvador da humanidade e que o Calvinismo não pode ser levado a sério. 

É importante frisar aqui, que o espantalho criado por calvinistas que acusa o Arminianismo de ensinar o Universalismo, é uma falácia. Olson comenta em sua obra; que nem todas as pessoas são salvas, não porque suas punições não foram sofridas por Cristo, mas porque rejeitam a anistia oferecida por Cristo por intermédio da sua morte substitutiva. (Teologia Arminiana - Mitos e Realidades, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág 84).


 

Em sua obra, como já vimos, o reverendo usa como texto base, 1ª João 4:14, onde lemos o seguinte:


E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
1 João 4:14


É inacreditável como Augustus Nicodemus se utiliza de uma hermenêutica desonesta e de muita cambalhota teológica, a fim de negar o que texto sagrado diz claramente; Que Deus enviou Jesus para ser Salvador do mundo.

Entre tantos disparates proferidos pelo Mestre Calvinista, lemos as seguintes declarações em seus comentários sobre o referido texto:

"...Jesus Cristo é o Salvador do mundo no sentido em que salva pessoas deste mundo, e não o mundo todo".

E A GRANDE PÉROLA

“Cristo não é, de fato, o Salvador de todos os indivíduos da raça humana, e portanto não foi enviado com esse objetivo. Pois, se tivesse sido, sua missão não teria sido plenamente cumprida"


Analisando o comentário que ele faz do texto em tela, a verdade é que ocorre em suas palavras muita contradição. Em um momento Cristo é Salvador da humanidade, mas em outro momento Ele não é. Uma marca do Calvinismo: CONTRADIÇOES.

Deus não é Deus de confusão. Mas o objetivo é esse. Introduzir sorrateiramente a doutrina da EXPIAÇÃO LIMITADA, um dos pontos da TULIP.

O apóstolo Pedro advertiu que nos últimos dias, falsos doutores, introduziriam encobertamente heresias de perdição e negariam o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. (2 Pedro 2:1)



Assim como 1ª João 4:14 é muito claro nos revelando o objetivo de Cristo e o desejo de Deus, existem muitos outros textos que provam que o Reverendo Augustus Nicodemus não foi honesto quando comentou sobre o referido texto.

Para tanto, o Blog Oráculos Divinos, reproduzirá o comentário sobre 1ª João 4:14, feito por Russell Norman Champlin, em sua conceituada obra. 


Comentário sobre 1ª João 4:14


"E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo”.

 

"Antes segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção e isso através da fé ou fé-amor; que é a gnosis cristã. Deus está conosco (posição do teísmo) e é o Salvador, longe estando Ele de não se importar com os homens (que é a posição do deísmo).

 

Além disso, Deus salva os homens por intermédio de Cristo, o qual é o nosso Salvador, o único Mediador entre Deus e os homens e não um dentre muitos. (Ver 1 Tim. 2:5). Ver Jesus como o Salvador do mundo em João 4:42. Nesse caso, mundo indica a humanidade inteira e não apenas o sistema cósmico hostil (que transcende somente aos homens), conforme às vezes é empregado o termo «mundo» nesta epístola — ver 1ª João 4:5. Sem dúvida vemos aqui reflexo das antigas fórmulas de confissão cristã.

Ver: 1ª João 1:1,2 – 2:20-23 – 3:16 à 23 – 4 :2 e 5: 1 à 10b e 12 quantos usos similares.


Ver ainda Mateus 1:21 e as notas expositivas ali existentes acerca do tema Jesus como Salvador. As epístolas pastorais fazem o intercâmbio, entre Deus Pai e Deus Filho, do termo Salvador. Ver 1ª Tm. 1:1: 2:3 – 4:10 – Tito 1:3 – 2:10,13 e 3:4, acerca de Deus como Salvador. E ver 2ª Tm. 1:10; Tito 1:4; 2:13 e 3:6, quanto a Jesus como Salvador. Esse intercâmbio parece ter sido feito propositadamente.

