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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

REFUTANDO O CALVINISMO

 OS CALVINISTAS E SUAS PERGUNTAS FALACIOSAS


O artigo de hoje se baseará em perguntas que calvinistas geralmente costumam fazer aos arminianos.

Se um calvinista lhe fizesse as seguintes perguntas, como você arminiano responderia ? Talvez você já tenha passado por isso e por algum motivo ou outro não soube responder. 

Pensando nisso,  o Blog Oráculos Divinos preparou uma matéria especial para te ajudar nisso. Vamos lá ? 


PERGUNTA CALVINISTA

1)Você sabe quem são os eleitos?

RESPOSTA 

"Sim. Jesus disse quem eram os eleitos! "TODO aquele que CRER!"

CALVINISTA
2)Como você sabe quem será os que crerão?

RESPOSTA
"Quem vai crer? Quem se arrepender."

E quem vai se arrepender? Ora, quem ouvir o Evangelho e aceitá-lo (Romanos 10. 17) e não rejeitá-lo (Mateus 23. 37; Lucas 7. 30; João 5. 40; Atos 7. 51; Hebreus 3. 7-12).


CALVINISTA

3) E quem vai ouvir o Evangelho ?

RESPOSTA:

Todos escutarão a mensagem do Evangelho, mas nem todos DARÃO OUVIDOS (OBEDECERÃO) a essa mensagem.

Quem rejeita o evangelho significa que Deus não deseja salvar tal pessoa? NÃO !  Lucas 19. 10 - Atos 17:30 - Romanos 5. 6, 8; Romanos 11:32 - 2ª Corintios 5. 15, 19, 21 - 1ª Timóteo 2. 4 - Hebreus 2. 9, 14, 15;  2ª Pedro 3. 9; 1ª João 2. 2 , são textos que mostram claramente  o desejo de Deus.

Quem rejeita o evangelho, rejeita a graça salvadora que Deus OFERECE a todos os PECADORES! (Tito 2. 11 - 2ª Pd. 3:9).

 

CALVINISTA:
4) Se você tem livre-arbítrio por que não para de pecar ?

RESPOSTA

Essa é uma das perguntas mais comuns feitas por calvinistas e também uma das mais fáceis de se responder:

 
A primeira coisa que temos que fazer quando nos deparamos diante dessa pergunta é devolver a pergunta nos seguintes termos: 

"E você que é calvinista que não tem livre arbítrio, peca porquê? 


"Se Deus decreta tudo na sua vida, como ainda assim você comete vários pecados? Então Deus é autor dos seus pecados???"


Ou seja, se você não tem LIVRE ARBÍTRIO, mas continua pecando significa que Deus decreta os seus pecados. 

Significa que Deus é o autor dos seus pecados. Isso é uma questão óbvia.

 

Eu explano mais profundamente esse tema neste artigo que você encontra aqui no meu blog clicando no link abaixo: 


https://oraculosdivinos.blogspot.com/2019/10/sera-que-o-homem-tem-livre-arbitrio.html 


CALVINISTA

5) Se Jesus morreu por TODOS, significa que a pessoa que não se salvar, vai sofrer no inferno a pena do pecado duas vezes provando que a morte de Jesus por ela foi inútil?

RESPOSTA

Os Arminianos acreditam que a descrição calvinista do escopo da expiação é falha, por que ela não pode deixar de evitar limitar o amor de Deus, que contradiz passagens bíblicas tais como João 3.16, que os calvinistas interpretam como se referindo não ao mundo todo (ou seja, todas as pessoas), mas a todo tipo de classe de pessoas, como de todas as tribos e nações. 

Os Calvinistas argumentam que a ênfase Arminiana na Universalidade da expiação resulte inexoravelmente em Universalismo; se Cristo, na verdade, padeceu os pecados
de todas as pessoas, por que é que alguém iria para o inferno? Todos não seriam salvos pela morte expiatória de Cristo? O inferno não seria uma punição redundante?[argumentam eles]

Os Arminianos respondem que é exatamente isto que torna o inferno tão trágico - ele é absolutamente desnecessário. A Bíblia diz que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos(Mt. 25:41) e as pessoas vão para lá não porque suas punições não foram sofridas por Cristo, mas porque rejeitam a anistia oferecida gratuitamente por Cristo na Cruz do Calvário¹.

___________________________
1. 
TEOLOGIA ARMINIANA - MITOS E REALIDADES, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág. 84
 
 
Os Arminianos consideram estas e outras passagens bíblicas semelhantes a estas como clara e inequivocamente apontando para o desejo universal de Deus para a salvação de todas as pessoas. 
 
