Banner

sexta-feira, 9 de julho de 2021

JESUS MORREU ESPIRITUALMENTE ?

ALÉM DA MORTE FÍSICA, JESUS MORREU ESPIRITUALMENTE ?


   

 

A Bíblia sempre foi atacada pelos falsos mestres, ateus e céticos e com a doutrina que estuda Cristo - Cristologia - não é diferente. O estudo da natureza, ofícios, divindade, humanidade, e ressurreição de Cristo, etc, também sempre foram atacadas pelos falsos teólogos e inimigos do Evangelho.


Uma das maiores aberrações teológicas propagadas pelos adeptos da Confissão Positiva é que Jesus, além de morrer fisicamente, teria que morrer espiritualmente para ter que pagar pelos nossos pecados. 

 

Nomes como Kenneth Hagin, Kenneth Hagin Jr. (filho), Kenneth e Glória Copeland, T. L. Osborn, Fred Price, Hobart Freeman, Charles Capps, Jerry Savelle, John Osteen e Lester Sumrall, entre outros. 

 

No Brasil, na mesma linha teológica temos a "Apóstola" Valnice Milhomens, que publicou diversas obras, entre elas, “Personalidades Restauradas” e “Orando a Palavra”. A "apóstola" afirma que para que nossos pecados fossem expiados Jesus teria que morrer espiritualmente também.

 

ANALISANDO

 

Uma das afirmações de Kenneth Hagin que merece atenção é a de que a morte física de Jesus não removeria os nossos pecados e por isso ele teve que provar a morte espiritual e sofrer no inferno antes da sua ressurreição.   Diz ele: 


“(…) ao morrer na cruz, Jesus recebeu uma natureza satânica, foi feito pecado, desceu ao inferno em nosso lugar e lá foi atormentado três dias e três noites pelo diabo. Jesus teve que morrer espiritualmente para pagar pelos pecados do homem no inferno, pois sua morte física e seu sangue derramado na cruz foram insuficientes para fazer a expiação. 

Depois de três dias no inferno, Jesus nasce de novo e derrota os poderes das trevas, completando no inferno a expiação que havia começado na cruz. O Jesus nascido de novo ressuscita e é elevado à mão direita do Pai. Hoje ele tem poder para devolver à Igreja tudo o que ela havia perdido para o diabo através da queda de Adão e Eva.”

 
Kenneth Hagin ainda afirma:

 

 “Seu espírito, seu homem interior, foi para o inferno em nosso lugar (…) A morte física não removeria os nossos pecados. Provou a morte por todo homem — a morte espiritual (…) A morte espiritual significa mais do que a separação de Deus. A morte espiritual significa ter a natureza de Satanás (…) Jesus se fez pecado. Seu espírito foi separado de Deus, e Ele desceu para o inferno em nosso lugar (…) Lá embaixo na masmorra do sofrimento — lá nos fundos do próprio inferno — Jesus satisfez as reivindicações da Justiça para todos nós (…) Deus no céu disse: ‘É suficiente’. Depois, O ressuscitou. Trouxe seu espírito e alma para cima, tirando-os do inferno.




Os defensores da morte espiritual de Cristo desejam mostrar que, para que a expiação de Cristo fosse eficaz e completa, Ele deveria morrer espiritualmente. O problema desta ideia é que “morte espiritual” pressupõe pecaminosidade e para que Jesus morresse espiritualmente, teria que ter pecado, o que contradiz a própria Escritura: 

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” 

(Hb 4.15 ).

 

Valnice Milhomens, fazendo um comentário de Isaías 53.9  durante um programa de televisão, afirmou que a palavra “morte”, no texto original, está no plural – “mortes” – o que significaria que Jesus morreu duas vezes, física e espiritualmente, o que contraria o ensino cristalino das Escrituras.

 

Um dos versículos preferidos pelos propositores deste ensino é 2ª Coríntios 5:21:

 

"Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus".