 

Atividade missionaria inerente na teologia básica.

 

A própria confissão que os crentes são forçados a fazer, e que inclui a ideia da missão Salvadora de Cristo, força-os a proclamarem esse Salvador ao mundo que Ele veio remir. Os gnósticos, porém, falharam nessa tarefa porque tinham em pouca conta a missão salvadora de Jesus, o Cristo: e nós podemos falhar nessa tarefa por motivo de outras razões.

 

A preocupação missionária, observemos, não é algo a ser adicionado ao Evangelho e nem é algo que deva ser artificialmente despertado: pelo contrário, faz parte inerente do próprio propósito e ato de Deus — o Pai enviou seu Filho para ser salvador do mundo. (Hoon, in loc.).

 

[...] O grande alvo da redenção é a glorificação (ver Rom. 8:29,30), que é um processo eterno que nos levará a toda a plenitude de Deus (ver Ef. 3:19 e Col. 2:10 - 2ª Pd 1:4).[...] Disso é que consiste a salvação (ver notas expositivas a respeito em Heb. 2:3.  E isso é obra de Cristo, que é o Salvador do mundo. Porquanto a expiação no seu sangue é parte desse quadro, sem o que todo esse processo seria simplesmente impossível (ver 1ª João 2:2).

 

A missão de Cristo visa restaurar os homens à comunhão com Deus, comunhão essa que eles perderam: a restauração proporcionada por ele lhes confere a sua própria essência, de tal modo que se tornam filhos de Deus que estão sendo conduzidos à glória (ver Heb. 2:10 e ss.).

A missão de Jesus Cristo visa o mundo inteiro e não apenas alguns poucos indivíduos seletos, conforme pensavam erroneamente os gnósticos (ver 1ª João 2:2).

 

[Comentando ainda sobre o verso 9 deste capítulo, Champlin afirma que a palavra mundo usada no texto significa todos os homens]. (pág. 278)

 

Não está agora em foco o cosmos hostil, do qual os homens incrédulos participam; antes, o mundo é agora aquele composto por todos os homens, os habitantes desta esfera terrestre. Comparar isso com 1ª João 2:2, onde se lê que Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo inteiro".

(grifos meus)


O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO

VERSICULO POR VERSICULO  - Russell Norman Champlin, Ph. D. – Editora Candeia, pág. 280,281.



Por fim, J.R.W. STOTT, M.A., em sua obra comenta sobre Cristo ser o Salvador do Mundo e corrobora o testemunho das Escrituras.

"O mundo significa a sociedade pecaminosa, alienada de Deus e sob o domínio do maligno (cf. 5:19). Sua urgente necessidade era ser resgatado do pecado e Satanás. E o Pai “amou ao mundo de tal maneira” (Jo 3:16) que enviou o seu Filho, Seu amado e único Filho, para ser o Salvador do mundo. O tempo perfeito do verbo (apestalken, literalmente “enviou”, como na RA), indica não apenas o evento histórico de enviar, mas o seu propósito e resultado, a saber, a salvação do mundo".


AS EPÍSTOLAS DE JOÃO por J.R.W. STOTT, M.A.

SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA e ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO, pág. 144


REFLEXÃO

Como podemos observar após minuciosa análise das Escrituras, Jesus SIM, é o Salvador de todos os homens, provando assim a inconsistência teológica de calvinistas.

É incrível como o PECADO trouxe apenas morte e condenação à TODOS, mas o AMOR DE DEUS e o sangue de Cristo não trouxeram vida e nem foi derramado por TODOS. 


Para calvinistas o poder do pecado é mais potente do que o sangue de Cristo e o amor de Deus. Ou seja, no Calvinismo o PECADO venceu a Deus.




Conclusão



O fato da Bíblia mostrar que Jesus é o Salvador do mundo, não significa que TODOS serão salvos ou que o Arminianismo defenda o Universalismo, ou ainda que; pelo fato de nem todos se salvarem, Cristo não seja Salvador do Mundo. 

