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domingo, 28 de fevereiro de 2021

LOCALIZAÇÃO DO JARDIM DO ÉDEN

 Onde está o Jardim do Éden atualmente ?











Artigo extraído da Página "Curiosidades e Fatos" do Instagram.




"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".
Filipenses 1:17

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A VONTADE DE DEUS !

 O QUE SIGNIFICA A VONTADE DE DEUS ?



Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

Efésios 5:17


DEFINIÇÃO DA VONTADE DE DEUS. 

De modo geral, a Bíblia refere-se a vontade de Deus em três sentidos diferentes.


1) A vontade de Deus e outra maneira de se identificar a Lei de Deus. Davi, por exemplo, forma um paralelo entre a frase “tua lei” e “tua vontade” no Sl. 40.8. Semelhantemente, o apóstolo Paulo considera que, conhecer a Deus é sinônimo de conhecer a sua vontade, na sua carta aos Romanos 2.17,18. Noutras palavras: como em sua Lei o Senhor nos instrui no caminho que Ele traçou, ela pode ser apropriadamente chamada “a vontade de Deus”. “Lei” significa essencialmente “instrução”, e inclui a totalidade da Palavra de Deus. 


2) Também se emprega a expressão “a vontade de Deus” para designar qualquer coisa que Ele explicitamente quer. Pode ser corretamente designada de “a perfeita vontade” de Deus. E a vontade revelada de Deus que deseja que todos sejam salvos (1Tm 2.4; 2Pe 3.9) e que nenhum crente caia da graça (ver Jo 6.39). Isso não quer dizer que todos serão salvos, mas que Deus deseja a salvação de todos os homens


3) Finalmente, “a vontade de Deus” pode referir-se aquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente que ocorra. Tal coisa pode ser corretamente chamada “a vontade permissiva de Deus”. De fato, muita coisa que acontece no mundo e contraria a perfeita vontade de Deus (e.g., o pecado, a concupiscência, a violência, o ódio, e a dureza de coração), mas Ele permite que o mal continue por enquanto. 


A chamada de Jonas para ir a Nínive fazia parte da perfeita vontade de Deus, mas sua viagem na direção oposta estava dentro de sua vontade permissiva (ver Jn. 1). Além disso, a decisão de muitas pessoas permanecerem sem salvação e permitida por Deus. Ele não impõe a fé aos que recusam a salvação mediante o seu Filho. Semelhantemente, muitas aflições e males que nos acometem são permitidos por Deus (1ªPe 3.17; 4.19), mas não é o seu desejo seu que soframos (ver 1ªJo 5.19)



FAZENDO A VONTADE DE DEUS

O ensino bíblico a respeito da vontade de Deus não expressa apenas uma doutrina. Afeta a nossa vida diária como crentes.


1) Primeiro, devemos descobrir qual é a vontade de Deus, conforme revelada nas Escrituras. Como os dias em que vivemos são maus, temos de entender qual a perfeita e agradável vontade de Deus (Ef 5.17).


2) Uma vez que já sabemos como Ele deseja que vivamos como crentes, precisamos dedicar-nos ao cumprimento da sua vontade. O salmista, por exemplo, pede a Deus que lhe ensine a “fazer a tua vontade” (Sl 143.10)

Ao pedir, igualmente, que o Espírito o guie “por terra plana”*, indica que, em essência, esta rogando a Deus a capacidade de viver uma vida de retidão. Semelhantemente, Paulo espera que os cristãos tessalonicenses sigam a vontade divina, evitando a imoralidade sexual, e vivendo de maneira santa e honrosa (1Ts 4.3,4). Noutro lugar, Paulo ora para que os cristãos recebam a plenitude do conhecimento da vontade divina, a fim de viverem “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10).


* Terra plana: Isso não significa que o Planeta Terra seja plano, mas o sentido aqui é figurado e o Salmista ora a Deus no sentido que seu caminho seja simples; fácil, acessível, sem dificuldades.



3) Os crentes são exortados a orarem para que a vontade de Deus seja feita (cf. Mt 6.10; 26.42; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15). Devemos desejar, com sinceridade, a perfeita vontade de Deus, e ter o propósito de cumprí-la em nossa vida e na vida de nossa família (ver Mt 6.10). Se essa for a nossa oração e compromisso, teremos total confiança de que o nosso presente e futuro estarão sob os cuidados do Pai (cf. At 18.21; 1Co 4.19; 16.7). 