 

Vejamos o que diz a nota da Bíblia de Estudo Pentecostal sobre o texto em tela:

 

"As Escrituras não declaram em nenhum lugar que Cristo foi "pecador". Ele sempre permanece como o imaculado Cordeiro de Deus. Cristo tomou, sim, nossos pecados sobre si, e Deus Pai o fez objeto do seu juízo ao tornar-se Ele uma oferenda na cruz pelos nossos pecados (Is 53.10). Jesus, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou possível a Deus perdoar os pecadores, sem violar sua própria justiça"

(Bíblia de Estudo Pentecostal, pág 1777).

 

Os conceitos levíticos de substituição e atribuição são a plataforma de 2 Coríntios 5:21. Jesus não se tornou literalmente pecado; o pecado foi-lhe atribuído simbolicamente. As Escrituras ensinam claramente que o sacrifício de Jesus foi uma oferta substitutiva apropriada porque era uma oferta SEM PECADO. 

 

Pedro baseia-se nos símbolos levíticos quando escreve que somos redimidos com o "precioso sangue, como de Cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo" 

(1 Pedro 1:19). 

 

O escritor aos Hebreus também faz o mesmo quando declara que "Cristo... a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus" (Hebreus 9:14). Aqui, novamente, como em 1 Pedro 1:19, "sem mácula" (anomos) refere-se a uma exigência levítica de um sacrifício externamente perfeito. 


Afirmar que além da morte física de Jesus, Jesus teria que morrer espiritualmente por que sem a morte espiritual nossos pecados não seriam removidos e que apenas a morte física não seria suficiente é contradizer as Escrituras. 

 

Observe Hebreus 10:19, 20: 

"Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne".

 

Efésios 2:13 afirma:

 "Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo".

 

Sobre tudo, no Calvário antes de Jesus entregar o seu espírito Ele deu um "grande brado” registrado em Marcos 15.37 ou com “grande voz” registrado em Mateus 27.50: e proferiu a frase: “ESTÁ CONSUMADO” registrado em João 19.30.

O termo grego TETELESTAI, como em aramaico (moshallam), significa "dívida paga" ou "liquidado".

 

O brado de Jesus declara que Cristo concluiu a obra da redenção completa na cruz, entregando ao Pai o seu espírito, indicando triunfo, e não um mero “está acabado” como um derrotado. Ele foi crucificado, mas vitorioso, cumpriu a sua missão com sucesso, Aleluia!  

 

 Oséias 4-6: Tetelestai: Está Consumado! As Últimas Palavras de Jesus

 

Ou seja, o termo usado por Jesus; "ESTÁ CONSUMADO", significa "ESTÁ COMPLETADO", "ESTÁ PAGO", significando que, tudo o que era necessário para a salvação do homem foi completado na cruz, deixando claro que o suposto sofrimento no inferno ou morte de espiritual de Jesus vão além de heresias, mas chegam a blasfêmia. 


Recorramos novamente a nota de estudo de Mateus 27:50 da Bíblia de Estudo Pentecostal:

Cristo profere suas últimas palavras, bradando alto: Está consumado (Jo 19.30). Este brado significa o fim dos seus sofrimentos e a consumação da obra da redenção. Foi paga a dívida do pecado humano, e o plano da salvação cumprido. Feito isto, Ele faz uma oração final: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23.46).

(Bíblia de Estudo Pentecostal, pág 1450).

 

 

NÃO EXISTE FUNDAMENTO BÍBLICO ALGUM PARA AFIRMAR QUE PARA QUE A OBRA DA EXPIAÇÃO FOSSE COMPLETA JESUS TIVESSE QUE MORRER ESPIRITUALMENTE E ATÉ SOFRER  NO INFERNO. 

