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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

O QUE NÃO DIZEM SOBRE A MAÇONARIA ?

 Seria a Maçonaria uma religião ?

Capa da Revista "Defesa da Fé" do Instituto Cristão de Pesquisas - Ano 7 - nº 49
Outubro de 2002

NOTA

O presente artigo não tem por objetivo atacar, nem ofender a crença maçônica e nem seus seguidores, tendo por objetivo uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma pessoa poder conciliar ou não o Cristianismo com a Maçonaria. E também para saber se, ao abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.


Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).

 

INTRODUÇÃO

Quando você conversa com um maçom, eles nos abordam sempre de forma muito educada (inclusive tenho amigos maçons, os quais respeito muito), e por todos os meios, eles tentam nos convencer que a Maçonaria não é uma religião, mas que é apenas uma entidade fraterna e filantrópica, tendo por objetivo melhorar o mundo e que cristãos evangélicos podem fazer parte desta fraternidade, como muitos já o fazem.


Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, temos a seguinte definição de religão: "culto prestado a uma divindade...".  Ou basta uma simples pesquisa em qualquer dicionário para ver a definição de religião.


Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros: "O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo"¹. Com isso fica provado que o que acontece dentro da loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.).


Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: "As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, 'construir para Deus' significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus".² 


Vejamos ainda o que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: "A Maçonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?... É exatamente isso que a Loja faz".³


Como a Maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.


Diante desse pouco que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações? As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?


Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da Maçonaria não estão com as mentes fechadas, ou não estão subestimando nossa inteligência ? Ou será que escondem que a Maçonaria é uma religião para que possam infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que frequenta duas religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.


E infelizmente, como já dito anteriormente, sabemos que existem cristãos maçons, o que ante à luz das Escrituras é incompatível. Seria como água e óleo que não se misturam. Basta fazer o comparativo entre o Cristianismo e a Maçonaria para entender que são incompatíveis. 


 MAIS SOBRE A MAÇONARIA



Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e "portador da luz" e que a Maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana:


"A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é imponente... Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal".


No hebraico, o termo Adonai significa literalmente "Senhor" ou "Mestre". É sinônimo de Yahweh (transcrito como "Senhor" na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido "Deus", ou seja, o nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia os homens! 

Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: 

"Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí" (Jr 31.3). 

E ainda: 

"Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados" (1Jo 4.10).


A Maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o Cristianismo, porque é impossível conciliar Cristianismo e Satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.), que na Maçonaria pode ser o próprio diabo?


O CRISTIANISMO E A 

MAÇONARIA


No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para Cristianismo:


"A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá".


Como podemos ver nessa declaração, a Maçonaria não adota o Cristianismo e, consequentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus verdadeiro. E a pergunta que fica: Como um cristão nascido de novo pode fazer parte de uma fraternidade que nega o Cristianismo e sua própria essência ?


E a Bíblia Sagrada na Maçonaria ?




Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: "A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela". 


Para a Maçonaria, a Bíblia é "uma das três grandes luzes emblemáticas", sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso). Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos. 


Além disso, segundo a doutrina Maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a Bíblia é um "livro sagrado" para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.


Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: 


"Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo... Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum... Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria...".


Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: 


"Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria Maçonaria".


Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília das lojas, a opinião dos cristãos é diametralmente  oposta, pois, de acordo com o apóstolo Paulo, "... Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; 

Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra".

2ª Timóteo 3:16,17


Ou seja, a Bíblia é a revelação de Deus aos homens!

 


CONCLUSÃO


Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes e pastores em suas Igrejas e se apoiam sob a égide de que ajudam os pobres. Publicamente louvam a Deus nas igrejas que fazem parte, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do Pentagrama* e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.


É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos que se intitulem como cristãos ainda insistam em ser maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus. 


Ao invés de buscarem a união na Igreja, insistem em ser causa de divisão e discórdia (Ef 4.3). Muitos demonstram e chegam a declarar abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na loja. Essas verdades trazidas nesse artigo são a prova inconteste que estamos no fim dos tempos e como predito pelo apóstolo Paulo, muitos apostatariam da fé, dando ouvidos a doutrina de demônios. Suas mentes estão cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).


A verdade é que os maçons têm a Maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como uma religião, frequentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram nessa entidade "paz" e "comunhão" que não encontraram na Igreja! Mas será que o mundo pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá e que está exarada em sua Palavra ?


"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize".

(João 14:27)

Diante do exposto, fica evidente que a Maçonaria apesar da negativa de seus membros, é uma religião, não aceita o Cristianismo como revelação de Deus para a humanidade, não aceita a Bíblia Sagrada como Palavra de Deus, demonstrando assim incompatibilidade entre um e outro.

Como dito no início deste artigo, o objetivo não é ofender ninguém, mas expor os fatos á luz das Escrituras e do bom senso.


Referências bibliográficas

1.Camino, Rizzardo da. "Breviário maçônico". 2a.Ed. São Paulo: Editora Madras, 1997, p.194.

2. Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A.), Macoy Publishing, 1971, p. 29. 

3. Coil, Henry Wilson. Coil's Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 512.

4.A.C. de LaRive. La femme et l' enfant dans la Franc, Maçonneirie Universele, Paris, 1889, p.588.

5.Camino, Rizzardo da. "Dicionário Filosófico de Maçonaria". Ed. Madras, p. 47.

