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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

O SOFRIMENTO DOS JUSTOS

 POR QUE OS SERVOS DE DEUS SOFREM  ?

 


“Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza”. 

(Jó 2.7,8)

 

A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16 nota - BEP). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12 nota - BEP). 

A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões e.g., José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo. 

 

POR QUE OS CRENTES SOFREM? 

São diversas as razões por que os crentes sofrem. 

1) Tanto o cristão como aquele que não serve a Deus experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva no jardim. Quando o PECADO entrou no mundo, por causa da desobediência do casal, entrou também a dor, a tristeza, as guerras, os conflitos e, finalmente, a morte sobre o ser humano, e o mau uso do livre-arbítrio, se tornaram causas determinantes do sofrimento no mundo. (Gn 3.16-19). Atribuir a Deus os males que ocorrem do mundo é desconhecer as Escrituras e ser desonesto e injusto com o Criador e sua Palavra.

 

A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. (Rm 5.12; ver nota - BEP).  

 

Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do PECADO, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe 3.10- 13). É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos (cf. 1Co 10.13). 

 

2) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e., consequência de seus próprios atos (ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA - BEP). A lei bíblica assevera: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a TODOS de modo geral. Se guiarmos com imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graves danos. Se não formos comedidos em nossos hábitos alimentares, certamente vamos ter graves problemas de saúde. É nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus. 

 

3) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido e não viver ainda em um corpo glorificado que está sujeito ao pecado. Por toda parte ao nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o domínio da iniquidade sobre tantas vidas (ver Ez 9.4; At 17.16; 2Pe 2.8 nota BEP). É nosso dever orar a Deus para que Ele suplante vitoriosamente o poder do pecado. 

 

4) Os crentes enfrentam ataques do diabo. 

a) As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), controla o presente século mau (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Gl 1.4; Hb 2.14 - BEP). Ele recebe permissão para afligir crentes de várias maneiras (cf. 1Pe 5.8,9). Jó, um homem reto e temente a Deus, foi atormentado por Satanás por permissão de Deus (ver principalmente Jó 1—2). 

 

Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele curada estava presa por Satanás há dezoito anos (cf. Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um mensageiro de Satanás, para me esbofetear” (2Co 12.7). À medida em que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável a ocorrência de adversidades. 

 

Por isso, Deus nos proveu de armadura espiritual (Ef 6.10-18; ver 6.11 nota - BEP) e armas espirituais (2ª Co 10.3-6). É nosso dever revestir-nos de toda armadura de Deus e orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá. 

 

b) Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. Os que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus princípios de verdade e retidão serão perseguidos por causa da sua fé. Evidentemente, esse sofrimento por causa da justiça pode ser uma indicação da nossa fiel devoção a Cristo (ver Mateus 5.10 nota - BEP)

É nosso dever, uma vez que todos os crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11; 1Co 15.58; 1Pe 2.21-23). 

 

5) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de Cristo” (ver 1ª Co 2.16 nota - BEP). Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso, compartilhamos dos seus sofrimentos (ver 1ª Pd. 2.21 nota). Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade ímpia de Jerusalém, cujos habitantes se recusavam a arrepender-se e a aceitar a salvação (ver Mt.  23:37 e Lc 19.41 nota - BEP), também devemos chorar pela pecaminosidade e condição perdida da raça humana. 

 

Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por amor a Cristo (2ª Co 11.23-32; ver 11.23 nota - BEP) a sua preocupação diária pelas igrejas que fundara: “quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase?” (2ª Co 11.29). Semelhante angústia mental por causa daqueles que amamos em Cristo deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15).  

 

Realmente, compartilhar dos sofrimentos de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo (Rm 8.17). É nosso dever dar graças a Deus, pois, assim como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo (2Co 1.5). 

 

6) Deus pode usar o sofrimento como catalisador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual. 

a) Frequentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento dos seus pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). É nosso dever confessar nossos pecados conhecidos e examinar nossa vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo. 