O versículo de 1ª Timóteo 2.4, na língua grega, não pode ser interpretado de qualquer outra forma além de se referir a todas as pessoas, sem limite. Alguns calvinistas interpretam 2ª Pedro 2.4 como se referindo apenas aos eleitos, mas à luz de 1ªTimóteo 2.4, tal interpretação dificilmente funciona.²


______________________________
2. CONTRA O CALVINISMO, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág. 105
 
 

CALVINISTA
6) É verdade que no Arminianismo, a salvação depende das boas obras do homem, pois a decisão do pecador de aceitar a Cristo torna-se o fator decisivo em sua salvação?
 
 
RESPOSTA

Parece mais o caso que o Calvinismo torna a salvação dependente das boas obras ou de algo bom acerca das pessoas eleitas para a salvação, senão, como é que Deus as escolhe dentre a massa de pessoas destinadas ao inferno? Ou é algo que Deus vê nessas pessoas senão a escolha de Deus destas pessoas é arbitrária e caprichosa. 

Além do mais, a teologia Arminiana não torna a salvação dependente das boas obras; toda a “obra” de salvação é de Deus. O pecador é capacitado a se arrepender e a crer pela graça preveniente de Deus e a mera decisão de aceitar a salvação de Deus não é uma boa obra; ela é simplesmente a aceitação de um dom da graça. Em caso nenhum a aceitação de um presente é considerada o “fator decisivo” para que o presente seja usufruído.
 
 

CALVINISTA

7) O fato de Deus saber quem irá se salvar e se perder significa que de antemão Ele já PREDETERMINOU quem será salvo e quem será condenado?

RESPOSTA 


Em primeiro lugar, o fato de Deus ser eterno e transcendente implica uma onisciência que independe de predeterminação. A Bíblia afirma claramente a eternidade e a transcendência divinas (Sl. 90.2; 102.27; Is 55.8,9; 57.5; 1Tm 1.17), o que significa que Deus transcende o tempo e o espaço. Ora, se Deus está além do tempo e do espaço, preenchendo-os, mas também transcendendo-os – uma vez que Ele não está limitado à sua criação –, logo Deus vive em um eterno presente, conhecendo o passado e o futuro dos homens diretamente e ao mesmo tempo. 

Segundo, a própria cosmologia moderna indica que uma presciência divina independeria de predeterminação.

Em terceiro lugar, a própria onipresença de Deus, afirmada claramente nas Sagradas Escrituras, implica uma onisciência que independe totalmente de uma predeterminação de todas as coisas. 

 

Deus não precisa predeterminar todas as coisas para saber de todas as coisas se a presença dEle já habita plenamente o tempo e o espaço.


Diante deste dilema, surge algumas questões que geram dúvidas. Qual linha seria mais bíblica afinal ? A presciência absoluta causativa ou a presciência absoluta não-causativa?

A presciência absoluta causativa é aquela tese que afirma que uma presciência absoluta implica necessariamente DETERMINISMO ou predestinação absoluta.

A presciência absoluta não-causativa, por sua vez, é a linha que afirma que uma presciência absoluta NÃO IMPLICA DETERMINISMO ou predestinação absoluta, sendo esta portanto a linha mais coerente biblicamente falando.

Ou seja, o pré-conhecimento infalível de um evento não pressupõe a necessidade desse evento. Certeza não é necessidade intrínseca. Há uma diferença entre a certeza de que algo vai ocorrer e a necessidade de que algo vai ocorrer. 

 

Você pode ter a certeza de que algo vai acontecer porque é necessário que este algo ocorra, e você pode ter também a certeza de que algo vai acontecer sem que seja necessário que este algo ocorra. 

 

Uma coisa (a certeza de acontecer) não implica necessariamente a outra (o dever de acontecer).

 

O fato de eu saber que algo certamente vai acontecer não significa que este algo precisa acontecer.

 

Portanto, a presciência absoluta causativa é totalmente incoerente, enquanto a presciência absoluta não-causativa, além de ser totalmente coerente, respeita o livre-arbítrio, o que se encaixa plenamente com aquilo que a Bíblia apresenta sobre a presciência de Deus: ela não se choca com o nosso livre-arbítrio.

 

Por fim, uma das maiores provas de que Deus conhece previamente todas as coisas sem precisar predeterminar todas as coisas é que a Bíblia mostra que Deus conhece até mesmo o futuro contingente condicional.

O futuro contingente condicional não é aquilo que acontecerá, mas aquilo que aconteceria se as circunstâncias e as decisões fossem outras. Ou seja, Deus não sabe só o que vai acontecer, mas também “o que aconteceria se".

 

Pensar que Deus precisa predeterminar tudo para poder prever tudo, além de ilógico, é diminuir o Deus da Bíblia. É tratar Deus como um ser excepcional, incomparavelmente poderoso, mas que ainda está sujeito a algumas limitações que nós, seres temporais, temos. Sim, porque um Deus que precisa predeterminar tudo para conhecer de antemão tudo nada mais é do que um Ser que, por ainda estar sujeito, de alguma forma, à lógica do tempo e do espaço, precisa usar do artifício da predeterminação para atingir uma presciência absoluta. 

