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domingo, 1 de abril de 2018

A QUESTÃO DO SÁBADO

Cristãos precisam guardar o Sábado ?


A guarda do Sábado é transtornar e transformar o Evangelho de Cristo num Cristianismo Judaizante

O termo judaizante vem do grego ioudaizo e significa literalmente viver como judeu. 

Esse vocábulo surgiu em virtude de alguns mestres judaicos querer impôr aos novos crentes da Galácia, viverem como judeus, obrigando-os a prática da circuncisão, a guarda do sábado e voltar ao jugo da lei mosaica como requisitos para a salvação.


Contudo, mesmo com uma resposta apologética aos novos convertidos das Igrejas na Galácia, ainda hoje os judaizantes estão por aí, disseminando a guarda do sábado, leis dietéticas e o retorno aos ritos judaicos.

A QUESTÃO DO SÁBADO



As Escrituras nos afirmam que o Senhor Jesus  libertou os judeus da escravidão da lei, segundo Romanos.


"Mas agora TEMOS SIDOS LIBERTADOS DA LEI, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra".
(Romanos 7.6)

Além dos judeus, Jesus libertou também os gentios dos rudimentos do mundo conforme se vê em Gálatas 4.3.

Porém na carta aos Gálatas, Paulo diz que os cristãos da Galácia estavam voltando à escravidão da qual já haviam sido libertos, crendo em Jesus, mas por influência dos mestres judaizantes também estavam praticando os ritos da Lei judaica para obter salvação.

Paulo os repreende asperamente:

"Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?"

E assevera dizendo no capítulo 5. verso 1 que:

"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão".

Neste contexto o apóstolo usa a palavra - rudimentos - para identificar os elementos da religião judaica que consistia na guarda de dias.

A GUARDA DE DIAS



É até compressível que um cristão de origem judaica guarde o Sábado, considerando-se que hoje em Israel o Domingo é um dia normal de trabalho, levando os cristãos a realizarem seus cultos no sétimo dia.

Podemos observar que isso é uma formalidade meramente cultural, por que eles ainda usam o talit que é um manto dos judeus religiosos e o kippar que é para cobrir a cabeça.

Observam ainda kashruth, que trata das leis dietéticas exclusivas do povo judeu, além de outros ritos.

O objetivo dessas 'ordenanças' tem por foco preservar sua identidade e evitar escândalos na sociedade israelense e não como condição para serem salvos.

Além do mais, os cristãos judeus não acusam nem condenam os cristãos gentios por não observarem suas práticas.


O CUMPRIMENTO DA LEI


A questão não é o Sábado em si, mas o fato de não estarmos mais  debaixo da lei e sim da GRAÇA. Ou seja, quem se submete à prática de pelo menos um preceito da lei é obrigado a cumpri-la toda.

E se alguém tropeça em um ponto da lei é culpado por todos os outros conforme Tiago nos orienta em sua epístola: 

" Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos". (Tiago 2.10)

E os adventistas que acusam os evangélicos de não guardarem o SÁBADO usando o texto de Tiago, será que estão sendo honestos consigos mesmos ?

Será que os ADVENTISTAS guardam o Sábado conforme ordena a LEI ?Abaixo os textos de como um judeu deveria guardar o sábado segundo a lei.

1. Não deviam cozinhar naquele dia (Êx 16.23); 


2. Não deviam sair de casa (Êx 16.29); 


3. Deviam obrigar seus escravos a guardar o sábado (Êx 20.10); 


4. Deviam apedrejar aqueles que não guardassem o sábado (Êx 31.14); 


5. Não deviam fazer semeadura e a colheita de frutos e cereais (Êx 34.21); 


6. Não deviam acender fogo (Êx 35.3); 


7. Deviam guardar o sábado do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado (Lv 23.32); 


8. Não deviam recolher lenha (Nm 15:32-36); 


9. Não deviam fazer viagens e tratar de negócios (Ne 10.31 ; 13.15-16); 


10. Não deviam carregar peso (Jr 17.21); 


11. Não deviam fazer qualquer transação comercial (Am 8.4-5); 


12. Não deviam andar mais de um quilômetro (At 1.12); 


13. Não deviam curar enfermos (Lc 13.14).


E a pergunta que não quer calar ?
Os adventistas cumprem à risca todos estes ditames da lei? A resposta nós já sabemos.