 

Verdade que Jesus desceu ao inferno, mas desceu VITORIOSO, conforme já retratado nesse blog. Clicando no link abaixo você acompanha o artigo:

 👇👇👇

http://oraculosdivinos.blogspot.com/2019/01/jesus-desceu-ao-inferno-vitorioso.html 


A DESCIDA DE CRISTO AO HADES

Sobre a descida de Jesus ao hades é claro ao afirmar que Cristo morreu na carne, e não no espírito, e que foi vivificado antes de pregar aos espíritos em prisão, o que deixa um problema significativo para a interpretação de que Jesus ficou no hades sendo torturado ou pagando pelos nossos pecados:

 

“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no Espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão".  (1ª Pe 3.18,19)

 

Vejamos o comentário da Bíblia de Esboços e Sermões sobre a morte e descida de Jesus ao Hades.

 

Sua morte na cruz Deus satisfaz por completo e cobre os pecados e morte de homens para sempre.

 

 


ANTES DA RESSURREIÇÃO

 



A Primeira Carta de Pedro  - COMENTÁRIO ESPERANÇA, do autor Uwe Holmer, diz o seguinte:

"Jesus em verdade foi morto na carne, mas vivificado no espírito. Pela concatenação da frase, a ênfase cai sobre a segunda afirmação: vivificado no espírito. Depois que Jesus foi morto na carne – dano maior os inimigos não lhe puderam causar – foi vivificado no espírito. 

Isso não significa que o Espírito de Jesus tivesse morrido. Não existe na Escritura nenhuma referência a que Jesus também tivesse morrido “no espírito” (cf. Lc 23.46). 

O termo grego zoopoiein pode significar, além de “vivificar”, também “avivar”. 

Podemos entender isso no sentido de Rm 8.36 (“Somos mortificados o dia todo”) e de 1Ts 3.8 (“porque agora vivemos, se estais firmes no Senhor”). 

Das citações depreendemos que as palavras “matar”, “viver”, bem como “avivar”, podem ser entendidas no sentido da obtenção de forças adicionais de morte, respectivamente de vida. Cristo foi morto na carne, porém no espírito foi avivado para uma eficácia nova, maior (cf. Fp 2.9). 

Morto na carne pode dar um reforço a essa ideia. Sua encarnação significou rebaixamento, limitação de sua eficácia. Agora isso foi desfeito, e o espírito está completamente livre para uma atuação irrestrita, de abrangência mundial".




Em 1 Pedro 3:19-20 Jesus Cristo proclamou o seu triunfo, a vitória de Sua morte e ressurreição para os espíritos em prisão e à desobediência dos dias de Noé. 

O que isto significa? 

Isso significa que logo após a morte de Cristo, entre a cruz e a Sua ressurreição, Ele foi antes de os espíritos em prisão e proclamou que a promessa da salvação de Deus foi cumprida Nele, o Salvador do mundo. 

 

NADA, ABSOLUTAMENTE NADA INDICA ALGUM TIPO DE SOFRIMENTO NO INFERNO, NEM MUITO MENOS QUE TENHA OCORRIDO UMA MORTE ESPIRITUAL. 


Como Jesus poderia ter sofrido no inferno ou ter passado por uma morte espiritual ?

Como isso ocorreria se quando expirou Ele disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" Teria ele entregado um espírito morto ao seu Pai ?

Como, se momentos antes Ele prometeu ao ladrão arrependido que naquele mesmo dia estaria com ele no Paraíso ?

Como se em Eclesiastes o diz que após a morte o espírito retorna  à Deus ?

Como pode uma morte espiritual encaixar-se dentro deste contexto ?

 

 CONCLUSÃO

 

Cristo antes da ressurreição foi até os espíritos dos rebeldes na prisão do inferno e proclamou que a salvação de Deus tinha sido concluída. Ele mesmo era o Salvador e Messias do mundo, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, bem como a promessa da salvação de Deus. A fé de Noé (e a fé de todos os crentes) agora foi cumprido. Noé e os outros sete membros de sua família foram verdadeiramente salvos e todos aqueles que morreram crendo na promessa da vinda do Messias. 



Afirmar a morte espiritual de Cristo é, além de uma heresia, uma ideia blasfema. Tais ensinos não combinam com a ortodoxia e devem ser rejeitados pela comunidade cristã. 