Se for para crer que Deus predestinou algumas pessoas a ir para o inferno, então devemos também acreditar que Ele predestinou Adão e Eva deveriam pecar e, portanto, predestinou todo o mal que se seguiu. Isso é totalmente ilógico, imoral, absurdo e antibíblico. 

 

CONCLUSÃO

É evidente que Deus sabe realmente quem vai ser salvo e quem se perderá, porque Ele é “perfeito em conhecimento” (Jó 37:16) e “conhece todas as coisas” (Iª João 3:20), inclusive “o que há de acontecer” (Is 46:10). Mas esse conhecimento divino, como dito anteriormente é absoluto, mas não-causativo, não restringindo qualquer forma a liberdade humana de escolher o caminho da salvação ou da perdição.

 

A Bíblia deixa claro que o mesmo Deus que “faz nascer o sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5:45) também oferece a salvação a todos igualmente. Ele não apenas ordena que o evangelho seja pregado “a toda criatura” (Mc 16:75), mas também convida: “Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas…” (Is 55:1) e “Vinde a Mim, todos…” (Mt 11:28). 

 

O mesmo conceito da imparcialidade divina é apresentado pelo apóstolo Pedro em sua declaração:  

 

“Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (At 10:34 e 35).

 

Alegar que todos os seres humanos já nasceram individualmente predestinados para a salvação ou para a perdição implica na rejeição das declarações apostólicas de que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos” (Iª Tm 2:4) e “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2ª Pe 3:9). 

 

Como poderia o apóstolo Paulo haver instado a “que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17:30), se nem todos pudessem se arrepender?

Embora a salvação seja oferecida gratuitamente a todos indistintamente, somente aqueles que se arrependem e aceitam a salvação pela fé serão salvos (ver Ef 2:8-10).

 

CALVINISTA

8) Se no Arminianismo Deus é SOBERANO, vocês arminianos não concordam que Deus não tem obrigação alguma de estender a sua graça para aqueles que Ele predestinou ao julgamento eterno? 

 RESPOSTA

Claro, Deus não está debaixo de obrigação alguma a homem algum , por coisa alguma. Entretanto a GRAÇA e MISERICÓRDIA não fluem da obrigação, mas do Amor de Deus. A perfeita santidade e a justiça de Deus não são comprometidas nesse processo.

 

CALVINISTA

 9) Se no Arminianismo existe a possibilidade do crente perder a salvação, você que já pecou hoje, não pode ir para inferno ?

A Bíblia diz que não existe homem que não peque.

Quantas vezes você já perdeu a salvação partindo desse pressuposto ? 

RESPOSTA

Essas são algumas perguntinhas básicas feitas pelos calvinistas que acham que conseguem nos amedrontar e nos deixar sem saída ou  sem resposta.

Ora para finalizar o presente artigo, além da Bíblia apresentar um arsenal de textos que provam que um verdadeiro cristão pode perder a salvação, vamos aos escritos de Armínio, que corroboram com o testemunho das Escrituras:

 

 


“Jesus Cristo, também pelo seu Espírito Santo, as auxilia [as pessoas salvas] em todas as tentações que enfrentam, e lhes proporciona o pronto socorro de sua mão; também entendo que Cristo as guarda não as deixando cair, desde que tenham se preparado para a batalha, implorando a sua ajuda, e não querendo vencer por suas próprias forças” (As Obras de Armínio, Vol. 1, p. 232).


“(…) embora seja verdade que aquele que pedir [em oração] pode ser confirmado contra as tentações, e pode não cair, ainda assim é possível que ele possa não pedir e, desse modo, não receber aquela força, de modo que a deserção [da Igreja, o Corpo de Cristo] aconteça. Daí surge a constante necessidade de oração (…)”  

(Vol. 3, p. 458, 459).


“Se alguém afirma que levando em consideração o fato de terem sido eleitos não é possível que os crentes, finalmente, venham a cair e se manter longe da salvação, porque Deus decretou salvá-los – eu respondo que o decreto sobre ser guardado não tira a possibilidade da condenação, mas remove a condenação em si. (…) é impossível que os crentes, desde que permaneçam fiéis, venham a perder a salvação. Porque se isso fosse possível, o poder que Deus decidiu empregar para salvar os crentes seria vencido. Por outro lado, se os crentes apostatarem da fé e se tornarem incrédulos, é impossível que eles não se desviem da salvação, ou seja, desde que continuem incrédulos” (Vol. 1, p. 257, 258).


“É possível que um cristão fiel caia em algum pecado mortal, e disso Davi parece ser um exemplo. Portanto, ele pode cair em um momento tal que, se estivesse, então, prestes a morrer, estaria condenado”  

(Vol. 1, p. 355).