A ABOLIÇÃO DO SÁBADO






O sábado que era uma sombra dos bens futuros em Cristo foi abolido com a chegada do Novo Concerto tão claro descrito tanto no Novo quanto no Velho Testamento.

Em Hebreus lemos:


"Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma MELHOR ALIANÇA que está confirmada em melhores promessas.



Porque, se aquela primeira tivesse sido irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.


  (Hebreus 8.6,7)

Assim como no livro do profeta Oséias.

"E farei CESSAR todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus SÁBADOS, e todas as suas festividades".
(Oséias 2.11)


O Sábado nunca foi preceito moral, mas cerimonial. Paulo é claro quando afirma que esses preceitos cerimoniais foram cravados na cruz. 

"Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.


E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.



Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo".
(Colossenses 2.14-17)

Jesus portanto é quem nos propícia o verdadeiro repouso conforme Hebreus 4.9.


A BÍBLIA DE JERUSALÉM

A Bíblia de Jerusalém em Mateus 5.17 afirma que Jesus veio dar pleno cumprimento da Lei.

Interessante o que diz a nota da Bíblia nos trazendo uma importante verdade dentro deste contexto sobre a guarda do SÁBADO quando comenta sobre Mateus 5.17,18.

A nota trás o seguinte:

O AMOR em que já se resumia a Lei antiga(Mateus 7.12 - 22.34-40), torna-se o MANDAMENTO NOVO e inesgotável de Jesus (João 13.34) e o cumprimento de TODA a Lei, [conforme] Romanos 13.8-10; Gálatas 5.14 e Colossenses 3.14.

Bíblia de Jerusalém - Comentário sobre Mateus 5.17,18, pág. 1711.



CONCLUSÃO

O Cristianismo judaizante é remendo novo em vestidos velhos. A salvação pela fé é doutrina muito bem difundida nas páginas das Sagradas Escrituras. O Cristianismo não é uma religião meramente ritualística, mas sim uma religião de liberdade no Espírito e não pode ser reduzida a um conjunto de regras legalistas ou formais.

O verdadeiro Cristianismo ensina o relacionamento com Jesus Cristo e isso é suficiente para crescermos na graça e no conhecimento de Deus.

Colaborou: Bíblia de Estudo Pentecostal, Bíblia de Jerusalém, Lições Bíblicas da CPAD.



"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".




Filipenses 1.17

terça-feira, 27 de março de 2018

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ OU PELAS OBRAS ?

Existe contradição nestes textos ?


O Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 3:28 afirma que o homem é justificado pela fé:


"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei".

Já o Apóstolo Tiago, irmão do Senhor afirma em sua epístola no capítulo 2, verso 24 que o homem é justificado pelas obras:

"Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé".


Existe contradição nesses textos ? Afinal o homem é justificado perante Deus pelas OBRAS ou pela FÉ ?




Quem está certo ? Paulo ou Tiago ?




Um dos pilares do Cristianismo é a doutrina da justificação pela fé.  
Justificação significa que Deus declara um pecador como sendo justo. Isto acontece quando o pecador põe a sua fé no sacrifício de Jesus e confia nele e não em si mesmo para ser justificado, perdoado.

Esse é um dos maiores ensinamentos deixados pelo Apóstolo Paulo em suas epístolas. São várias passagens que nos mostram que o homem é justificado para com Deus mediante a fé em Jesus Cristo. Ou seja, o homem é Justificado pela FÉ.  PONTO. Mas e o Apóstolo Tiago ? Existe contradição entre os apóstolos ? É claro que não. Contexto é tudo.  

O que não se pode fazer é isolar um texto e fazer em cima dele doutrina. Isso se chama heresia.


Vamos analisar o texto de Tiago.



O curioso é que existe uma variada gama de versículos que nos mostram o homem sendo justificado pela FÉ, MAS existe somente uma passagem isolada da Bíblia, um único registro que nos mostra que o homem sendo também justificado pelas obras.

Uma única passagem que talvez pudesse levantar alguma suspeita sobre a justificação pela fé.