 

O sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente e eficiente, pois Jesus, “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte [física], e morte de cruz” (Fp 2.6-8).

 

Por falar em cruz, foi lá mesmo que Jesus riscou “o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário”, removendo-o do meio de nós. Ainda na cruz, Jesus despojou “os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou” (Cl 2.14,15). 

E Finalmente, na cruz, o Redentor declarou decisivamente: “Está consumado” (Jo 19.30).

 

Colaborou com a elaboração desse artigo:

https://www.saberefe.com/teologia/doutrina-da-salvacao/jesus-morreu-espiritualmente/

Bíblia de Estudo Pentecostal

Bíblia de Esboços e Sermões - Nova Versão Internacional - Comentários sobre 1ª Pedro

Primeira Carta de Pedro  - COMENTÁRIO ESPERANÇA - Autor: Uwe Holmer

SUPER CRENTES - O Evangelho Segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade, por Paulo Romeiro - Editora Mundo Cristão, São Paulo.

 

 

"sabendo isto, que fui posto para a defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17



sábado, 5 de junho de 2021

SE TEM O DOM DE CURA POR QUE NÃO SAÍ CURANDO ?

 OS DONS CESSARAM ?

 

Nos últimos anos temos visto muita gente falando nisso e podemos  perceber que falta bom senso, honestidade e o principal, nos revela um conhecimento superficial das Escrituras da parte de quem formulou esse tipo de pensamento. 


Quando ímpios formulam esse tipo de questionamento até poderíamos supor uma certa inocência. Mas quando é formulado por quem se diz cristão?


A conclusão que se tem é que esses teólogos cessacionistas que formulam esse tipo de pergunta são no mínimo desonestos, sem dizer que o fazem por malícia numa tentativa vergonhosa de tentar desprestigiar o movimento pentecostal.


Contudo vemos na Bíblia vários exemplos de cura e também de não cura.

"Eliseu morreu sem ser curado, apesar de ter dom até para ressuscitar os mortos (2Rs 13.14). 


Paulo, por sua vez, não curou Timóteo e nem Trófimo, apesar de ter todos os dons, em pleno século das curas e milagres(1Tm 5.23; 2Tm 4.20). 


O próprio Paulo tinha um espinho na carne pelo qual orou ao Senhor e teve uma resposta negativa da parte de Deus. (2a Coríntios 12:7).


Então devolvemos a pergunta: "Por quê os cristãos têm a obrigação de sair curando todo mundo, sendo que existem vários exemplos de pessoas que não receberam a cura na Bíblia ?"


Os cessacionistas estão baseando seu posicionamento numa premissa falsa e desonesta, já que quem cura é Deus e não o homem.


É através dEle. É Ele  quem concede Seus dons aos homens, mas Deus cura quem Ele quer, na hora que quer e uma das condições é: A FÉ.


Geralmente após suas curas Cristo dizia: Vai. A tua FÉ te curou. Vai. A tua FÉ te salvou.


Mas a Bíblia diz que nem TODOS TÊM FÉ (2a Tessalonicensses 3:2


Não podemos ser desonestos com o relato bíblico e IMPOR uma cura que é atribuída sob a condição da FÉ! 


Existe uma passagem muito famosa no Evangelho de João no capítulo 5 que conta a  história de um homem que ficou paralítico durante 38 anos.


Quando ele teve um encontro com Jesus, o Mestre lhe perguntou: QUERES SER CURADO?


Jesus tinha um senso de humor fantástico.

Imagine perguntar isso para uma pessoa enferma a quase 40 anos?


A verdade é que o senso de humor de Jesus tem um nome: Se chama RESPEITO pela individualidade do ser humano. Ele não é invasivo, Ele não é mau-educado. 


Jesus não é um mero curandeiro que sai por aí curando as pessoas. Seu maior interesse é na alma das pessoas. É curar a alma das pessoas. Relacionamento. SE  Jesus fosse um mero curandeiro, Ele  poderia apenas estender as mãos e pela autoridade de seu nome - CURAR - e ir embora.