 

b) Deus, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que enfrentamos são “a prova da vossa fé” (Tg 1.3; ver 1.2 nota - BEP); elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé em Cristo (ver Dt 8.3 nota; 1Pe 1.7 nota - BEP). É nosso dever reconhecer que uma fé autêntica resultará em “louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7). 

 

c) Deus emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do caráter cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que aprendamos a ser pacientes mediante o sofrimento (Rm 5.3-5; Tg 1.3). 

No sofrimento, aprendemos a depender menos de nós mesmos e mais de Deus e da sua graça (ver Rm 5.3 nota; 2ª Co 12.9 nota - BEP). É nosso dever estar afinados com aquilo que Deus quer que aprendamos através do sofrimento. 

 

d) Deus também pode permitir que soframos dor e aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer (ver 2Co 1.4 nota - BEP). É nosso dever usar nossa experiência advinda do sofrimento para encorajar e fortalecer outros crentes. 

 

7) Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para propagar o seu reino e seu plano redentor. Por exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos egípcios faziam parte do plano de Deus “para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA - BEP).

 

O principal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para que o plano divino da salvação fosse plenamente cumprido. Isso não exime da iniquidade aqueles que o crucificaram (At 2.23), mas indica, sim, como Deus pode usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus próprios propósitos e sua própria glória em casos específicos. 


O RELACIONAMENTO DE DEUS COM 

O SOFRIMENTO DO CRENTE

 


 

1) O primeiro fato a ser lembrado é este: Deus acompanha o nosso sofrer. Satanás é o deus deste século, mas ele só pode afligir um filho de Deus pela vontade permissiva de Deus (cf. 1—2; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA, e A VONTADE DE DEUS - BEP). Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá sermos tentados além do que podemos suportar (1ª Co 10.13). 

2) Temos também de Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (ver Rm 8.28 nota - BEP). José verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento (cf. Gn 50.20), e o autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa vida para nosso próprio crescimento e benefício (ver Hb 12.5 nota - BEP). 

 

No livro, "Calvinismo ou Arminianismo - Quem está com a razão ?"  o autor faz o seguinte comentário:

"É necessário dizer que nenhum arminiano crê que nenhum sofrimento possa ser infligido por Deus. DEUS NUNCA DETERMINOU O PECADO NENHUM, mas as vezes permite, o sofrimento para o crescimento espiritual dos cristãos e, outras vezes, Deus executa seus juízos sobre os ímpios com algo que inclui sofrimento – o inferno, por exemplo. O problema no Calvinismo é que Deus não determina o sofrimento em algumas ocasiões específicas com um fim específico de crescimento espiritual na vida de algum cristão, nem executa seus juízos – que podem incluir sofrimento, como foi no Egito com as dez pragas – senão de forma banal, incondicional e decretiva, onde todo o mal no mundo nada mais é senão o decreto divino em ação".

[...] "E, ainda nas ocasiões em que Deus executa os seus juízos, isso não inclui o pecado. Deus nunca, em hipótese alguma, de nenhum modo concebível, pode determinar uma coisa como um estupro de um infante por um pecado deste infante ou de seus pais. Deus não tem nenhuma parte com o pecado. Quando Deus executa os seus juízos, ele nunca usa um pecado para este fim. Deus não justifica os fins pelos meios. Ele não peca para depois ensinar santidade. Ele não determina todo o pecado que há no mundo para depois dizer para não pecar."¹

 

3) Além disso, Deus promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da sombra da morte” (Sl 23.4; cf. Is 43.2). 

 

VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL

Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação? 

1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1, supra) e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme o contido em “É nosso dever”. 

2) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias (ver Rm 8.36 nota; 2Co 1.8-10 nota; Tg 5.11 nota; 1Pe 5.7 nota - BEP). O sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus tem prazer ou DECRETA seu sofrimento, muito menos que não lhe ama, e nem deve ser causa de rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador. 

3) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição (ver Salmos 27.8-14; 40.1-3; 130). 

4) Confie que Deus lhe dará a GRAÇA para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana (ver 2Co 4.7 nota - BEP). 