Como diz Thomas Watson: "O sangue de Cristo tem poder SUFICIENTE para salvar todos os homens, mas seu poder é aplicado e EFICIENTE apenas aos que creem".


Por fim, Armínio faz a distinção entre redenção obtida e redenção aplicada em suas obras:


"Afirmo que é preciso fazer uma distinção entre a redenção obtida e a redenção aplicada, e declaro que ela foi obtida para o mundo inteiro, e para todos e cada um dos homens; mas ela foi aplicada apenas aos fiéis e aos eleitos".
(Obras de Armínio vol. 3, pág 536)





"...sabendo que fui posto para defesa do Evangelho".
(Filipenses 1:17)

segunda-feira, 29 de março de 2021

A Bíblia fala sobre Predestinação ?

 O que a Bíblia ensina sobre Predestinação ?


É praticamente impossível não encontrar um calvinista que não recorra a Romanos 9 a fim de tentar subsidiar uma teoria sobre uma Predestinação Fatalista. Enquanto o cânon bíblico católico consta de 73 livros, o cânon protestante de 66 livros, o cânon calvinista se restringe a Romanos 9. 

Historicamente falando, Romanos 9 NUNCA foi ensinado como Dupla Predestinação incondicional antes de Agostinho no quinto século. 

Por quatro séculos, os cristãos leram o Novo Testamento incluindo Romanos 9 e JAMAIS chegaram a essa interpretação deturpada do Calvinismo.

Além disto, Romanos deve ser interpretado dentro do seu contexto — Romanos 9 até 11 é uma “unidade indivisível" de linha de pensamento. 

As divisões de capítulo não existem nos textos originais. Romanos 10 e 11 completam o argumento e mostram que Paulo não estava falando de indivíduos e de salvação e perdição de cada um deles, mas sobre grupos e serviço sob o plano divino. 


Várias coisas podemos destacar nestes três capítulos.

1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como Deus lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. 

Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: Deus tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.


2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de Deus para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41, nota sobre Jesus chorando por causa de Israel ter rejeitado o caminho divino da salvação). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer. (ver o estudo ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO, neste blog).


3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de Deus, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em Cristo (9.33; 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de Deus, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a Deus pela fé e se tornaram “filhos do Deus vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de Deus.


4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de Deus são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu.


5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de Cristo (ver Is 11.10-12 nota; 24.17-23 nota; 49.22,23 nota; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14 nota; Rm 11.26 nota; Ap 12.6 nota).



Estudo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal.


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17


segunda-feira, 22 de março de 2021

A Bíblia fala de Eleição Incondicional ?

 Existe Eleição Incondicional na Bíblia ?


Lemos na 2a carta aos Tessalonicenses o seguinte:


Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, POR VOS TER DEUS ELEGIDO desde o princípio para a salvação em santificação do Espírito, e fé da verdade.

(2a Tel. 2:13)


Com base nessa passagem CALVINISTAS DESONESTOS tentam provar a doutrina da eleição como sendo incondicional.


Como a Teologia Arminiana responde a este dilema?

PRIMEIRA REGRA DE HERMENÊUTICA: NUNCA ISOLE UM TEXTO E DESCONSIDERE O CONTEXTO IMEDIATO E/OU REMOTO.

 

Primeiro que a carta não é INDIVIDUAL. Não é para uma pessoa em específico. É para a Igreja de Cristo. Só aqui já mata a pretensão calvinista de supor que exista algum tipo de ELEIÇÃO INCONDICIONAL.

 

Segundo, precisamos entender o contexto imediato da carta, e o caráter escatológico das epístolas de Paulo aos Tessalonicenses. O estudante honesto das Escrituras perceberá isso logo de início. Tratam-se de epístolas escatológicas. 