Se, porém, há pecado deliberado em nossa vida, e rebelião contra a sua Palavra, Deus não atendera as nossas orações. Não poderemos esperar que a vontade divina seja feita na terra como no céu, a não ser que nos mesmos procuremos cumprir a sua vontade em nossa própria vida.


4) Finalmente, não podemos usar a vontade de Deus como desculpa pela passividade, ou irresponsabilidade, no tocante a sua chamada para lutarmos contra o pecado e a mornidão espiritual. E Satanás, e não Deus, o culpado por essa era maligna, com a sua crueldade, maldade e injustiça (ver 1Jo 5.19). E também Satanás quem causa grande parte da dor e sofrimento no mundo (cf. Jo 1.6-12; 2.1-6; Lc 13.16; 2Co 12.7). Assim como Jesus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8), assim também e da vontade explícita de Deus que batalhemos contra as hostes espirituais da maldade por meio do Espírito Santo (Ef 6.10-20; 1Ts 5.8)


CONCLUSÃO

Se não existe vontade permissiva de Deus, todo o mau e pecado é decretado por Ele, o que seria um absurdo, obtuso e um contrassenso, pois Deus não pode ser o autor do pecado. Isto colide diretamente com as Escrituras (Sl. 92.15; Tg. 1.13; 1 Jo. 1.5), a lei de Deus e Sua santidade, que se opõem totalmente a todo pecado e ao mau. 


Por fim a Bíblia diz que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12:2) e que essa é a vontade de Deus: A nossa santificação (1ª Tel. 4:3).


Artigo Extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal, pág 1056.



"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

CONTRADIÇÃO NA BÍBLIA ?

 QUEM FOI O PAI DE ZACARIAS ?


Em Mateus 23:35 Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias. Mas em 2ª Crônicas 24:20-22 diz explicitamente que Zacarias era filho de Jeoiada. Afinal, quem era realmente o pai de Zacarias?

A desonestidade intelectual dos céticos é grande, por isso vamos explicar ponto a ponto sobre este versículo tanto utilizado por pessoas que tentam desmerecer a Bíblia Sagrada.

1) Poderíamos resumir em apenas isto: Simplesmente se trata de homens diferentes com o mesmo nome. Zacarias era um nome comum durante o tempo em que a Bíblia estava sendo escrita.

Porém vamos explicar melhor. O relato de Jesus não está se referindo ao profeta Zacarias filho de Joiada (II Cr 24:20) que foi morto no ''patio'' do templo, de acordo com II Cr 24:21:

“Mas alguns conspiraram contra ele e, por ordem do rei, apedrejaram-no até a morte no pátio do templo do Senhor”.

MAS SIM ao profeta Zacarias filho de Baraquias de Zc 1:1: "...profeta Zacarias, filho de Berequias...”

2) Esse também morreu no altar entre o santuário e o altar dentro do templo. Jesus pode ter se baseado em alguma tradição rabínica, pois o livro de Zacarias não diz como o filho de Baraquias morreu.

Ambos morreram no pátio do tempo, todavia Jesus citou em Mateus 23:35 que o filho de Baraquias morreu especificamente entre o “altar e o santuário”. Deve-se lembrar que o livro de Crônicas não cita este detalhe, simplesmente diz que o filho de Joiada morreu no pátio e não entre o “altar e o santuário”.

Também deve-se levar em consideração que no texto de Mateus não diz que o filho de Baraquias morreu apedrejado, e sim que foi assassinado. A maneira como ele foi assassinado não é descrita por Jesus. Portanto fica evidente que Jesus não se baseou no livro de Crônicas para afirmar o que disse... MAS SIM que; das duas UMA, ou Jesus se baseou em alguma fonte rabínica ou em algum outro documento histórico o qual não conhecemos.

3) Desta forma podemos concluir que ambos textos não estão falando das mesmas pessoas.

A Bíblia cita Zacarias filho de Baraquias em Zc 1:1; e no livro de Crônicas cita que o filho de Joiada morreu no pátio, mas não diz que morreu entre o altar e o santuário. Porém Jesus em Mateus diz que o filho de Baraquias morreu no pátio entre o altar e o santuário.

Lembrando que Zacarias citado no livro de II Cronicas, esta sob o reinado de Joás, que são cinco gerações antes de Israel ser tomada pelo império Babilônio no qual Dario I, o rei em que se passa a profecia de Zacarias, filho de Baraquias, Zc. 1:1.