(5) Leia a Palavra de Deus, principalmente os Salmos de conforto em tempos de lutas (e.g., Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138). 

6) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação específica — mediante a oração, as Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão. 

7) Se o seu sofrimento é de natureza física, atente para os passos expostos no estudo A CURA DIVINA. 

8) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4).

 

Bibliografia

1. Calvinismo ou Arminianismo - Quem está com a razão ? pág,  82, 83

 Estudo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, págs 772 à 774, com acréscimos meus.

 

 "...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

Filipenses 1:17

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

OS CALVINISTAS SÃO FALSOS TEÓLOGOS ?

 OS FALSOS MESTRES


“Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos”. (Mc. 13.22)


O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus (Mt 24.11,24). Jesus adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser. 


1) Esses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens” (Mt. 23.28). Aparecem “vestidos como ovelhas” (Mt 7.15). Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de Deus e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores (ver Mt 7.21-23 notas; 24.11,24; 2Co 11.13-15). 


2) Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos [ ver Dt. 13.3 nota; 1Rs 18.40 nota; Ne 6.12 nota; Jr 14.14 nota; Os 4.15 nota; ver o estudo O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO - BEP] e aos fariseus do NT. Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se à “rapina e de iniquidade” (Mt 23.25), “cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mt 23.27), “cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.28). 

Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas. 


3) De duas maneiras, esses impostores conseguem uma posição de influência na igreja. 


I) Alguns falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em Cristo. Mais tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do Reino de Deus (1Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5,6) e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça (ver 2Co 11.15 - BEP). 


II) Outros falsos mestres e pregadores nunca foram crentes verdadeiros, mas estão a serviço de Satanás, e na igreja desde o início de suas atividades (Mt 13.24-28,36-43). Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de Cristo. Se forem descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de Cristo será menosprezado publicamente.





A PROVA. Quatorze vezes nos Evangelhos, Jesus advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros lugares, o crente é exortado a pôr à prova mestres, pregadores e dirigentes da igreja (1Ts 5.21; 1 Jo 4.1). 

Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas: 


1) Discernir o caráter da pessoa

Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a Deus? Manifesta o fruto do Espírito (Gl 5.22,23), ama os pecadores (Jo 3.16), detesta o mal e ama a justiça (Hb 1.9 nota) e fala contra o pecado (Mt 23; Lc 3.18-20)? 


2) Discernir os motivos da pessoa

O líder cristão verdadeiro procurará fazer peloquatro coisas: (a) honrar a Cristo (2Co 8.23; Fp 1.20); (b) conduzir a igreja à santificação (At 26.18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18); (c) salvar os perdidos (1Co 9.19-22); e (d) proclamar e defender o evangelho de Cristo e dos seus apóstolos (ver Fp 1.16 nota; Jd 3 nota -  BEP ).


3) Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa

Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de Deus (ver Mt 7.16 nota). 


4) Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. 

Este é um ponto fundamental. Ela crê e ensina que os escritos originais do AT e do NT são plenamente inspirados por Deus, e que devemos observar todos os seus ensinos ?  (ver 2Jo 9-11; ver o estudo A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS -  BEP ).

Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de Deus. 


5) Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. 

Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do NT para obreiros cristãos? (1Tm 3.3; 6.9,10). Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que Deus os desmascare e revele aquilo que realmente são.¹


CONCLUSÃO

Concluo deixando o alerta do Apóstolo Pedro em sua segunda carta que diz:


"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade".

2ª Pedro 2:1,2


A resposta a pergunta deste artigo é SIM. Os teólogos calvinistas são falsos teólogos, pois o Calvinismo faz de Deus o autor do pecado e impede a responsabilidade humana. Na visão calvinista até o movimento da vontade humana é causado por Deus. Deus move as pessoas a escolherem o mal, e eles não podem fazer o contrário. 