“(…) basta que ele saiba que não declinará da fé por nenhuma força de satanás, do pecado e do mundo, e por nenhuma inclinação ou fraqueza da sua própria carne, a menos que ele, voluntariamente, ceda à tentação, e negligencie a busca de sua própria salvação de uma maneira consciente” (Vol. 2, p. 434, 435)


“…[a opinião] que afirma que é possível que os fiéis percam a fé sempre teve mais apoiadores na igreja de Cristo que aquela que nega a possibilidade de que isso ocorra”  

(Vol. 2, p. 434).


“(…) enquanto durar essa continuação e confirmação, os fiéis não parecem deixar de correr o risco de cair. Pois assim como qualquer pessoa pode não estar disposta a ser edificada sobre a pedra, também é possível que o mesmo homem, se começar a ser edificado, caia, resistindo à continuação e confirmação da edificação. (…) praticamente toda a antiguidade é da opinião de que os fiéis podem cair e perecer” (vol. 3, p. 458).


“(…) enquanto a semente de Deus estiver em uma pessoa, ela não peca para a morte, mas é possível que a semente, propriamente dita, por sua própria culpa e negligência [do crente], seja removida de seu coração e assim a sua primeira criação, à imagem de Deus, foi perdida, também a segunda transmissão pode ser perdida (…) o pecado reinante não pode subsistir com a graça do Espírito Santo. Também é verdade que o pecado não reina no regenerado, pois, antes que isso possa acontecer, é necessário que ele rejeite a graça do Espírito Santo, que mortifica o pecado e restringe o seu poder” (vol. 3, p. 460, 467).


“Romanos 6 também é uma exortação do apóstolo aos fiéis, para que não mais vivam em pecado, porque, em Cristo, estão mortos para o pecado. Esta advertência aos cristãos seria em vão, se não fosse possível que eles vivessem em pecado, mesmo depois de sua libertação do seu domínio” (vol. 3, p. 460).


“Com base nessa passagens [de escritos de Agostinho], em minha opinião, ficará claro que Agostinho pensava que alguns fiéis, algumas pessoas justificadas e regeneradas, algumas a quem havia sido concedida a fé, esperança e amor, podem apostatar e se perder e, apostatarão e se perderão, com a única exceção dos predestinados” (vol. 3, p. 467)


“No início da fé em Cristo e da conversão a Deus, o fiel se torna um membro vivo de Cristo. Se ele perseverar na fé de Cristo, e mantiver uma boa consciência, permanecerá como um membro vivo. Mas se ele se tornar idolente, se não tiver cuidado consigo mesmo, se der lugar ao pecado (…) prosseguindo dessa maneira, por fim, ele morre inteiramente e deixa de ser um membro de Cristo” (vol. 3, p. 473).
___________


OBSERVAÇÕES FINAIS

 
As palavras e ensinos de Jacó Armínio foram bastante torcidos pelos seus adversários, e por esta razão o teólogo holandês não dizia publicamente que “um verdadeiro crente pode tanto cair totalmente distanciando-se da fé, e perecer” sem que tal afirmação fosse seguida de uma explicação mais detalhada, para não fazê-lo parecer estar defendendo insuficiência da graça de Deus e a tolice de que o “os eleitos podem, finalmente, ser perdidos”. 

 

Até porque para Armínio, a eleição bíblica leva em conta a perseverança final do cristão, não apenas a regeneração, sendo impossível que o que persevera até o fim (verdadeiro eleito) perca a salvação. Pois se isto fosse possível, de que modo o crente que persevera poderia ter certeza de sua salvação? 

 

O cuidado de Armínio era o mesmo de um teólogo hoje que evita dizer apenas que “Deus é três pessoas”, sem que isto seja devidamente explicado, para não parecer o ensino de um triteísmo, embora todos cremos que, de fato, Deus é um, existente eternamente em três pessoas distintas.


Entendendo-se este contexto de disputa teológica, e de extrema cautela do teólogo holandês em que suas palavras não sofressem dano, ficará bem claro nas citações acima, retiradas de As Obras de Armínio (3 volumes, CPAD, 2015), que Armínio acreditava sim na possibilidade do convertido, o crente regenerado, negligenciar a fé, negar a graça do Espírito Santo, e afastar-se finalmente da salvação outrora abraçada, mas não por uma força externa a que o crente não tivesse de Deus graça suficiente para vencer, e sim porque tal crente primeiro negou esta graça, e o fez livremente (Armínio cria que o livre-arbítrio restaurado pela graça preveniente podia, mesmo após a conversão, ser usado para negar a Cristo). 