Portando SÃO PESSOAS DISTINTAS. A historia cronológica dos reis de Israel, termina 586 a.c quando Dario I, toma Israel.¹
~Breno


CONCLUSÃO

O Zacarias mencionado tem de ser o filho de Baraquias, um dos profetas menores (Zc 1:1). Ele é o mais provável, porque o outro Zacarias (filho de Joiada) morreu por volta de 800 a.C. Se Cristo tivesse se referido a esse Zacarias, então o tempo decorrido desde Abel até ele não cobriria todo o período do AT, que se estendeu até 400 a.C. De Abel até Zacarias, filho de Baraquias, seria uma abrangência bem maior do período do AT do que de Abel até Zacarias, filho de Joiada. Já que muitos Zacarias são mencionados no AT, não seria muito difícil imaginar que dois deles tivessem sido mortos em circunstâncias semelhantes.²


Referências:

1. Página "Explique-me Ateu" do Facebook.

Disponível em: https://www.facebook.com/ExpliqueMeAteu/posts/857295551079527/

2. MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia – Norman Geisler – Thomas Howe


...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

Filipenses 1:17


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Rev. Augustus Nicodemus Lopes e a obra de Cristo

 Bíblia x teólogo


O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, escritor, teólogo calvinista, professor e conferencista, publicou muitas obras que ficaram conhecidas no meio evangélico.

Mas uma dessas obras, me chamou a atenção, sendo publicada pela Editora Cultura Cristã, onde diz textualmente que Cristo não é o Salvador do mundo. 

A obra publicada alcunhada de "Interpretando o Novo Testamento Primeira Carta de João", de sua autoria traz comentários sobre a alulida epístola, tendo a sua primeira edição publicada em 2005 e o "Blog Oráculos Divinos" , trará o que o Reverendo afirmou em sua obra e fará a comparação com as Escrituras, trazendo assim a devida refutação, provando que Jesus é o Salvador da humanidade. 

Seguem os gráficos








Para não dizer que existe maldade por parte deste blog, ou que a frase foi tirada do seu contexto, vou reproduzir na íntegra o que o Reverendo disse na referida obra, destacando a heresia: 


"E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo (4.14). Sabemos também que Deus permanece em nós e nós nele porque cremos em Jesus Cristo, seu Filho. João aqui dá testemunho da missão do Filho de Deus. “Nós” se refere aos apóstolos, entre os quais, naturalmente, João se inclui. Eles viram o Filho de Deus encarnado (1.1-3; Jo 1.14). Viram seus milagres, suas obras, escutaram suas palavras, perceberam seu amor e seu poder. Foram testemunhas da sua morte, viram-no ressuscitado e com seus olhos contemplaram quando ele subiu aos céus. 

O testemunho deles continua falando até hoje. O que eles testemunham, por meio dos seus escritos - os quais compõem, hoje, as Escrituras do Novo Testamento é que a missão do Filho de Deus neste mundo foi de salvá-lo. Ele veio como “Salvador do mundo”, enviado pelo Pai. 

Notemos, em primeiro lugar, que o fato do Pai enviar o Filho não quer dizer que é maior do que o Filho. As Pessoas da Trindade são iguais em glória, majestade e poder. Porém, decidiram que tomariam papéis diferentes quanto à salvação do mundo. O Pai envia, o Filho executa, o Espírito aplica, e isso sem que seja prejudicada a igualdade das Três Pessoas. 

Em segundo lugar, notemos ainda que Jesus Cristo é o Salvador do mundo no sentido em que salva pessoas deste mundo, e não o mundo todo. O mundo aqui significa tanto judeus quanto gentios, os quais compõem a sociedade pecaminosa, as pessoas em rebelião contra Deus e debaixo do poder do Maligno. Somente Jesus Cristo pode salvar pessoas assim. Ele é o único, não há outro. Mediante sua obra redentora, pecadores são salvos. E nesse sentido que ele é o Salvador do mundo. 

Em João 3.16 vemos claramente que Cristo veio ao mundo salvar os que nele creem. Os demais perecerão (os seguintes textos de João devem ser interpretados da mesma forma, Jo 1.29; 3.17;4.42; 12.47). E evidente, por outros textos da carta, que João não está ensinando que o Filho de Deus vai salvar toda e cada pessoa do mundo: ele menciona os filhos do diabo (3.8,10), os que pecam para a morte, cuja perdição é inevitável (5.16) e os falsos profetas que saíram do meio da igreja (4.19). “Cristo não é, de fato, o Salvador de todos os indivíduos da raça humana, e portanto não foi enviado com esse objetivo. Pois, se tivesse sido, sua missão não teria sido plenamente cumprida". 