No Calvinismo Deus determina suas escolhas e os faz cometer injustiças. Se é mau constranger outra pessoa a fazer o mal, então, sob esta visão, Deus não é apenas a causa do pecado e do mal, mas torna-se o próprio mal, o que é absurdo. Da mesma forma, toda a responsabilidade humana pelo pecado foi removida, pois, nossas escolhas não são realmente nossas: Deus nos leva a fazê-las. Nós não podemos ser responsáveis por nossas ações, pois nada daquilo que pensamos ou fazemos é realizado por nós, mas PRÉ-DETERMINADO POR DEUS.


A conclusão do Calvinismo sobre “Deus e o pecado” é um contrassenso, pois Deus não pode ser o autor do pecado. Isto colide diretamente com as Escrituras, com a lei de Deus e Sua santidade, que se opõem totalmente a todo pecado.²


Extraído:

Bíblia de Estudo Pentecostal

Artigo: Deus é autor do Pecado - Site CACP.


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".

Filipenses 1:17

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

QUAIS SÃO AS PESSOAS QUE RECEBERÃO A MARCA DA BESTA ?

 O CHIP QUE SERÁ INSTALADO NAS PESSOAS 

SERÁ APENAS UMA MEDIDA DE SEGURANÇA ?



"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis".
(Apocalipse 13:16-18)


AS PESSOAS QUE RECEBERÃO A MARCA DA BESTA







IMAGENS EXTRAÍDAS DO YOUTUBE: DOCUMENTÁRIO ANO 1998 - CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ARMAGEDOM 



v. 16. “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos

e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na

mão direita ou na testa...”


Na antiga dispensação, Deus exigia que todos os machos do povo da Israel tivessem uma marca no corpo, a circuncisão (Gn. 17.10-13,21,23-27; Js. 5.2,5). 

Deus proibiu que fizessem qualquer outra marca (Lc. 19.28).

Na nova dispensação, há uma marca, um selo espiritual (Ef. 1.13; leia Marcos 16.17). No Apocalipse há outros exemplos de marcas especiais: 


1. Os 144.000 receberam uma marca na testa (7.1-8; 14.1-3); 

2. Os habitantes da Nova Jerusalém terão o nome de Deus nas testas, para sempre (22.4). 


O Falso Profeta, querendo imitar a obra do Espírito Santo, também experimentará sua marca. 

Mas todo o que se deixar assinalar, e consequentemente adorar a besta, receberá de Deus a devida punição (14.9-11).

O povo terá que submeter-se à vontade da besta, e quem se recusar a obedecer será morto. Todos serão marcados com um sinal na mão ou na testa. Os fiéis preferirão morrer a aceitarem a submissão à vontade da besta.¹


v. 17. "... para que ninguém possa comprar ou vender,

senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta,

ou o número de seu nome.”


Provavelmente isso inclui tanto o comércio como as atividades de exportação e importação, mas também a compra de simples alimentos e outras comodidades essenciais para a vida diária. 

As possibilidades dessa tirania não tem limites, e a morte à mingua é a sua única alternativa. Os homens que não quiserem aceitar à Cristo, a fim de obterem uma vantagem eterna, aceitarão as imposições do Anticristo, a fim de obterem vantagens temporais. 

Os crentes autênticos, entretanto, repelirão essas vantagens temporais, preferindo o sofrimento e o martírio, a fim de obter as vantagens eternas . Essa marca da besta certamente distinguirá os crentes verdadeiros dos falsos cristãos, os justos dos profanos, os bons dos iníquos.²


Bibliografia

1. Estudos sobre o Apocalipse - Um comentário versículo por versículo - CPAD - 8ª Ed. 2001.

2. R.N. CHAMPLIN, O NT INTERPRETADO, vers. por vers. Tiago à Apocalipse. 


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".

Filipenses 1:17

domingo, 19 de dezembro de 2021

O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

 NÃO SE DEIXE ENGANAR PELOS FALOS TEÓLOGOS 

QUE DISTORCEM AS ESCRITURAS


Via Facebook - Página "A Semente da serpente"

"Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer".