 

Ele queria que este ponto fosse melhor discutido no Sínodo da Holanda, mas tanto em suas aulas na Universidade de Leyden, em sua declaração de sentimentos, como em suas cartas pessoais a doutores calvinistas, já deixava claro seu posicionamento, junto com muitos doutores contemporâneos seus e da antiguidade: o regenerado pode cair da fé e perder-se finalmente. 

 

Colaborou para elaboração deste artigo

A Mecânica da  Salvação, por Silas Daniel

Contra o Calvinismo, por Roger Olson

Site CACP

 

"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho"

Filipenses 1:17

 

 



DAVID WILKERSON E SEU DURO DISCURSO

 A PREGAÇÃO QUE SÓ FALA O QUE 

HOMEM QUER OUVIR DE 1992

Divulgação: https://www.eismeaqui.com.br


Na sua obra, "Faminto por Mais de Jesus", David Wilkerson afirmou: “As igrejas estão sendo invadidas pelo adultério, divórcio, rock ‘evangélico’, psicologia antibíblica e ensinamentos da Nova Era. Muitos jovens crentes estão se voltando para as drogas e o sexo ilícito, tentando preencher o vazio de suas almas. Isso acontece porque muito do que se diz em nossos púlpitos, quando muito, serve apenas para nos agradar. Os sermões não são substanciais e nem difíceis de se engolir. Na verdade, são ‘divertidos’. As histórias são bem contadas, as aplicações fáceis e práticas, e nada do que é dito chega a afetar os ouvintes”.

 

Em 1992, quando a aludida obra foi publicada, nos Estados Unidos, mensagens antropocêntricas, que priorizam o ser humano (como se ele fosse a medida de todas as coisas), massageando seu ego, faziam muito sucesso entre os norte-americanos. Por isso, Wilkerson resolveu escrever sobre o assunto, condenando com veemência a pregação triunfalista, que, em muitas igrejas, tomara o lugar da pregação que visa ao arrependimento e à vida santa. No Brasil, à época, a igreja era diferente da estaduniense.

 

Na Assembleia de Deus por exemplo, o assunto era “A Década da Colheita”, um ousado projeto de evangelização em 1992. Não havia espaço para o [repulsivo]¹ "olhe para o seu irmão e diga isto e aquilo". Praticamente, não existiam animadores de auditório! Os principais pregadores dos eventos assembleianos de grande porte expunham as Escrituras com graça e sabedoria, tendo como objetivo agradar ao Senhor Jesus.

 



 

O que o saudoso irmão Dave escreveu em "Famintos por Mais de Jesus", aos cristãos norte-americanos à época, mais parece ter sido escrito para a igreja brasileira do ano de 2021.

“Ninguém terá problemas ao trazer um cônjuge não-cristão ou um amigo à igreja aos domingos, porque não se sentirão embaraçados. Não entrarão em confronto com o pecado. Nenhuma brasa viva do altar de Deus queimará suas consciências, nenhuma flecha ardente de condenação, vinda do púlpito, os colocará de joelhos. Nenhum dedo profético apontará para seus corações e sentenciará: ‘Você é o homem!’ E se o martelo de Deus vier de encontro ao pecado, a pancada será rapidamente suavizada”.

 

Wilkerson prossegue em seu “duro discurso”: “É espantoso, porém, verdade. O lugar mais conveniente para trazer alívio à consciência que procura se esconder dos olhos inflamados de um Deus santo é o interior de uma igreja morta(ou morna)². Seus pregadores mais parecem carregadores de caixão que apóstolos de vida. Em vez de guiar crentes famintos à vida abundante oferecida por Jesus, fazem promessas agradáveis e vazias que possivelmente não se cumprirão  tentando apenas acalmar a fome: ‘Tudo está bem. Você fez o que precisava fazer’”.

 

Veja o que o irmão Dave disse a respeito da reação daqueles que abraçaram o falacioso evangelho antropocêntrico, quando confrontados à luz da Palavra de Deus: 

 

“Alguns pregadores protestam, alegando que suas igrejas, longe de serem mortas, estão repletas de orações fervorosas e adoração a Deus. Contudo, nem todas as igrejas opulentas e avivadas são necessariamente cheias de vida. A adoração vinda de lábios impuros, na verdade, é abominação a Deus. O louvor que sai de corações cheios de adultério, cobiça ou orgulho, não chega a Deus como aroma suave. Bandeiras cristãs erguidas por mãos pecadoras não passam de ostentações arrogantes e revoltosas”.

 

Realmente, é isso que temos visto na igreja brasileira da atualidade. O falso evangelho que muitos líderes e pregadores abraçaram, nos Estados Unidos e no Brasil, os leva a pensar que sempre estão certos pelo fato de declararem que são abençoados e prósperos. Eles se consideram triunfantes, não porque obedecem à Palavra de Deus, e sim porque “decretam” a própria vitória.