João se refere ao fato que Cristo foi enviado, não para ser o Salvador dos judeus somente, mas também dos gentios, que é o sentido principal da palavra ‘mundo’ aqui. Veio para salvar os eleitos de Deus, chamados de seu povo, suas ovelhas, seus amigos, sua igreja e filhos de Deus” (J. Gill).


Fonte:
Interpretando o Novo Testamento - Primeira Carta de João, de Augustus Nicodemus Lopes - 2005 - Editora Cultura Cristã, pág. 129.


Mas a Bíblia diz:



Cabe salientar que o Reverendo Hernandes Dias Lopes no esteio do que disse o Reverendo Nicodemus, também corrobora que Cristo não morreu por toda a humanidade em sua obra intitulada -  Comentários Expositivo de 1° Timóteo,  no cap. 2 verso 4; quando afirma que TODOS não são TODOS.

Típica hermenêutica desonesta de teólogos calvinistas, para atender as necessidades da sua seita. Tal tentativa é uma forma de dar suporte para um dos pontos da TULIP, a expiação limitada(Limited Atonement).

Convém trazer para esse estudo o descrito na Obra Teologia Arminiana - Mitos e Realidades 

Os Arminianos acreditam que a descrição calvinista do escopo da expiação é
falha, ela não pode deixar de evitar limitar o amor de Deus, que contradiz passagens
bíblicas tais como João 3.16, que os calvinistas interpretam como se referindo
não ao mundo todo (ou seja, todas as pessoas), mas a pessoas de todas as tribos e
nações. 

Os Calvinistas argumentam que a ênfase Arminiana na Universalidade da expiação
resulte inexoravelmente em Universalismo; se Cristo, na verdade, padeceu os pecados
de todas as pessoas, por que é que alguém iria para o inferno? Todos não seriam
salvos pela morte expiatória de Cristo? O inferno não seria uma punição redundante?[argumentam eles]

Os Arminianos respondem que é exatamente isto que torna o inferno tão trágico - ele
é absolutamente desnecessário. As pessoas vão para lá não porque suas punições
não foram sofridas por Cristo, mas porque rejeitam a anistia fornecida por Cristo por
intermédio da morte substitutiva de Cristo¹.

___________________________
1. 
TEOLOGIA ARMINIANA - MITOS E REALIDADES, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág. 84



Ainda o mesmo autor em outra obra corrobora a expiação Universal.

Os Arminianos consideram estas e outras passagens bíblicas semelhantes a estas como clara e inequivocamente apontando para o desejo universal de Deus para a salvação de todas as pessoas. 
O versículo de 1ª Timóteo 2.4, na língua grega, não pode ser interpretado de qualquer outra forma além de se referir a todas as pessoas, sem limite. Alguns calvinistas interpretam 2 Pedro 2.4 como se referindo apenas aos eleitos, mas à luz de 1 Timóteo 2.4, tal interpretação dificilmente funciona.²


______________________________
2. CONTRA O CALVINISMO, Roger Olson, Ed. Reflexão, pág. 105


Conclusão


Ou seja, o Calvinismo é uma distorção do Evangelho ortodoxo deixado por Cristo e pelos Apóstolos, pois restou demonstrado que a Expiação é Universal e diferentemente do que afirma o Reverendo Nicodemus: “Cristo SIM é, de fato, o Salvador de todos os indivíduos da raça humana, e SENDO PORTANTO enviado com esse objetivo". 





A orientação desse blog é rechaçar tal teologia, encerrando com as palavras do Apóstolo Paulo.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. (Gálatas 1:8)



...sabendo que fui posto para defesa do evangelho.

Filipenses 1:17

domingo, 30 de agosto de 2020

ONDE ESTÃO OS MORTOS ?

 O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS



Antes da ressurreição de Cristo


Para compreender os ensinos bíblicos sobre o lugar para onde vão os mortos é necessário observar o texto original em hebraico do AT, e o original grego do NT. A palavra SHEOL, no AT, eqüivale em sentido a HADES, no NT.  Diferem na forma porque a primeira é hebraica e a segunda é grega. Ambas designam o lugar para onde, nos tempos do AT, iam todos após a morte: justos e injustos, havendo, no entanto, nessa região dos mortos, uma divisão para os justos e outra para os injustos, separados por um abismo intransponível. Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era chamado “Seio de Abraão” e “Paraíso”.  Já o lugar dos ímpios era (e é) medonho, cheio de dores, sofrimentos, estando todos lá, plenamente conscientes.