Vejamos os comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal sobre este texto:


"Muitos expositores bíblicos creem que, à essa altura do livro, Cristo já retirou do mundo os fiéis e vencedores. Sendo assim, o Arrebatamento da Igreja fiel (ver João 14.3 nota; ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA) <precede> o período da Tribulação (6-18). 
Crê-se assim pelas seguintes razões: 

1) A partir do capítulo 4.1 de Apocalipse, não ocorre mais a palavra "igreja" ou "igrejas", até 22.16. 

2) A noiva de Cristo (i.e., a igreja) só vai aparecer no capítulo 19, já com Cristo no céu, antes de Ele voltar à terra para julgar os ímpios e reinar no milênio (ver 20.4 nota). 

3) A promessa dada à igreja de Filadélfia, de preservá-la da hora da tribulação em escala mundial, pertence a todos os crentes que permanecerem leais a Cristo antes da grande tribulação". (ver 3.10 nota)¹


NOTA sobre Apocalipse 3:10


"A promessa de Cristo, no sentido de livrar os fiéis de Filadélfia da hora da tentação, é idêntica à promessa bíblica aos Tessalonicenses, de que seriam preservados da "ira futura" (1 Ts 1.10). 


"E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura".

(1ª Tessalonicenses 1:10)

Importante salientar que o mesmo verbo LIVRAR neste texto no grego original <RHUOMAI> usado em 1ª Tel. 1:10, é usado também para salvamento de LÓ, antes do juízo sobre Sodoma e Gomorra(2ª  Pedro 2:7)


Essa promessa é válida para todos os fiéis de Deus, em todas as eras (vv. 13,22). Essa hora inclui o tempo divinamente determinado para provação, ira e tribulação que sobrevirá a "todo o mundo" nos últimos anos desta era, imediatamente antes do estabelecimento do Reino de Cristo na Terra (5.10; 6.19; 20.4). 

A respeito desse tempo, a Bíblia revela as seguintes verdades: 

1) Esse tempo de Tribulação envolve a ira de Deus sobre os ímpios (Apocalipse 6.18; Deuteronômio 4.26-31; Is. 13.6-13; 17.4-11; Jr. 30.4-11; Ez. 20.33-38; Dn. 9.27; 12.1; Zc. 14.1-4; Mt. 24.9-31; 1ª Ts 5.2 nota; ver o estudo A GRANDE TRIBULAÇÃO). 

2) Esse período de provação também inclui a ira de Satanás contra os fiéis, i.e., contra os que aceitarem a Cristo durante esse período terrível. Para eles, haverá fome, sede, exposição às intempéries (7.16) e muito sofrimento e lágrimas (7.9-17; Dn 12.10; Mt 24.15-21). Experimentarão de modo indireto as catástrofes naturais da guerra, da fome e consequentemente da 
morte. 

Serão perseguidos, torturados e muitos sofrerão o martírio (6.11; 13.7; 14.13). Sofrerão as assolações de Satanás e das forças demoníacas (9.3-5; 12.12), violência de homens ímpios e perseguição da parte do Anticristo (6.9; 12.17; 13.15-17). 

Perderão suas casas e terão de fugir, aterrorizados (Mt 24.15-20). Será um período terrivelmente calamitoso para quem tiver família e filhos (Mt 24.19); será tão terrível, que os santos que morrerem são tidos por bem-aventurados, porque descansam da sua lida e ficam livres da perseguição (14.13). 

3) Quanto aos vencedores anteriores àquele tempo (ver 2.7 nota; Lc 21.36 nota), Deus os preservará da Tribulação, através do Arrebatamento, quando os fiéis encontrarão o Senhor nos ares, antes de Deus derramar a sua ira. 
Esse livramento é uma recompensa àqueles que perseverarem em guardarem fielmente a Palavra de Deus, mantendo a fé verdadeira. 

4) Os crentes de nossos dias, que esperam escapar dessas coisas que estão para vir sobre o mundo, só o conseguirão mediante a fidelidade a Cristo e sua Palavra e a vigilância constante na oração (ver Lc 21.36 nota), para não serem enganados".²


Bibliografia 

1. Bíblia de Estudo Pentecostal, nota sobre Apocalipse 4:1, pág 1988

2. Bíblia de Estudo Pentecostal, nota sobre Apocalipse 3:10, pág 1987



"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho"
Filipenses 1:17



quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

OS FALSOS APÓSTOLOS

 OS FALSOS TEÓLOGOS ATUAM 

NO SEIO DA IGREJA ?