 

O seu triunfalismo os impede de triunfar verdadeiramente. E a sua soberba os distancia do Deus excelso (Sl 138.6). Tomando como base as palavras de David Wilkerson, em 1992, o que podemos esperar da igreja brasileira? Como será a sua pregação daqui a mais cinco, dez ou vinte anos? A iniquidade se multiplica, e o amor de muitos esfria, como previu o nosso Senhor (Mt 24.12). E isso nos deixa pessimistas quanto ao futuro. Mas não nos esqueçamos de que a Igreja de Cristo, formada pelos crentes fiéis, que andam como Jesus andou (1 Jo 2.6), continua a sua marcha triunfal, nEle (2 Co 2.14). “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20)

 

Adaptado de Ciro Sanches Zibordi

 

[1] acréscimo meu

[2] acréscimo meu 

 

"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho"

Filipenses 1:17

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O PERÍODO DO ANTICRISTO

 O HOMEM DO PECADO



“Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.

2ª Ts. 2.3,4 


Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (cf. 1ª Jo. 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra Cristo e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor Jesus Cristo estabelecerá o seu Reino na Terra, c com sede em Jerusalém. 


As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são “o homem de pecado” e “o filho da perdição” (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” em Ap 13.1-10, a “besta de cor escarlate” (Ap 17.3) e “a besta” (Ap 17.8,16;19.19,20; 20.10).


SINAIS DA VINDA DO ANTICRISTO


Diferentemente do Arrebatamento da igreja, a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na Terra: 

1) o “mistério da injustiça” que já opera no mundo, deverá intensificar-se;

(2) virá a “apostasia” (2.3); (3) “um que, agora, resiste”, deve ser afastado;


O “mistério da injustiça”, i.e., é o espírito do ANTICRISTO que já opera no mundo, conforme o Apóstolo João previu. Trata-se da atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro, que aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. 


Por causa do predomínio da iniquidade, o amor de muitos esfriará (Mt. 24.10-12; Lc. 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada nas páginas do NT (Mt. 24.13; 25.10; Lc. 18.7). 


Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do Espírito até ser arrebatada (ver Ef. 6.11 nota - BEP).

Ocorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio’’, “afastamento’’, “abandono’’ (2.3). 


Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica, e sã doutrina deixada por Cristo e pelos apóstolos, conforme Paulo escreveu à Timóteo:

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina


Tanto o Apóstolo Paulo quanto Cristo revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja — moral, espiritual e doutrinariamente — à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). 


Paulo, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.

Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões. 

A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1ª Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos teólogos, líderes  espirituais, apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de Cristo quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões (2ª Pd. 2.1-3,12-19). 


Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade nota). 


A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is. 29.13; Mt..23.25-28. 


Muitas igrejas permitirão praticamente tudo para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver nota sobre  1ªTm 4.1 na BEP).

O Evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de Deus e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt. 24.12; 2ªTm 3.1-5; 4.3).

Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de Deus é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. 


Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra Deus e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de Deus contra os que rejeitaram a sua verdade. Veja (1ª Ts. 5.2-9).


O triunfo final do Reino de Deus e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de Deus, quando Ele se manifestará em glória ao mundo com justo juízo (Ap 19—22; ver notas na BEP em 2ª Ts. 2.7,8; 1ª Tm. 4.1;  2ªPd. 3.10-13 e na epístola de Judas.


Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do “homem do pecado” e do Dia do Senhor começar (2.2,3), que é a saída de alguém (2.7) oude algo, que o “detém”, resiste, ou refreia a atuação plena do “mistério da injustiça” e o “homem do pecado” (2.3-7). Por enquanto o espírito do ANTICRISTO age por detrás dos bastidores.


Quando o restringidor do “homem do pecado’’ for retirado, então se dará o início do Dia do Senhor (2.6,7). Dia de juízo.


O que agora o detém é uma referência ao Espírito Santo, pois somente Ele tem poder de deter a iniquidade desenfreada, o agir pleno do homem do pecado e de Satanás (2.6).

Esse que agora o detém ou resiste (2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2.6 (“o que o detém”). 


De modo semelhante, a palavra “Espírito” na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro.

Ver Gn. 6.3; Jo 16.8 nota BEP, bem como Rm 8.13 - Gl 5.17, sobre a obra do Espírito Santo a restringir o pecado.

No começo dos sete anos de tribulação, o Espírito Santo será “afastado” (v. 7).

Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniquidade e ao surgimento do Anticristo.


Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O Espírito Santo, todavia, agirá na terra durante a Grande Tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo dando-lhes oportunidade de arrependimento e poder(Ap 7.9, 14; 11.1-11; 14.6)

sábado, 8 de janeiro de 2022

CALVINISMO? SEITA OU APENAS DIVERGÊNCIA TEOLÓGICA

 ANÁLISE DO CALVINISMO 


Uma seita do Anticristo


Dias atrás disse que mostraria o porquê do calvinismo ser uma seita. 