No entanto Tiago aborda o mesmo tema, mas só que pôr outro prisma. Talvez aqueles que são céticos, ou ainda aqueles que gostam de selecionar alguns versículos aparentemente contraditórios, aqueles que são indoutos na hermenêutica bíblica ou ainda os neófitos na fé, talvez para esse grupo seleto existam contradições na Bíblia.

Portanto para aqueles que conhecem o texto bíblico, dominam a ciência de interpretar textos, essa suposta contradição não existe.

Portanto explanarei aqui a suposta contradição que existe nos escritos paulinos e nos escritos do Apóstolo Tiago acerca desse assunto, visto que o mesmo Espírito Santo inspirou ambos, ou seja, com certeza não houve contradições entre os autores, para tanto passemos a análise à Luz da Palavra de Deus e não conforme as conveniências dos céticos.

Em Romanos e Gálatas, o Apóstolo Paulo está explicando como um homem pode ser declarado justo diante de Deus, isto é, como o homem pode ser transferido de um estado de condenação para um de justificação diante do tribunal de Deus.

Por outro lado, o Apóstolo Tiago, em sua Epístola de igual forma inspirada por Deus, está explicando o que caracteriza a fé verdadeira, como os homens demonstram ser justos diante dos homens dando prova da sua fé.









Enquanto Paulo está repudiando o erro daqueles que, em seu tempo, a exemplo dos papistas de hoje, tentavam combinar a graça com as obras, a justiça de Cristo com os esforços pessoais do indivíduo, condicionando a graça a certos rituais necessários para salvação.

Tiago, por sua vez, está condenando aquilo que se chama de "antinomismo" - que era aderido por pessoas que, em seu tempo, pareciam não compreender que a fé genuína é manifesta na obediência.

Logo, a pergunta a que Paulo trata responder é distinta daquela que Tiago se empenha em elucidar. Paulo está elucidando a questão de "Como eu, pecador, posso ser colocado numa posição de retidão diante de Deus?"; já Tiago, diferentemente, está elucidando a questão de "Como eu posso saber que minha fé é genuína?".

Deve-se observar, ainda, que "justificar" em Tiago refere-se a algo distinto daquilo a que Paulo referencia com o termo. 

Em Paulo, "justificar" está se referindo unicamente à justificação "diante de Deus" (Gl 3.11), mas, em Tiago 2, o mesmo termo é usado em referência à justificação diante dos homens (verso.18, "... mostra-me a tua fé... te mostrarei a minha fé pelas minhas obras").

Paulo trata a Justificação para com Deus do lado invisível, Tiago porém para com o homem, do lado visível, através das obras.

Ou seja o homem é justificado diante/para com os homens pelas obras, é o que Tiago explica, já Paulo, ensina que o homem é justificado diante de Deus por crêr naquele que o justifica diante de Deus: “JESUS”.

Portanto isso fica claro, para àquele que estuda a Bíblia, e não para àquele que pega um versículo isolado, e monta em cima dele, UMA DOUTRINA, exatamente como fazem os falsos mestres.

Portanto, Justificação, no contexto de Paulo, tem a ver com o ato declarativo de Deus; mas "justificação", no contexto de Tiago, tem a ver com uma vindicação de justiça, em que o indivíduo que professa ter fé é justificado diante dos homens pelas obras.

Enquanto Paulo fala do meio instrumental da salvação, Tiago está falando da evidência da fé genuína e do fruto da salvação - "porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração"(1 Sm 16.7).

Deus conhece o meu coração e sabe da fé que existe nele; mas você não o conhece, portanto, as minhas obras testificam, diante de mim e de você, a existência da fé genuína. 

Se eu disser que creio, Deus saberá perfeitamente se falo a verdade; mas, a menos que eu mostre a você a minha fé pelas obras, jamais você saberá de tal coisa. 
 




É precisamente por isso que, embora diante de Deus sejamos justificados somente mediante a fé (no sentido de sermos colocados numa posição correta diante d'Ele), somos "justificados" diante dos homens (no sentido de que provamos nossa fé diante deles) pelas nossas obras.

Para Tiago, assim como para Paulo, uma fé falsa (i.e., meramente histórica) é morta. Mas é absolutamente certo que, tanto para Paulo quanto para Tiago, a fé genuína, pela sua natureza, é uma fé viva e jamais morta, porquanto o crente verdadeiro tem pela fé a vida de sua alma (Rm 1.17), e a Cristo como a vida de sua fé (Gl 2.20).