 

Tanto que o tema das epístolas é a VOLTA DO SENHOR.

 

O tema da seção é bastante claro. Visa acalmar a incerteza ou a excitação causada pelas asseverações de que o Dia do Senhor já está presente. A resposta básica dada por Paulo é que certos outros eventos devem acontecer primeiramente, a saber: a aparição do assim-chamado homem da iniquidade.

 

Os primeiros versículos do referido capítulo remontam ao período antes do aparecimento do ANTICRISTO, e os versos. 9-12 remontam ao período do seu aparecimento antes da sua destruição descrita no v. 8.

 

O efeito do ensino é, primeiramente, assegurar os leitores de que, embora certos eventos devam anteceder o Dia do Senhor, a “contagem regressiva” já começou (v. 7).

 

Em terceiro lugar, comentar sobre a maneira em que os ímpios serão enganados pelo homem na iniquidade e, desta forma, participarão do seu julgamento e destruição. Este último pensamento liga-se com a advertência de Paulo aos leitores no sentido de não serem enganados ao ponto de confundir a Epifania do homem da iniquidade com a Parousia do Senhor Jesus.

 

No presente contexto pode ser deliberada a fim de assegurar os leitores de que o Senhor Jesus, que virá para Seu próprio povo, e que destruirá os ímpios, os ama de modo especial e os conservará em segurança para a salvação final.

 

Perceba que o texto diz:

 

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, mediante a santificação do Espírito, e fé da verdade;

 

Ou seja, mostra-nos ele que a santificação é necessária à salvação, por ser um de seus meios.

 

O texto em tela está nos falando sobre a APOSTASIA antes da manifestação do ANTI CRISTO e que Deus enviará a operação do erro para aqueles que rejeitarão o evangelho, para que creiam na mentira.

 

Mas nós os que somos SALVOS, ELEITOS, devemos dar graças a Deus por Deus ter nos ELEGIDO para a salvação e ter nos livrado desse período, porque aqueles outros que estiverem no período da GRANDE TRIBULAÇÃO na Terra receberão a MARCA DA BESTA e não se salvarão.

 

O texto não fala de uma Eleição Incondicional ou Individual, mas está falando que os ELEITOS estarão salvos e livres do que ocorrerá no mundo no período da Grande Tribulação e salvos com Jesus em Glória.

 

A ELEIÇÃO

 

Seu elemento temporal:  Neste versículo encontramos as palavras «desde o princípio». Quando foi esse «princípio»? No passado eterno e sem data, quando do decreto baixado pelo Pai. Por essa razão é que se lê em

Efésios. 1:4: «...antes da fundação do mundo...»; e em 3:9: «...desde os séculos (passados)...»; e em 1ª Ped. 1:20: «...antes da fundação do mundo...»; e em 2ª Tim. 1:9: «...antes dos tempos eternos...»

 

A ELEIÇÃO É UMA DOUTRINA BÍBLICA e o seu foco não é o indivíduo, mas o grupo, o corpo, a Igreja, formada por todos aqueles que creram em Cristo e permanecerão até o fim.

 

A ELEIÇÃO da Igreja, à luz da Bíblia, é um ato soberano de Deus sem demonstrar preferência (haiéromai) e sem “implicar necessariamente a rejeição do que não é escolhido” (eklégomai).

 

Deus não preferiu salvar uns em detrimento de outros. Ele soberanamente estabeleceu Cristo como a provisão universal de Salvação e estabeleceu ainda que a escolha ou separação dos que serão salvos se dará conforme a união ou não de cada um a Cristo.

 

Ou seja, essa escolha não é baseada em preferências, mas em Cristo. Foi Ele que estabeleceu esse critério, tornando a ELEIÇÃO CONDICIONAL, sendo esta condição: O ESTAR  EM  CRISTO, de maneira que o que se perde não se perde porque foi rejeitado por Deus, mas porque rejeitou a Salvação que lhe foi oferecida gratuitamente por Deus através de Cristo.