Abaixo listo de modo informal alguns dos pontos pelos quais o são e como se fazem "anticristos" tal qual descrito em 1ª João. "...muitos se têm feito anticristos 1ªJoão 2:18".


Tal doutrina não pode ser considerada meramente como uma linha teológica divergente, mas equiparada à uma seita demoníaca.


Todos temos discordâncias doutrinárias entre nós mesmos evangélicos... teologia da prosperidade, neopentecostais, dízimos, dons, vestuário, usos e costumes, o bater de palmas, Escatologia etc... 


Todos damos mancadas incríveis, porééémmmm pra ser seita, tem que quebrar abruptamente com pilares do Evangelho, e o Calvinismo rompe brutalmente.

Vamos aos "porquês" do Calvinismo ser uma seita:


1) Deus é mau, injusto e tirano por definição.


2) O "evangelho" calvinista não traz absolutamente nenhuma "boa nova", e é isso que significa a palavra. Logo, se não é evangelho é outra coisa.


3) Tem um livro de doutrina próprio, repleto de heresias que é seguido cegamento por seus adeptos. As Institutas e a CFW.


4) Sobrevive infiltrada como um verme parasita dentro de igrejas saudáveis, mas sem se revelar totalmente para não ser expulso pelo hospedeiro. Ou seja, não prega abertamente que Deus não ama e não vai salvar muitos ali mesmo que eles queiram. O fato de não terem uma denominação única, não descaracteriza como seita pois muitas seitas não religiosas também não tem sede e sobrevivem infiltradas na sociedade.


5) Tem doutrinas além da bíblia colocadas como pilares. No caso a TULIP. Todos os 5 pontos da TULIP são rechaçados sumariamente por Jesus na parábola das bodas. Nenhum único ponto da TULIP é bíblico e mesmo assim dizem ser Sola Scriptura.

6) São sectaristas. Você verá especialmente calvinistas chamando os outros de "Ímpios", "réprobos" e similares, mas não se identificam assim pois o deus calvinista é sectarista e faz acepção de pessoas como criam os antigos judeus. Muitos pregam abertamente a repulsa ou desprezo a desafortunados, mendigos (Yago Martins, por ex.) ou drogados, como  Granconato, outro exemplo. 

Alguns em grupos privados pregam inclusive que desejam a morte de cristãos de outras doutrinas.

7) Pregam LITERALMENTE o oposto a Jesus, fazendo-se portanto anticristos.

Exemplos práticos: Jesus diz: "Sua fé te salvou". Os calvinistas por sua vez dizem que a FÉ nunca é SUA na verdade. 


Jesus diz "Crê e seja salvo!". Já o Calvinismo ensina que você só crê porque já é salvo. 

Jesus diz: "O reino dos céus é tomado por esforço, à força". 

O Calvinismo já ensina que todo esforço ou cooperação humana nesse processo é inútil, pois a salvação é MONERGISTA, obra unilateral, obra unicamente exclusiva da parte de Deus, sem nenhuma participação humana.

Jesus diz: "Quem tem sede venha". 


O Calvinismo diz que ninguém vai a Ele, se o Pai não impor sua Graça Irresistível apenas sobre os seus eleitos.


Porém,  a Bíblia nos ensina que Jesus salváva e ainda salva(didática dos milagres) quem ia ou vai até Ele e nunca ia atrás de quem já o conhecia.


Porém no Calvinismo diz que ninguém busca Jesus, pois confundem Depravação Total com Incapacidade Total.


E poderia dar mais algumas dúzias de palavras totalmente opostas entre a Bíblia e o Calvinismo.

Tem mais pontos, mas esses já oferecem um panorama do que é essa doutrina do anticristo.


Artigo extraído da Internet.

Autor desconhecido 


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".

Filipenses 1:17



segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

BATISMO SALVA ?

 O SIGNIFICADO DO BATISMO NAS ÁGUAS 



Ainda hoje, o tema - Batismo nas águas - é assunto muito debatido mesmo no meio cristão e não cristão. Entre os católicos, vemos a insistência antibíblica de batizar recém nascidos, não seguindo a orientação bíblica, pois pra ser elegível ao batismo são necessários alguns requisitos:


A) Arrependimento dos pecados e crer no Senhor Jesus Cristo;

B) Ter idade suficiente para o ato; e

C) Ser discípulo. Qualidades que uma criança não preenche.


Entre, os cristãos, algumas denominações acreditam que se deve batizar em Nome de Jesus Cristo, em virtude do discurso de Pedro em Atos 2:38. No entanto, as palavras do Apóstolo não representam uma fórmula batismal, mas uma simples declaração afirmando que recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor e Cristo. 