A resposta a essa pergunta é que; Infelizmente sim. Os falsos mestres atuam no seio da igreja. E esse é um exemplo clássico. Na primeira carta aos Coríntios Paulo diz o seguinte: 

"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."

1ª Coríntios 11:19


OS SOFRIMENTOS DE PAULO POR  AMOR AO EVANGELHO


《porqυe taιѕ falѕoѕ apóѕтoloѕ ѕão oвreιroѕ ғraυdυlenтoѕ, тranѕғιgυrando-ѕe eм apóѕтoloѕ de crιѕтo.

e não é мaravιlнa, porqυe o próprιo Saтanáѕ ѕe тranѕғιgυra eм anjo de lυz.

não é мυιтo, poιѕ, qυe oѕ ѕeυѕ мιnιѕтroѕ ѕe тranѕғιgυreм eм мιnιѕтroѕ da jυѕтιça; o ғιм doѕ qυaιѕ ѕerá conғorмe aѕ ѕυaѕ oвraѕ.》

(2ª Co. 11:13-15)


O Apóstolo Paulo, quando escreveu aos Coríntios relatou muito de seus sofrimentos por amor ao Evangelho.

Ao analisar sua 2ª carta àquela igreja no cap. 11, vemos de forma mais detalhada esse sofrimento, sendo a causa de um deles, pela existência dos FALSOS MESTRES.


Uma das primeiras recomendações no início do cap. 11, era o receio que os crentes em Corínto fossem enganados, assim como a serpente enganou Eva e eles, ѕє αραятαѕѕєм ∂α ѕιмρℓι¢ι∂α∂є qυє нá иσ єναиgєℓнσ ∂є ¢яιѕтσ.  


Ou seja, ficando implícito que o Evangelho de Cristo é simples, mas os falsos mestres, dirigidos por Satanás torcem as Escrituras para a sua própria perdição. 


Tiago nos diz no capítulo três de sua carta, que os mestres receberão mais rigoroso juízo. 


Voltando ao capítulo 11 de 2ª Coríntios, vemos dos versos 24 ao 33, Paulo dando maiores detalhes desses sofrimentos.


A  "Bíblia de Estudo Pentecostal"  nos comentários sobre esse capítulo elenca no mínimo 20 tipos das dores e angústias sofridas por Paulo, estando entre elas as seguintes: 


I)sua muita  tribulação e angústia no coração ao escrever àqueles que abandonaram a Cristo e ao verdadeiro evangelho.

II) o desgosto de proferir um "anátema" sobre aqueles que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9); 

 III) seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18). ¹


E no verso 26, algo que me chama a atenção nessa lista. São os perigos que Paulo relata que sofria;  sendo um deles os ρєяιgσѕ єитяє σѕ fαℓѕσѕ ιямãσѕ. 


Ou seja, tanto a conduta, quanto as palavras, posicionamentos, além das ministrações e a postura do "pastor" Ed René Kivitz, principalmente após ser desligado da OPBB, nos mostram claramente que ele figura entre os HEREGES e falsos teólogos da atualidade, de quem o Apóstolo Paulo se referia em suas cartas e sofria tanto, devendo o mesmo ser considerado anátema.

Quando Paulo escreve a Tito, ele recomenda:


"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado".

Tito 3:10,11


Sua Excomungação/Excomunhão,  foi uma decisão acertada para a manutenção da pureza moral e doutrinária da Igreja.


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1. Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD - Comentários sobre os sofrimentos de Paulo por amor ao Evangelho, versículos 23 ao 33, da sua 2ª Carta aos Coríntios capítulo 11, pág, 1785.