 

No NT há três palavras diferentes, no grego, que são traduzidas pela palavra INFERNO em português. O Inferno, segundo Lucas 16.22,23, por exemplo, é tradução da palavra grega HADES. Por outro lado, o Inferno, segundo Mateus 23.33 é tradução do grego GEENA, enquanto que o Inferno conforme 2ª Pedro 2.4, é tradução de TÁRTARO. Em cada versículo, o significado varia no original quanto ao lugar ocupado pelos espíritos dos mortos.


Depois da ressurreição de Jesus

Antes de morrer por nós, Jesus prometeu que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias de Jesus, não mais descerão ao Hades, isto é, à divisão reservada ali para os justos. O texto em apreço indica futuridade em relação à ocasião em que foi proferido por Jesus. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois Ele disse ao ladrão arrependido: ... hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). 


Sobre o assunto, diz o apóstolo Paulo: “... Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?” 

(Efésios 4.8,9)



Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o Céu os crentes do AT que estavam no “Seio de Abaão”. Jesus ressuscitou muitos desses crentes por ocasião da Sua morte, certamente para que se cumprisse o tipo prefigurado na Festa das Primícias (Lv 23.9-11), que profeticamente falava da ressurreição de Cristo (ICo 15.20,23). Nessa festa profética havia pluralidade (o texto bíblico fala de “molho” ou “feixe”). Logo, no seu cumprimento deveria haver também pluralidade. E houve, conforme vemos em Mateus 27.52,53. A obra redentora de Jesus no Calvário alcançou não só os vivos, mas também os mortos que dormiam no Senhor.


O apóstolo Paulo foi ao Paraíso, o qual está no terceiro Céu (2Co 12.1-4). Portanto, o Paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não embaixo, como dantes. A mesma coisa vê-se em Apocalipse 6.9,10, onde as almas dos mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu, “debaixo do altar”, aguardando o fim desse período para ressuscitarem (Ap 20.4) e ingressarem no reino milenar de Cristo.

 

Os crentes que agora dormem no Senhor estão no Céu, pois o Paraíso está lá agora, como um dos resultados da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (2Co 5.8). No momento do arrebatamento da Igreja, seus espíritos virão com Jesus, unir-se-ão a seus corpos ressurretos e subirão com Cristo,já glorificados.


A Bíblia não mais se refere ao Paraíso como estando “embaixo”, depois que Cristo subiu para o Céu. Desse ponto em diante, todas as referências no NT falam da localização do Paraíso como estando “em cima” ou “no alto”.

 

Na manhã da ressurreição, antes de Cristo permitir que Maria Madalena ou os discípulos O tocassem, Ele desceu ao SHEOL onde libertou os mortos justos que estavam no Paraíso (seio de Abraão) e transferiu-os para um ponto situado nos lugares celestiais. Foi nessa ocasião que Ele “levou cativo o cativeiro” ou a multidão de almas cativas dos mortos justos esperando no SHEOL/HADES pela consumação da obra de Cristo.

 

Conforme vimos, quando morre, o crente não vai mais para o HADES e, sim, vai estar com Cristo. Paulo disse que deseja “partir e estar com Cristo”. Em 2ª Coríntios 5.6-8, o apóstolo é enfático ao expressar sua confiança de que estar “ausente do corpo” na morte é estar “presente com o Senhor”.

 

Portanto, os mortos justos estão “presentes conscientes com Cristo agora", ou seja, estão onde Cristo está. Onde Cristo está? Sabemos que o Senhor não está no HADES porque a Bíblia diz a respeito de Cristo que Sua alma não foi deixada no HADES. Onde Ele está então? Dezenas de referências bíblicas nos declaram que Ele ascendeu ao Céu e está à direita de Deus (Rm 8.34, Hb 1.3). E todos os que morrem salvos estão com Ele no Céu.

 

A presente situação dos ímpios mortos


10 razões pelas quais o inferno não existe
Cena do Filme: Constantine

 

Para os ímpios mortos não houve qualquer alteração quanto ao seu estado. Continuam descendo ao Hades, o “império da morte”, onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o Juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e lançados no Inferno eterno (Ap 20.13-15).


Assim, qualquer fantasma ou “alma do outro mundo” que se afirmam aparecer por aqui é coisa diabólica, porque do HADES não sai ninguém. E uma prisão, cuja chave está com Jesus (Ap 1.18). Alma do outro mundo não vem à Terra, pois os salvos estão com Jesus e os perdidos estão presos. Satanás, sim, por enquanto está solto e sabe imitar e enganar com muita habilidade.