Mas Ele perguntou: Queres ser curado? O que evidencia interesse na pessoa, em sua vida e não apenas tirar aquela enfermidade. 


Mas um dos requisitos é a pessoa.  Ela tem que querer. Isso mostra que além da CURA Jesus quer se relacionar com o ser humano. Ele pergunta pro enfermo: Queres ficar são? Não poderia chegar e CURAR e ir embora?


Aí o homem enfermo em vez de responder de pronto: É claro Senhor.... EU QUERO. Mas, Não ! 


Aí ele começa a contar a história da sua vida, reclamar, jogar a culpa nos outros, se fazer de coitadinho, etc...


Depois de toda a lamúria, Jesus disse:


"Levanta-te, toma o teu leito, e anda". E ficou são e nem precisou ser lançado no Tanque.


Jesus poderia simplesmente chegar e CURAR E PRONTO.


Mas não. Ele não se impõe. Ele respeita a individualidade de cada ser humano.


Além disso existiam muitos enfermos ali, mas Jesus curou apenas um.


Muitas pessoas não receberam a cura ou bênçãos da parte de Deus nos tempos de Jesus, principalmente por causa da INCREDULIDADE! 


Além disso, OS DONS DE CURA, que a BÍBLIA menciona não são para exibicionismo ou para fazer espetáculos, ou show para o mundo ver.


Jesus nunca foi exibicionista. 


Muitas de suas curas, ele recomendava às pessoas a não sair falando o que aconteceu.


SE TEM O DOM DE CURAR, ENTÃO POR QUE NÃO SAI CURANDO TODO MUNDO?





Este questionamento cessacionista é tão ridículo que chega a ser constrangedor respondê-lo. Mas supondo que houvesse um mínimo amparo bíblico para esse questionamento e o que está pressuposto por detrás dele, então deveríamos aceitar que nenhum apóstolo tinha dons de curar, já que nenhum deles curou TODOS os enfermos de seu tempo; nem também TODOS tinham o dom de operar maravilhas, já que um após outro foi morrendo, sem ninguém ir lá ressuscitar (que apóstolo ressuscitou outro?). 


Aliás, digo mais: se a tese cessacionista fosse plausível, então nem mesmo Jesus tinha o poder genuíno do Espírito, pois, embora tendo ressuscitado seu amigo Lázaro, não ressuscitou seu primo João Batista! 


E olha que João Batista morreu antes de Lázaro e desempenhara função muito mais importante para o ministério de Cristo. Ademais, está dito que sobre Nazaré, cidade onde Jesus viveu, que ele "não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles" (Mc 13.58). Logo, o poder do Espírito não opera sempre e/ou incondicionalmente para realizar milagres.


O crente pentecostal tem uma visão elevada da soberania de Deus: Deus faz o que quer, quando quer, através de quem Ele quer, mediante as condições que Ele quiser e em favor de quem Ele quiser! 


E o fato de Deus não ter no passado ou no presente curado a alguns e ressuscitado a outros de modo algum deve significar que este ou aquele dom tenha sido extinto da Igreja. O Espírito reparte a cada um "como quer" (1Co 12.11).


Curar todos, sempre e incondicionalmente nunca foi uma atribuição dos receptores dos dons espirituais. Nunca! Isso não passa de uma falácia incrédula cessacionista, que busca um pretexto para rejeitar - ainda que contrariando a Palavra - a continuidade dos dons espirituais.


"de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado" (1 Coríntios 1.7)


 Adaptador por Tiago Rosas


Deus abençoe e que Cristo lhe esclareça!


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".

Filipenses 1:17

terça-feira, 1 de junho de 2021

AS LÍNGUAS ESTRANHAS NA VIDA DE PAULO

 PAULO ORAVA E FALAVA EM LÍNGUAS

1ª Coríntios 14

 

A avaliação mais clara feita pelo apóstolo quanto às línguas estranhas na sua própria experiência é relatada em 1ª Coríntios 14: 14-19.

Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente...

1ª Coríntios 14:14,15



Aqui ficamos sabendo que  a oração em línguas está num plano acima da parte racional da nossa personalidade. Da mesma maneira, quando Paulo disse: “também orarei com a mente....” estava fazendo uma referência à oração no vernáculo, no seu idioma normal.

 

Assim aprendemos que Paulo continuaria orando com o espírito, ou seja, em línguas, mas também continuava orando usando a sua mente e o seu entendimento.

 

PAULO FALAVA EM LÍNGUAS COM DIFERENTES FINALIDADES

 

Nestes versículos percebemos que além do que é mencionado em 14.6, as línguas estranhas podem incluir ações de graça, glorificação, louvor, adoração, oração, cânticos espirituais. Mesmo assim, ressalta-se de novo que se as línguas não forem interpretadas, aquele que é indouto, isto é, não versado em assuntos espirituais(v. 16) não pode participar ou acrescentar seu “amém” àquilo que ouve.

 

PAULO FALAVA EM LÍNGUAS, MAIS DO QUE OS CORÍNTIOS

 

Paulo de fato era um crente pentecostal. Declara ele: "Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos". (1ª Coríntios 14:18)


Por estas palavras ficamos sabendo que as línguas desempenhavam um papel importante nas suas devoções particulares e fala com reverência e gratidão por esta manifestação do Espírito Santo na sua própria experiência. Louva a Deus por isso.

 

Alguns tem interpretado esta expressão: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais idiomas do que vós todos”, referindo-se a idiomas aprendidos e não a um dom carismático. Tal tradução porém está gramaticalmente errada porque interpreta a palavra mais (mallon) como adjetivo que modifica o substantivo línguas. 

 

Mas aí não se trata de adjetivo, mas de advérbio comparativo que modifica o verbo falar. Paulo não disse que falava em mais línguas (mais como adjetivo), mas sim que falava em línguas mais - mais frequentemente(advérbio) - do que todos eles.

 

Paulo não abusava das línguas(v. 19). Ele não fazia mau uso deste dom., “Contudo prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida”. Paulo usava somente este DOM na igreja se houvesse interpretação.¹

 

Vejamos o que o conceituado de R.N. Champlim comenta sobre esse texto:

Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos. 

 18 ευχαριστώ τώ θεώ, πάντων υμών μ ά λ λο ν γ λώ σ σ α ις λαλώ'


"Existem interpretes equivocados que imaginam que Paulo se referia aqui a sua capacidade de falar vários idiomas, como o grego, o latim, o siríaco, o hebraico, além de mais um dos dois idiomas que Paulo conheceu. Porem, apesar de ser verdade que Paulo falava em vários idiomas, a alusão que ele aqui faz não é a de línguas estrangeiras, porquanto isso seria contrário a todo o contexto deste versículo. Paulo falava do dom de línguas, conferido pelo Espírito Santo, e não dos idiomas aprendido normalmente pelo contacto com estrangeiros.

 

Paulo era rico em experiências extáticas. (Ver Gal. 2:2;Atos 9:12; 16:9; 22:17; 27:23 e o décimo segundo capitulo da segunda epistola aos Coríntios). Seria uma insensatez se ele houvesse salientado quantos idiomas havia podido aprender, e através disso tivesse proibido o uso do dom de línguas, porquanto, a expressão variedade de línguas pertenceria a uma categoria inteiramente diversa, sendo uma loucura fazer qualquer comparação entre os idiomas estrangeiros e o dom de línguas".²

 

Referências 

___________________________

1. AS EPÍSTOLAS PAULINAS III - 1ª e 2ª Coríntios - A Disciplina na Igreja e o Ministério Evangélico - Livro autodidático do Curso Médio de Teologia da EETAD. Consultor Teológico, Pr. Antônio Gilberto da Silva, pág 95 e 96.

 

___________________________

2. O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO, vers. por vers. R.N. Champlin, pág 222. 

 

 

"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17