 

Seu intermédio: O presente versículo esclarece que a eleição se torna uma realidade vívida por meio da santificação, bem como através da fé na verdade.

 

...pela santificação do Espírito...

 

A salvação é um empreendimento elevado em demasia, para ser realizada pela mera vontade humana.

 

A santificação é um a operação efetuada sobre do homem, nos três aspectos do seu ser: Corpo, alma e espírito (ver I Tes. 5:23). Por esse motivo, requer a reação positiva do homem, através de sua cooperação no sentido de sua própria santificação, por que como diz a Escritura, sem a santificação, ninguém jamais verá Deus. (Heb. 12:14).

 

Fica claro o contraste neste texto:

 

Aqueles que seguem o ANTICRISTO e que depositam a sua confiança em uma mentira nesse período e por conta disto se perderão e aqueles que exercem fé na verdade(Fé em Cristo), sendo a realidade da salvação de todo o homem que Nele crê e como ela é obtida e qual o seu destino, sendo essa a mensagem central do evangelho.

 

O texto diz que Paulo dava graças a Deus por aqueles crentes, que aceitaram o convite divino da ELEIÇÃO, feito a seus leitores através da pregação do evangelho, até à consumação da era vindoura, quando adquiriremos a glória que Cristo possui, e do que ele mesmo participaria, juntamente com aqueles que fossem consagrados a Deus pelo Espírito Santo e que tivessem fé na verdade do evangelho.

 

Arminianos em nenhum momento negam a doutrina da Eleição, já que se trata de uma doutrina fundamental que está presente nas Escrituras, mas nada que faça supor uma tal de ELEIÇÃO INCONDICIONAL, tão propagada por calvinistas.

 

Colaborou:

 

Blog: Oráculos Divinos

Bíblia de Estudo Pentecostal

A Mecânica da Salvação

O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO - VERSÍCULO POR VERSÍCULO -Russell Norman Champlin, Ph. D.

 

Comentários de 1ª e 2ª TESSALONICENSES, Introdução e Comentário por I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen, Escócia - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO.


"... sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17


quarta-feira, 3 de março de 2021

AS OVELHAS PODEM SER ARREBATADAS DA MÃO DE CRISTO ?

 AS OVELHAS PODEM SE PERDER ?

"E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
 Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." (João 10.28,29).

As ovelhas podem ser arrebatadas 
das mãos de Cristo ? 

Bom, a premissa que diz que Deus não quer que ninguém se perca não significa que tal pessoa não irá se perder. 
Jesus também não queria que Jerusalém fosse destruída (Mt.23:37). Ele chegou até a chorar sobre ela (Lc.19:41). Mas ela foi destruída assim mesmo (Mt.23:38).

O texto de João 10:28-29, mais uma vez nos mostra o problema do calvinista, que é enxergar neste texto a impossibilidade de que as próprias pessoas, por livre e espontânea vontade, o abandonem. 

O texto diz que ninguém poderá tirá-las do Pai, mas não fala nada sobre se as próprias pessoas podem ou não deixá-lo. A conclusão de que as próprias pessoas também não podem deixá-lo fica por conta da especulação calvinista e não do texto bíblico. 

O fato de ninguém poder tirar algo da mão de alguém de modo algum implica em este algo não poder fazer nada.

Recorramos a uma analogia por favor

Suponhamos que eu carregue um criança no meu colo e diga a todo mundo que ninguém pode tirá-la de mim. Isso significa que nenhuma outra pessoa pode vir até mim e arrancá-la da minha mão. Por que o meu desejo é que ela fique no meu colo e eu tenho poder suficiente para protegê-la de qualquer mal ou de alguém que tente arrebatá-la de minhas mãos.

Mas isso não significa que eu estou impedindo daquela criança por si mesmo e por livre e espontânea vontade, sair do meu colo. 
Se eu fizesse isso, não estaria cuidando dela, mas dominando-a. 