 

Em Ezequiel 32.17-32, no chamado “rol das nações ímpias no Hades”, vemos os ímpios mortos das nações ali referidas postos no HADES. Esta passagem é sumamente importante em face dos fatos que estamos abordando. Portanto, é necessário que você a leia na íntegra.

 

O estudo comparativo de passagens bíblicas como 1 Pedro 3.18-20 e Atos 2.27,31 mostra que a vitória de Cristo foi anunciada até no HADES, o Reino dos mortos. Todo o universo tomou conhecimento da vitória transcendental de Jesus na Sua morte e ressurreição.

 

A sorte do incrédulo é selada durante sua vida terrena. Ele sabe qual é o seu destino eterno e apenas aguarda o julgamento e a justiça de Deus para ser “lançado fora” e sua sentença começar a vigorar.


CONCLUSÃO

ORAÇÕES PELOS FALECIDOS | Raios Luminosos



Os justos estão com Deus

Em Filipenses 1.23, Paulo falou de partir e estar com Cristo. Referia-se ao dilema que tinha quanto ao morrer ou continuar vivo. Reconhecia que, continuar nesta vida significava muito sofrimento, mas o terminar desta vida significava uma partida imediata para a presença de Cristo.

 

Os justos estão no paraíso

Conforme Apocalipse 2.7, àquele que vencer, Cristo concederá o privilégio de comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”. Ainda que não seja usado o termo “paraíso” em Apocalipse 22.1,2, é provável que a ideia seja a mesma. Nessa passagem, a “árvore da vida” aparece ao lado do rio da água da vida, e o quadro total é de um paraíso ou jardim de bem-aventurança.

 

Os justos estão vivos e conscientes

Os justos desincorporados estão vivos e conscientes. Ainda que o NT ensine que há um estado desincorporados durante o intervalo entre a morte e a ressurreição, em parte alguma deixa transparecer a ideia de que esse estado seja de animação suspensa ou de inconsciência.

 

Várias passagens bíblicas nos ajudam a compreender isso. Mateus 22.32 registra que Jesus declarou aos saduceus que Deus é Deus dos vivos. Sua declaração foi feita em referência às palavras dirigidas a Moisés na ocasião da sarça ardente: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.”.

 

Jesus interpretou essa declaração como significando que Deus estava dizendo: Abraão, Isaque e Jacó morreram há muito tempo, porém eles continuam vivos. Deus não falou; Eu fui o Deus de Abraão... EU SOU... ou seja, EU CONTINUO SENDO O DEUS DE ABRAÃO...

 

Os justos estão em descanso

Esta declaração se baseia nas palavras de Apocalipse 14-13: “... Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.

 

A ideia principal do termo “descanso” é de refrigério depois do labor. Os que morrem no Senhor são descritos estando em um estado de bem-aventurança, porque entram numa experiência de regozijo, aliviados das lutas desta vida.

Mais do que isto, suas obras não param quando eles morrem, mas continuam produzindo efeitos até o dia em que serão abertos os livros (Ap 20.12).

 

O estado dos ímpios falecidos

 

As passagens do NT que tratam dos injustos no estado desincorporado são menos numerosas do que as que se referem aos justos. Porém, as poucas passagens que se relacionam com este tópico conduzem a várias conclusões:

 

Lucas 16.23 relata que:

a) Os ímpios falecidos estão num lugar fixo.

b) Os ímpios falecidos continuam vivos e conscientes.

c) Os ímpios falecidos estão separados de Deus.

 

2 Pedro 2.9 afirma que:

Os ímpios falecidos estão reservados para o castigo eterno. Portanto, o ensino de que os mortos (justos ou ímpios) se encontram na sepultura, em sono profundo e em estado de inconsciência, como ensinam o Adventismo do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová, por exemplo, não encontra apoio nas Escrituras.

 

Quando a Bíblia usa a expressão que as pessoas que morreram estão dormindo, é uma figura de linguagem chamada EUFEMISMO e se refere ao estado do corpo e não da alma.



Estudo extraído do livro 
ESCATOLOGIA BÍBLICA - 
DEUS REVELA O FUTURO de autoria de ANTONIO GILBERTO DA SILVA, adaptado para o Curso de Teologia da EETAD - Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus, págs 3 à 10.




"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".

Filipenses 1:17