Créditos da imagem: @portalmenoseumaisdeus


Nunca o texto que Paulo escreveu aos Filipenses se aplicou tão perfeitamente, como nessa ocasião:


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

OS MORTOS NÃO SABEM DE COISA NENHUMA ? (Ec. 9:5)

 A BÍBLIA DIZ: 

"Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento". 

(Eclesiastes de 9:5)





A primeira coisa que é preciso avaliar antes de interpretar uma passagem bíblica é saber sobre qual livro está se falando. Qual a temática, qual tipo de linguagem usada naquele livro. Existem vários livros na Bíblia e eles estão classificados em "históricos", "proféticos", o "Pentateuco", os "Sapienciais", os "biográficos", as "epístolas", os "apocalípticos". 


No caso do livro de Eclesiastes, ele está inserido dentro de um bloco de livros considerados sapienciais, ou de sabedoria, ou poesia. Esse é o primeiro ponto a se avaliar. O segundo, em qual contexto o livro de Eclesiastes está inserido, se contexto imediato, contexto remoto, cultural, histórico, teológico etc, tudo isso deve ser levado em conta. É isso que chamamos da velha e boa regra de hermenêutica: A ciência da interpretação de textos bíblicos. A Bíblia também apresenta algumas figuras de linguagem, como literal, metafórica, alegórica, e isso também precisa ser levado em conta. 


Ao estudar Teologia, o iniciado aprende a lidar com esses pormenores e ter uma cosmovisão dos escritos sagrados. 


E por fim, mas não menos importante, o intérprete das Escrituras é o Espírito Santo. (João 16:13-14). É Ele quem revela a Palavra de Deus aos corações dos homens. Portanto, a Bíblia não pode ser lida de qualquer forma, de maneira descompromissada, tentando achar erros nela, mas com um coração honesto e sincero. Jesus não manda ler a Bíblia, mas diz para examiná-la, meditar nela, e isso é muito mais do que apenas ler um livro, ou um simples jornal ou revista. 

Uma frase interessante sobre a Bíblia vem à calhar:

"Lendo a Bíblia eu encontrei muitos erros, todos eles em mim".

Autor desconhecido




Pois bem, vamos ao que interessa. Quem muito gosta de usar textos como esses são os Adventistas do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová. Com base nesse texto, entre outros, querem afirmar que os mortos não sabem nada, querendo dizer com isso que estão inconscientes, ou dormindo.

Para compreender textos desta natureza, faz se necessário lançar mão de uma hermenêutica honesta, para que seja possível entendermos alguns textos de difícil compreensão. Esse é um deles.


O texto em tela declara que os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensaSe o interpretarmos de modo absoluto e isolado do seu contexto, somos forçados a admitir que todos os mortos estão nivelados pela inconsciência, sem nenhuma possibilidade de obter recompensa, ou que estão “dormindo” num estado de repouso aguardando apenas julgamento. 


Esse não é o ensino das Escrituras. Os mortos não dormem, estão conscientes, ou no inferno, ou no céu. Essa é também uma expressão usada(dormir), uma figura de linguagem, um eufemismo, numa tentativa de tentar aliviar a dor dos entes queridos que ficaram. 


Então quando a Bíblia se refere que os mortos estão dormindo é uma referência ao corpo e não à alma que é imortal. 


Contudo, tanto as "Testemunhas de Jeová" quanto os "Adventistas" admitem que uma classe de mortos irá ressuscitar e terá recompensas, como podemos ver em Daniel 12.2; João 5.28,29; Atos 24.15; Apocalipse 22.12, etc

Logo, há de se admitir que a interpretação correta da passagem tem outro sentido: Logo, o contexto está nos afirmando que os mortos não sabem nada do que se faz debaixo do sol, na Terra onde viviam, (v. 6). Isso com relação à vida presente, na verdade, nenhum morto tem qualquer relacionamento com os que aqui ficaram, nem vagando como uma alma penada por exemplo, mas isso não quer dizer que não tenham consciência do lugar onde realmente estão e por que estão lá.