Deus não é um ditador celestial que impede que seus filhos saiam de seus braços e sim um pai amável que os protege das ameaças externas, mas que respeita a livre decisão de cada filho. (Vide a parábola do Filho Pródigo)

Quando alguém deixa os braços de Cristo, não é porque outra pessoa a arrancou das mãos do Pai, mas porque o próprio indivíduo optou pelo outro caminho. 

É digno de nota que neste mesmo Evangelho de João, poucos capítulos adiante, vemos Jesus dizendo isso:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. 

Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. 

Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. (João 15:1-7).


CONCLUSÃO

Assim, o próprio Senhor Jesus esclareceu que, embora ninguém de fora possa arrebatar dele as suas ovelhas, as ovelhas podem se separar de Cristo por sua própria conta, não permanecendo nele e sendo por fim queimadas. Como no exemplo do navio, ninguém de outro navio pode entrar no navio de Cristo para tirar à força os crentes que ali estão e lançá-los ao mar, mas os próprios crentes podem por sua própria conta e liberdade se lançarem e se perderem. 

É como disse o pastor Ciro Zibordi:

“Quem quiser pode „navegar‟ em outras „embarcações‟ ou „canoas furadas‟. Contudo, é melhor permanecer no „navio da salvação‟, em Cristo, pois a segurança da salvação é para quem nEle permanecer (Jo 10.28). Ninguém pode arrebatar, raptar, o crente da mão de Jesus, a menos que o próprio crente negue a sua fé, seguindo a falsos doutores (2 Tm 4.1-5)”.



Extraído do livro Calvinismo ou Arminianismo – Quem está com a razão?
Com algumas adaptações.


"...sabendo que fui posto para a defesa o Evangelho".
Filipenses 1:17


domingo, 28 de fevereiro de 2021

LOCALIZAÇÃO DO JARDIM DO ÉDEN

 Onde está o Jardim do Éden atualmente ?











Artigo extraído da Página "Curiosidades e Fatos" do Instagram.




"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A VONTADE DE DEUS !

 O QUE SIGNIFICA A VONTADE DE DEUS ?



Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

Efésios 5:17


DEFINIÇÃO DA VONTADE DE DEUS. 

De modo geral, a Bíblia refere-se a vontade de Deus em três sentidos diferentes.


1) A vontade de Deus e outra maneira de se identificar a Lei de Deus. Davi, por exemplo, forma um paralelo entre a frase “tua lei” e “tua vontade” no Sl. 40.8. Semelhantemente, o apóstolo Paulo considera que, conhecer a Deus é sinônimo de conhecer a sua vontade, na sua carta aos Romanos 2.17,18. Noutras palavras: como em sua Lei o Senhor nos instrui no caminho que Ele traçou, ela pode ser apropriadamente chamada “a vontade de Deus”. “Lei” significa essencialmente “instrução”, e inclui a totalidade da Palavra de Deus. 


2) Também se emprega a expressão “a vontade de Deus” para designar qualquer coisa que Ele explicitamente quer. Pode ser corretamente designada de “a perfeita vontade” de Deus. E a vontade revelada de Deus que deseja que todos sejam salvos (1Tm 2.4; 2Pe 3.9) e que nenhum crente caia da graça (ver Jo 6.39). Isso não quer dizer que todos serão salvos, mas que Deus deseja a salvação de todos os homens


3) Finalmente, “a vontade de Deus” pode referir-se aquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente que ocorra. Tal coisa pode ser corretamente chamada “a vontade permissiva de Deus”. De fato, muita coisa que acontece no mundo e contraria a perfeita vontade de Deus (e.g., o pecado, a concupiscência, a violência, o ódio, e a dureza de coração), mas Ele permite que o mal continue por enquanto. 