A justificação é "pela fé" no sentido de ser "mediante a fé" e não, no sentido de ser baseada nela.

As Escrituras Sagradas ensinam que os crentes são justificados dia pisteos, em Rm 3.25, que quer dizer "mediante a fé"; pistei, em Rm 3.28, que quer dizer "pela fé"; e ek pisteos, em Rm 3.30 e 5.1, que quer dizer "por fé". 

De fato, a própria Bíblia estabelece que a salvação é "pela graça... por meio da fé" (dia pisteos), em Ef 2.8 - denotando, assim, a função de meio instrumental que a fé possui, no que concerne ao recebimento da salvação.

Mas, mesmo isto sendo verdade, jamais é dito que os crentes são justificados dia pistin, isto é, por causa da fé.

Portanto como explanado existem inúmeras passagens que mostram o pecador sendo justificado pela fé em JESUS, e somente em Tiago um texto isolado que possa levantar suspeita, mas como isso já foi explicado, é de suma importância salientar que como as demais religiões falsas,  o Catolicismo Romano se encaixa perfeitamente neste contexto, pois transtorna o Evangelho de Cristo, como os mestres judaizantes que diziam aos gentios convertidos ao Cristianismo, deveriam além da fé em Jesus, guardar os ritos da lei mosaica. É ou não é uma interessante semelhança ?

Sendo assim não existe contradições entre os Apóstolos. Cada um apresenta a JUSTIFICAÇÃO sobre um prisma, sem serem contraditórios.



"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".


Filipenses 1.17



domingo, 25 de março de 2018

A PROFECIA SE CUMPRIU

ISAÍAS O PROFETA MESSIÂNICO


ISAÍAS, que significa - O SENHOR SALVA - conhecido também como o 'Profeta Messiânico', profetizou durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. 

Provavelmente o chamado para exercer seu ministério profético tenha ocorrido durante a última década do reinado de Uzias, que morreu em 740 a.C.

Se Isaías começou profetizando cerca de 750 a.C, o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel, bem como o de Miqueias em Judá.

No capítulo 7. verso 14, Isaías prediz a encarnação do Verbo, título que se repete duas vezes(7.14-8.8) e (9.2-14 e 11.1-10)

A profecia de Isaías 7.14 se refere a um libertador vindouro que seria chamado EMANUEL, que traduzido significa DEUS CONOSCO, profecia que se cumpriu cabalmente no Evangelho de Mateus 1.23.





Ou seja, essa é uma das várias profecias que se cumpriram em Jesus.




BÍBLIA DE JERUSALÉM


Pra encerrar e jogar a pá de cal de vez nos argumentos dos céticos, temos a Bíblia de Jerusalém que corrobora que essa profecia se cumpriu em Jesus de Nazaré.


CLICK NA FOTO

Vejamos o que diz a nota sobre a profecia de Isaías 7.14

"A profecia do EMANUEL ultrapassa deste modo sua realização imediata e foi LEGITIMAMENTE que os evangelistas Mateus 1.23 - citando ISAÍAS 7.14 e Mateus 4.15-16 citando ISAÍAS 8.23 e 9.1, depois toda a TRADIÇÃO CRISTànela reconheceram o anúncio do nascimento de CRISTO.

A tradução grega trás "A VIRGEM" precisando assim o termo hebraico 'ALMAH' que designa, QUER a donzela, QUER uma jovem casada recentemente sem explicitar mais. 


O texto da SETENTA é porém, testemunho precioso da interpretação JUDAICA ANTIGA que será consagrada pelo Evangelho. Mateus 1.23 encontra aqui o anúncio da concepção virginal de CRISTO".






"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".


Filipenses 1.17





segunda-feira, 19 de março de 2018

CRISTIANISMO PURO E SIMPLES

MENSAGEM AOS PASTORES

Judiclay Santos


"Não viciem as suas igrejas com eventos. Essas coisas cansam e, por melhores que sejam, não produzem maturidade espiritual. O evangelho é suficiente para a igreja. Domingo após domingo, no santo ajuntamento do povo de Deus e, de casa em casa, na informalidade dos lares, ofereçam o evangelho. A Palavra é a rocha sobre a qual a igreja é edificada. Eventos são ventos que passam".