Por exemplo, o "Didaquê", um documento cristão escrito cerca do ano 100 A.D., fala do batismo cristão celebrado em nome do Senhor Jesus, mas o mesmo documento, quando descreve o rito detalhadamente, usa a fórmula trinitária.


Ou seja, aqueles que são batizados em nome do Deus triúno, estão testificando que foram submergidos em comunhão espiritual com a Trindade. Desse modo pode-se dizer acerca deles: 

"A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos" (2ª Co. 13:13)


Outra confusão ainda disseminada, é que muitos pensam que nascer de novo, significa o batismo nas águas. 


No entanto, nem o batismo de crianças(defendido por João Calvino e Igreja Católica), o batismo por aspersão(defendido pela Igreja Católica), ou o  batismo no Nome de Jesus Cristo(defendido pela Congregação Cristã do Brasil), não são os métodos bíblicos para o verdadeiro batismo nas águas, bem como, a expressão usada por Cristo, "nascer da água" não significa batismo nas águas. 


É verdade que o Cristianismo não é uma religião ritualista, no entanto, existem duas cerimônias que são essenciais, por serem divinamente ordenadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, a saber, o batismo nas águas e a Santa Ceia.


O MODO DO BATISMO

A palavra "batizar", usada em Mateus 28:19.20, é "baptizo" no grego e significa literalmente, mergulhar ou imergir, imersão e não aspersão. Essa, além de ser a fórmula batismal - Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo - é a interpretação confirmada por eruditos da língua grega e por historiadores da igreja.


Observe o que diz o Apóstolo Paulo aos Romanos:

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
(Romanos 6:4)

Quando uma pessoa morre, não é jogado um pouquinho de terra sobre a sua cabeça, mas ela literalmente é deitada num caixão e sepultada, tendo todo o seu corpo coberto pela terra. Trata-se de algumas figuras de linguagem, como por exemplo, de Sinestesia, que consiste na união de sentidos distintos, bem como a Analogia/Comparação, e Antítese que é o uso de palavras que tem sentidos opostos.


Morte e vida. Ou seja, quando uma pessoa morre ela é enterrada. Assim é o batismo nas águas, uma simbologia de uma pessoa que morre, por isso o batismo deve ser por imersão, uma analogia com o sepultamento. Ao se levantar das águas, o simbolismo é de como se a pessoa estivesse nascendo de novo. Ela se levanta das águas. 


Ou seja, a descida do convertido às águas retrata a morte de Cristo efetuada; a submersão do convertido fala da morte ratificada, ou seja, o seu sepultamento; o levantamento do converso significa a conquista sobre a morte, isto é a ressurreição de Cristo.


NO ENTANTO, o batismo nas águas, em si não tem poder para salvar. As pessoas são batizadas, não para serem salvas, mas porque já são salvas.




Como dito anteriormente, ainda hoje, muitos interpretam erroneamente as palavras de Jesus ditas ao Mestre Nicodemos:

"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus".
(João 3:5)


Esse Nascer da Água, não significa novo nascimento através do batismo nas águas. Esse nascer da água representa nascer da/pela Palavra de Deus.


Nascer da Água, não é o mesmo que batismo nas águas. O batismo nas águas é 《símbolo》 do novo nascimento, mas não é novo nascimento, propriamente dito.


Novo nascimento à luz da Bíblia, é regeneração, produzida pelo Espírito Santo. É a mudança das disposições íntimas da alma dentro do mesmo corpo.


Paulo usa a expressão ‘nova criatura’ em 2ª Coríntios 5.17. Ou seja, é a transformação espiritual do nosso ser, por um milagre operado por Jesus, quando o recebemos como Salvador e Senhor.


Quando Jesus diz a Nicodemos que era necessário nascer da ÁGUA e do Espírito, para poder entrar no reino de Deus, A ÁGUA que Jesus se refere aqui não tem nada a ver com o BATISMO NAS ÁGUAS, mas o significado da ÁGUA refere-se à Palavra de Deus. 


Passagens que confirmam isso:


Vós já estais limpos pela PALAVRA que vos tenho falado” (João 15.3).


”Porque eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo” (1ª Coríntios 4.15).


“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da ÁGUA, pela PALAVRA”  (Efésios 5.26).


“Segundo a Sua vontade, Ele nos gerou pela PALAVRA da verdade” (Tiago 1.16).


“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela PALAVRA DE DEUS VIVA, e que permanece para sempre” (1ª Pedro 1.23).



Ou seja, o BATISMO é uma ordenança de Jesus como símbolo do novo nascimento e demonstração pública da FÉ EM JESUS, sendo portanto necessário que após a regeneração e novo nascimento o cristão SE BATIZE NAS ÁGUAS, por imersão.



"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

(Filipenses 1:17)