A chamada de Jonas para ir a Nínive fazia parte da perfeita vontade de Deus, mas sua viagem na direção oposta estava dentro de sua vontade permissiva (ver Jn. 1). Além disso, a decisão de muitas pessoas permanecerem sem salvação e permitida por Deus. Ele não impõe a fé aos que recusam a salvação mediante o seu Filho. Semelhantemente, muitas aflições e males que nos acometem são permitidos por Deus (1ªPe 3.17; 4.19), mas não é o seu desejo seu que soframos (ver 1ªJo 5.19)



FAZENDO A VONTADE DE DEUS

O ensino bíblico a respeito da vontade de Deus não expressa apenas uma doutrina. Afeta a nossa vida diária como crentes.


1) Primeiro, devemos descobrir qual é a vontade de Deus, conforme revelada nas Escrituras. Como os dias em que vivemos são maus, temos de entender qual a perfeita e agradável vontade de Deus (Ef 5.17).


2) Uma vez que já sabemos como Ele deseja que vivamos como crentes, precisamos dedicar-nos ao cumprimento da sua vontade. O salmista, por exemplo, pede a Deus que lhe ensine a “fazer a tua vontade” (Sl 143.10)

Ao pedir, igualmente, que o Espírito o guie “por terra plana”*, indica que, em essência, esta rogando a Deus a capacidade de viver uma vida de retidão. Semelhantemente, Paulo espera que os cristãos tessalonicenses sigam a vontade divina, evitando a imoralidade sexual, e vivendo de maneira santa e honrosa (1Ts 4.3,4). Noutro lugar, Paulo ora para que os cristãos recebam a plenitude do conhecimento da vontade divina, a fim de viverem “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10).


* Terra plana: Isso não significa que o Planeta Terra seja plano, mas o sentido aqui é figurado e o Salmista ora a Deus no sentido que seu caminho seja simples; fácil, acessível, sem dificuldades.



3) Os crentes são exortados a orarem para que a vontade de Deus seja feita (cf. Mt 6.10; 26.42; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15). Devemos desejar, com sinceridade, a perfeita vontade de Deus, e ter o propósito de cumprí-la em nossa vida e na vida de nossa família (ver Mt 6.10). Se essa for a nossa oração e compromisso, teremos total confiança de que o nosso presente e futuro estarão sob os cuidados do Pai (cf. At 18.21; 1Co 4.19; 16.7). 


Se, porém, há pecado deliberado em nossa vida, e rebelião contra a sua Palavra, Deus não atendera as nossas orações. Não poderemos esperar que a vontade divina seja feita na terra como no céu, a não ser que nos mesmos procuremos cumprir a sua vontade em nossa própria vida.


4) Finalmente, não podemos usar a vontade de Deus como desculpa pela passividade, ou irresponsabilidade, no tocante a sua chamada para lutarmos contra o pecado e a mornidão espiritual. E Satanás, e não Deus, o culpado por essa era maligna, com a sua crueldade, maldade e injustiça (ver 1Jo 5.19). E também Satanás quem causa grande parte da dor e sofrimento no mundo (cf. Jo 1.6-12; 2.1-6; Lc 13.16; 2Co 12.7). Assim como Jesus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8), assim também e da vontade explícita de Deus que batalhemos contra as hostes espirituais da maldade por meio do Espírito Santo (Ef 6.10-20; 1Ts 5.8)


CONCLUSÃO

Se não existe vontade permissiva de Deus, todo o mau e pecado é decretado por Ele, o que seria um absurdo, obtuso e um contrassenso, pois Deus não pode ser o autor do pecado. Isto colide diretamente com as Escrituras (Sl. 92.15; Tg. 1.13; 1 Jo. 1.5), a lei de Deus e Sua santidade, que se opõem totalmente a todo pecado e ao mau. 


Por fim a Bíblia diz que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12:2) e que essa é a vontade de Deus: A nossa santificação (1ª Tel. 4:3).


Artigo Extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, pág 1056.



"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

CONTRADIÇÃO NA BÍBLIA ?