Como disse Paulo:



"[...] não se apartem da simplicidade que há em Cristo".
2a Corintios 11.3

Judiclay S. Santos. É ministro da Convenção Batista Brasileira, filiado à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. Graduado pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil-RJ, atualmente faz Mestrado em Divindade, com ênfase em teologia histórica pelo Centro de Estudos Andrew Jumper, da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP. 



Leciona no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos-SP. Há nove anos atua como pastor titular da Igreja Batista Betel de Mesquita, no Rio de Janeiro. Casado com Claudia de O Ribeiro Santos e pai de Leonardo.


"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".




Filipenses 1.17




ESSE DEUS NÃO É O DAS ESCRITURAS

UM deus CRIADO PELO HOMEM



Quando fazemos uma análise meticulosa dos escritos de Calvino, vemos claramente que ele era muito mais “calvinista” do que se imagina, e que os calvinistas extremados têm razão em se dizerem os verdadeiros seguidores da sua teologia.

Embora muitos hoje tentem suavizar os ensinos de Calvino, o próprio Calvino não suavizou sua doutrina nem um pouco, mas foi bem aberto em dizer, por exemplo, que o assassino mata os inocentes por um decreto de Deus.


Veja que absurdo:

“Imaginemos, por exemplo, um mercador que, havendo entrado em uma zona de mata com um grupo de homens de confiança, imprudentemente se desgarre dos companheiros, em seu próprio divagar seja levado a um covil de salteadores, caia nas mãos dos ladrões, tenha o pescoço cortado. Sua morte fora não meramente antevista pelo olho de Deus, mas, além disso, é estabelecida por seu decreto”.


Ou ainda que Deus deseja os roubos, os adultérios e os homicídios:

“Mas, replicarão, a não ser que ele quisesse os roubos, os adultérios e os homicídios, não o haveríamos de fazer. Concordo. Entretanto, porventura fazemos as coisas más com este propósito, ou, seja, que lhe prestemos obediência? Com efeito, de maneira alguma Deus não no-las ordena; antes, pelo contrário, a elas nos arremetemos, nem mesmo cogitando se ele o queira, mas de nosso desejo incontido, a fremir tão desenfreadamente, que de intento deliberado lutamos contra ele”


Ou então que o único motivo pelo qual os crimes acontecem é pela administração de Deus, e que os próprios homicidas e malfeitores são meros instrumentos nas mãos de Deus para praticar tais atos horrendos.


“Os crimes não são cometidos senão pela administração de Deus. E eu concedo mais: os ladrões e os homicidas, e os demais malfeitores, são instrumentos da divina providência, dos quais o próprio Senhor se utiliza para executar os juízos que ele mesmo determinou. 
Nego, no entanto, que daí se deva permitir-lhes qualquer escusa por seus maus feitos”.


Alguém ainda tem a pachorra em afirmar que isso é Evangelho ? Que Deus louco é esse ?



Ou então que Deus lança os infantes a uma morte eterna por causa de um decreto horrível, porque assim lhe pareceu bem:

“De novo, pergunto: donde vem que tanta gente, juntamente com seus filhos infantes, a queda de Adão lançasse, sem remédio, à morte eterna, a não ser porque a Deus assim pareceu bem? Aqui importa que suas línguas emudeçam, de outro modo tão loquazes. 

Certamente confesso ser esse um decretum horribile. Entretanto, ninguém poderá negar que Deus já sabia qual fim o homem haveria de ter, antes que o criasse, e que ele sabia de antemão porque assim ordenara por seu decreto”.
Ou então que Deus não só permite, mas incita os ímpios às maldades contra nós:

“A suma vem a ser isto: que, feridos injustamente pelos homens, posta de parte sua iniquidade, que nada faria senão exasperar-nos a dor e acicatar-nos o ânimo à vingança, nos lembremos de elevar-nos a Deus e aprendamos a ter por certo que foi, por sua justa administração, não só permitido, mas até inculcado, tudo quanto o inimigo impiamente intentou contra nós”.