Se for fiel, irá para o céu. Portanto, a expressão: “Os mortos não sabem coisa nenhuma” (9-5,6), não significa que os mortos estão inconscientes ou dormindo como já dito.  O culto aos antepassados ou a memória dos mortos tem origem no Taoísmo¹, que ensina em comum com várias outras religiões, entre elas o Catolicismo Romano por exemplo, a missa pelos mortos, assim como várias outras religiões do extremo Oriente que tem essa prática.

Portanto, segundo as Escrituras Sagradas além da prática ser uma forma de IDOLATRIA, estão também cometendo uma impossibilidade e pecado diante de Deus, pois o estado eterno das pessoas que partiram foi DECIDIDO em vida e ele não muda depois da morte. OU INFERNO, OU CÉU, não havendo um terceiro lugar como o Purgatório por exemplo para purificação dos pecados, como ensina a Igreja Católica Romana.

A purificação de nossos pecados está no sangue de Cristo como diz as Escrituras:




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1. O Taoísmo se baseia no sistema politeísta e filosófico de crenças que assimilam os antigos elementos místicos e enigmáticos da religião popular chinesa, como: culto aos ancestrais, rituais de exorcismo, alquimia e magia.

A origem da filosofia do Taoísmo é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Erh Li ou Lao Tsé (velho mestre), um contemporâneo de Confuncio, nos anos 550 a.C., segundo o Shih-chi (Relatos dos Historiadores). Apesar de não ser uma religião mundialmente popular, seus ensinos têm influenciado muitas seitas modernas.


Os mortos, por melhor que tenham sido suas obras aqui na Terra, por mais que tenham sido pessoas maravilhosas em vida, já pereceram. Não têm parte ou relação alguma com qualquer coisa que se faça debaixo do sol, ou seja na Terra onde viviam. Seus negócios, vida, trabalho, relacionamentos nessa vida acabaram no momento de sua partida para outro “plano” como algumas religiões preferem usar o termo, da passagem desta vida para a outra.


No caso dos ímpios, a sua esfera de existência é o sheol/hades, inferno em grego.  Logo, não participam e nem participarão mais das atividades humanas, nem mandam mensagens através de seus espíritos, nem mantem contato com os entes queridos que ficaram vivos. (Veja Lucas. 16.19-31). Ou seja, por mais pesado que essas palavras possam parecer, qualquer culto, missa, reza, ou oração à memória dos antepassados, daqueles que morreram, torna-se, então, um tipo de contato com os próprios demônios (1ª Coríntios 10.19,20). 


Se você acredita nisso, sinto muito meu amigo(a), mas esse tipo de conduta não é aprovada pelas Escrituras. Se você o fez, pode se arrepender, pedir perdão a Deus, por que Ele é misericordiosos para perdoar toda e qualquer injustiça e pecado. 

Eu respeito você, se mesmo com esse alerta, continuar com essa prática, mas é uma prática antibíblica. 


CONCLUSÃO

Portanto a expressão: “Os mortos não sabem coisa nenhuma” (9-5,6), é uma verdade. Salomão não mentiu, os mortos não sabem coisa alguma, mas do que está acontecendo aqui na Terra, onde viviam, sobre suas famílias, trabalhos, mas estão conscientes, ou no céu, ou no inferno.


Significa dizer que TODO E QUALQUER RELACIONAMENTO com esse mundo findou com sua morte, mas que estão conscientes, ou no INFERNO(HADES) em tormentos, sabendo por que estão lá e por que foram para lá, no caso os ímpios. 


No caso dos justos, eles estão no Paraíso com Cristo, mas também não tendo qualquer tipo de contato ou relacionamento com as pessoas, amigos e familiares que ficaram. 


É isso que significa a expressão OS MORTOS NÃO SABEM COISA NENHUMA, mas não que estejam dormindo ou inconscientes como muita gente acha ou pensa.


Contribuiu para a elaboração deste artigo: Bíblia Apologética CACP.


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

(Filipenses 1:17)


A BÍBLIA OU O CALVINISMO ?

 Vídeo editado por mim contra argumentando 

a fala do teólogo calvinista