 QUEM FOI O PAI DE ZACARIAS ?


Em Mateus 23:35 Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias. Mas em 2ª Crônicas 24:20-22 diz explicitamente que Zacarias era filho de Jeoiada. Afinal, quem era realmente o pai de Zacarias?

A desonestidade intelectual dos céticos é grande, por isso vamos explicar ponto a ponto sobre este versículo tanto utilizado por pessoas que tentam desmerecer a Bíblia Sagrada.

1) Poderíamos resumir em apenas isto: Simplesmente se trata de homens diferentes com o mesmo nome. Zacarias era um nome comum durante o tempo em que a Bíblia estava sendo escrita.

Porém vamos explicar melhor. O relato de Jesus não está se referindo ao profeta Zacarias filho de Joiada (II Cr 24:20) que foi morto no ''patio'' do templo, de acordo com II Cr 24:21:

“Mas alguns conspiraram contra ele e, por ordem do rei, apedrejaram-no até a morte no pátio do templo do Senhor”.

MAS SIM ao profeta Zacarias filho de Baraquias de Zc 1:1: "...profeta Zacarias, filho de Berequias...”

2) Esse também morreu no altar entre o santuário e o altar dentro do templo. Jesus pode ter se baseado em alguma tradição rabínica, pois o livro de Zacarias não diz como o filho de Baraquias morreu.

Ambos morreram no pátio do tempo, todavia Jesus citou em Mateus 23:35 que o filho de Baraquias morreu especificamente entre o “altar e o santuário”. Deve-se lembrar que o livro de Crônicas não cita este detalhe, simplesmente diz que o filho de Joiada morreu no pátio e não entre o “altar e o santuário”.

Também deve-se levar em consideração que no texto de Mateus não diz que o filho de Baraquias morreu apedrejado, e sim que foi assassinado. A maneira como ele foi assassinado não é descrita por Jesus. Portanto fica evidente que Jesus não se baseou no livro de Crônicas para afirmar o que disse... MAS SIM que; das duas UMA, ou Jesus se baseou em alguma fonte rabínica ou em algum outro documento histórico o qual não conhecemos.

3) Desta forma podemos concluir que ambos textos não estão falando das mesmas pessoas.

A Bíblia cita Zacarias filho de Baraquias em Zc 1:1; e no livro de Crônicas cita que o filho de Joiada morreu no pátio, mas não diz que morreu entre o altar e o santuário. Porém Jesus em Mateus diz que o filho de Baraquias morreu no pátio entre o altar e o santuário.

Lembrando que Zacarias citado no livro de II Cronicas, esta sob o reinado de Joás, que são cinco gerações antes de Israel ser tomada pelo império Babilônio no qual Dario I, o rei em que se passa a profecia de Zacarias, filho de Baraquias, Zc. 1:1.

Portando SÃO PESSOAS DISTINTAS. A historia cronológica dos reis de Israel, termina 586 a.c quando Dario I, toma Israel.¹
~Breno


CONCLUSÃO

O Zacarias mencionado tem de ser o filho de Baraquias, um dos profetas menores (Zc 1:1). Ele é o mais provável, porque o outro Zacarias (filho de Joiada) morreu por volta de 800 a.C. Se Cristo tivesse se referido a esse Zacarias, então o tempo decorrido desde Abel até ele não cobriria todo o período do AT, que se estendeu até 400 a.C. De Abel até Zacarias, filho de Baraquias, seria uma abrangência bem maior do período do AT do que de Abel até Zacarias, filho de Joiada. Já que muitos Zacarias são mencionados no AT, não seria muito difícil imaginar que dois deles tivessem sido mortos em circunstâncias semelhantes.²


Referências:

1. Página "Explique-me Ateu" do Facebook.

Disponível em: https://www.facebook.com/ExpliqueMeAteu/posts/857295551079527/

2. MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia – Norman Geisler – Thomas Howe


...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

Filipenses 1:17