Ou então que o pecado dos ímpios provém de Deus:

“Que os maus pequem, isso eles fazem por natureza; porém que ao pecarem, ou façam isto ou aquilo, isso provém do poder de Deus, que divide as trevas conforme lhe apraz”.




Ou então que a própria Queda de Adão foi preordenada por Deus:

“A Queda de Adão foi preordenada por Deus, e daí a perdição dos réprobos e de sua linhagem”

Ou então que essa Queda e a condição depravada do ser humano ocorreram pela vontade de Deus:

“Quando perecem em sua corrupção, outra coisa não estão pagando senão as penas de sua miséria, na qual, por sua predestinação, Adão caiu e arrastou com ele toda sua progênie. Deus, pois, não será injusto, que tão cruelmente escarnece de suas criaturas? 
Sem dúvida confesso que foi pela vontade de Deus que todos os filhos de Adão nesta miserável condição em que ora se acham enrredilhados”.

Ou então que o homem caiu no pecado porque Deus assim achou conveniente:

“Além disso, sua perdição de tal maneira pende da predestinação divina, que ao mesmo tempo há de haver neles a causa e a matéria dela. O primeiro homem, pois, caiu porque o Senhor assim julgara ser conveniente. Por que ele assim o julgou nos é oculto”



Se você não concorda com esses ensinos absolutamente repudiáveis e antíbíblicos, você pode ser qualquer coisa, menos um calvinista – pois esse não foi o Evangelho revelado na cruz do calvário.

Pois o que Calvino afirmou são conclusões inevitáveis dos pressupostos calvinistas, dos quais dependem toda a doutrina complexa e sem fundamento escriturístico.

Mas, se você concorda com o que Calvino disse nas linhas acima, sua leitura sobre Deus está totalmente equivocada, pois Calvino não escreveu inspirado pelo Espírito Santo.

Através de uma hermenêutica sadia e desprovida de espantalhos, estes e outros ensinos são derrubados por argumentos lógicos e Escriturísticos.

Fique por aqui e você verá que Calvinismo nunca foi e jamais será Evangelho.

Fontes:
Institutas, 1.16.9.
Institutas, 1.17.5.
Institutas, 1.17.5.
Institutas, 3.23.7.
Institutas, 1.17.8.
Institutas, 2.4.4.
Institutas, 3.23.7.
Institutas, 3.23.4.
Institutas, 3.23.8.


Essas são apenas algumas citações de um todo muito maior que nos mostram que Calvino não tinha qualquer receio em dizer abertamente aquelas coisas que seus seguidores calvinistas de nossos dias dizem que são “espantalhos”,


Colaborou: Calvinismo e Arminianismo. Quem está com a razão ?

"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1.17

REPÚDIO AO CALVINISMO

NÃO SE ENGANE 


Que teologia é essa ?

A teologia calvinista nos leva a muitos problemas insolúveis pois é contraditória.

Por exemplo: por que eu oraria para um descrente ser salvo? Se ele já foi predestinado por Deus para ser salvo
- e essa predestinação é fatalista e a graça é irresistível - então não há qualquer necessidade de eu orar para que esse descrente seja salvo, pois ele será salvo de qualquer jeito.

Mas, se ele não foi predestinado - o que significa que ele foi predestinado para a perdição -  então qualquer oração que eu faça por ele será completamente inútil, pois ele já estaria pré-ordenado para ir para o inferno e não haveria nada que alguém pudesse fazer para reverter isso.

Ou seja: a oração seria inútil de um jeito ou de outro.


A mesma coisa se aplica a missões: para que sair daqui para pregar o evangelho na África ou na Ásia, ou em países perseguidos se aqueles que foram predestinados serão salvos de qualquer jeito? 

E, se não foram predestinados, não será a minha pregação que irá mudar isso. Ou seja: a oração e a pregação seriam completamente inúteis, sem sentido lógico de existir – de acordo com o método calvinista.

Por outro lado, se Deus não determinou tudo o que irá acontecer – embora saiba tudo o que irá ocorrer –, então a oração e evangelização são absolutamente necessárias. 


Então vidas podem ser salvas se orarmos, e perder-se pela falta de oração. Então almas podem ser ganhas para Cristo se formos pregar onde Cristo não é pregado – vidas essas que poderiam não ser salvas se não fôssemos pregar. 

Isso dá sentido à vida cristã. Faz com que a prática do evangelho não seja algo inútil e sem razão de ser. Ou, para ser mais claro, isso é ser arminiano, pois é a doutrina que mais se harmonia com as Escrituras.

Extraído do Livro: Arminianismo ou Calvinismo  - Quem tem a razão?



"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1.17



CALVINISMO NÃO É EVANGELHO

O Calvinismo não é a revelação de 
Deus para a humanidade

“A graça de Deus é livre em todos e livre para todos”

O próprio Calvino admitiu, quando disse: “certamente confesso ser esse um decretum horribile”.
Fonte: Institutas, 3.23.7



Em primeiro lugar devemos ter em mente que existe uma diferença entre 'teologia' e 'doutrina'. 


A TEOLOGIA apesar de sua relevante importância, ela é sempre passageira e precária. Não é revelação. Vem da parte humana.

Já a DOUTRINA é fundamento bíblico que norteia nossa fé e ordem. Não tem base em alegações meramente humanas de alguns teólogos, mas na revelação.

Ou seja, teologia & doutrina são diferentes e devemos compreender essa diferença para que possamos ter uma melhor compreensão das Escrituras e seus ensinos.



E dentro deste contexto surge a TEOLOGIA CALVINISTA, revelação meramente humana e não divina. Não trata-se apenas de um erro doutrinário, mas de HERESIA.

Como disse anteriormente, o próprio Calvino disse em suas INSTITUTAS que essa teologia é um Decreto Horrível.


Mas por que Calvino chamou sua teologia do decreto divino de “horrível” ou “espantosa”?

Ora, por que ele sabia que esse ensinamento transforma Deus em um mostro arbitrário moral que predestina todos os acontecimentos maléficos da humanidade; que faz dos seres humanos marionetes nas mãos de um Criador; que faz acepção de pessoas; que só ama os eleitos e que não deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.


Que deus é esse do CALVINISMO ?

Um deus que DECRETOU antes da fundação do mundo que alguns foram PREDESTINADOS para a salvação e outros para um tormento eterno, sem lhes dar uma oportunidade de salvação ?

A Bíblia não diz isso. A Bíblia diz que JESUS não veio para destruir a ALMA dos homens, mas para salvá-las. (Lucas 9:56)

A Bíblia não diz que Deus PREDESTINOU uns para o INFERNO e outros para o CÉU, mas diz que o INFERNO foi preparado para o diabo e seus anjos( Mateus 25:41)

Que deus é esse que criou seres pré-ordenados a sofrerem eternamente, sem lhes dar oportunidade de arrependimento ? Isso é Justiça ? Só se for na visão calvinista. Qual o critério bíblico dessa ESCOLHA ARBITRÁRIA?

Que deus é esse que prefere uns e pretere outros ? Esse é o Deus revelado nas Escrituras ?

A Bíblia não ensina que Deus tenha filhos PREDILETOS, mas que usa de sua misericórdia para com TODOS! 

"Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia". (Romanos 11:32)


Que deus é esse que pré-ordenou o PECADO e mesmo assim coloca a culpa em você quando você peca ? Que deus contraditório é esse ?


Que deus é esse que manda oferecer salvação à TODOS, se Ele mesmo já decretou que alguns já estão CONDENADOS? Um convite desumano, cruel e hipócrita!

Que deus é esse que pré-determinou que esposas seriam espancadas por seus maridos, crianças estupradas por pedófilos, genocídios, Holocausto, tortura, e assassinatos sem fim ?


Um deus que, como disse Olson, “só pode ser temido e mal pode ser diferenciado do diabo”. E o pior: que faz tudo isso para a sua glória!"

Não, esse não é o Deus revelado nas Escrituras. 

Bem disse Dave Hunt a respeito deste sistema soteriológico que deturpa o caráter e o amor de Deus.



Enquanto eu tiver fôlego de vida vou expor ao vitupério esse sistema diabólico chamado CALVINISMO e lutar pela ortodoxia do Evangelho genuíno deixado por Cristo e pelos apóstolos.

Como disse Paulo aos Filipenses: 

"[...] sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1.17