6. Coil, Henry Wilson. Coil's Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 520. 

7. Oliver Day Street. Simbolism of the tree degrees, Masonic Service Association, Washington, 1924, p.44-45.

8.Ankerberg, John; Weldon, John. "Os ensinos secretos da maçonaria" (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 133.

É um símbolo associado ao satanismo, bastante utilizado pelos satanistas medievais como uma forma de representar o oposto dos dogmas do Cristianismo. Ao contrário do modelo convencional, o pentagrama invertido apresenta uma das pontas para baixo e duas pontas para cima, uma clássica representação a Baphomet, uma divindade pagã que é associada ao ocultismo e satanismo.



Artigo extraído da Revista "Defesa da Fé" - do Instituto Cristão de Pesquisas - Ano 7 - nº 49 - Outubro de 2002. Todos os direitos reservados. 




"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".
Filipenses 1:17 


 

 

 


CARLOS VAILATTI EXPLICA O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E FOGO

 O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E FOGO


Todos os direitos autorais reservados ao autor do vídeo Pr. Carlos Augusto Vailatti.


O propósito da postagem é didática não tendo por objetivo plagiar, nem qualquer fim lucrativo.


O vídeo original pode ser encontrado nas plataformas originais do referido Pastor.


Deus abençoe!



"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho".


Filipenses 1:17

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O BATISMO COM FOGO

 CONTRARIANDO O QUE DIZEM OS "EISEGETAS"

 O texto que os cessacionistas adoram usar:

E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.
Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.

Mateus 3:11,12

Por causa destes versos os "eisegetas" cessacionistas adoram ensinar que o fogo mencionado nesses textos trata-se de FOGO DE JUÍZO. No entanto, o contexto imediato e remoto não permitem essa interpretação.

Jesus batiza a pessoa no fogo. O fogo tem várias funções que graficamente simbolizam a obra de Cristo. Ela ilumina, aquece, derrete, queima e destrói completamente. A diferença entre o batismo com água e fogo é a diferença entre um trabalho que ocorre por fora e outro que ocorre no interior. [Existe um paralelismo dos batismos].


A água só limpa o exterior; já o fogo purifica por dentro, o interior,  isto é, o coração. Jesus Cristo separa uma pessoa de sua antiga vida e purifica-o dentro pelo fogo do Seu Espírito. 


Note-se que na mente de João, o "batismo de fogo" significava que o Messias estava para destruir os inimigos de Israel. Era "o fogo messiânico do juízo" que havia de vir do trono de Davi. 


Contudo, na profecia de João Batista relativa ao Messias e seu batismo superior também existe um paralelismo antitético: João Batista batizou nas águas; e seu Superior batizará com o Espírito Santo (pneuma hagion, que também pode ser traduzido por “vento santo”) e com fogo.




O foco da mensagem de João Batista para os impenitentes é o batismo de julgamento, e para os arrependidos, o batismo de arrependimento. Só Jesus tem o poder de dar o Espírito (vento) e o fogo do batismo — um cumprimento profético mais pleno da capacitação para a missão e testemunho da igreja primitiva: 

“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo". [...] (Atos 1:5)

"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas”[...} (At 1.5,8). 




Lucas apresenta o aspecto da capacitação do batismo com o Espírito, quando narra o próprio batismo e capacitação de Jesus pelo Espírito Santo (Lc 3-21.22).


Existem bons motivos, contudo, para falar de “fogo”, junto com o Espírito Santo, como agente purificador nesse contexto e não como fogo de juízo. As pessoas a quem João se dirige estão sendo batizadas por ele; elas, provavelmente, arrependeram-se. 


Mais importante, a preposição en (“com”) não é repetida antes de fogo: uma preposição governa o “Espírito Santo” e o “fogo”, e isso normalmente sugere um conceito unificado, Espírito-fogo, ou algo semelhante (cf. M. J. Harris, DNTT, 3:1178; Dunn Baptism [Batismo], p. 10-13). 


No Antigo Testamento, fogo, com frequência, tem uma conotação purificadora e não destrutiva (e.g., Is. 1.25; Zc. 13.9; Ml. 3.2,3). O batismo de água de João relacionasse com arrependimento; mas aquele de quem ele prepara o caminho administrará o batismo de Espírito-fogo que purifica e refina a pessoa. 

Em uma época na qual muitos judeus sentiam que o Espírito Santo fora removido até a era messiânica, esse anúncio só podia ser saudado com animada antecipação.


Por fim, temos o conceituado Comentário R.N. Champlin que comenta o seguinte:


Batizará com o Espírito Santo e com fogo. Há várias interpretações dessas palavras: 

1.  Alguns acham que aqui temos dois batismos: um do Espírito e outro de fogo, e que este último estaria falando de juízo , provavelmente até do inferno.  Assim interpretaram Orígenes e outros pais da igreja, entre outros, como Neander M eyer. de Wette, Lange e outros modernos; 

2. Outros acham que o fogo , neste caso. significa o fogo que destruirá o mundo no último dia:

3. Outros relacionam este fogo com o purgatório. Essas interpretações no entanto falham ao considerar que o <FOGO> dos vs. 11e o fogo do v.12 não falam do mesmo ministério de Cristo . O ministério do Espírito seria com fogo, assim como o ministério de João foi com <água>. 


É verdade também que Cristo julgará (v.12), e que o fogo também é símbolo de juízo . 

Contudo, Cristo tem por ministério limpar, purgar, e isso será para aqueles que aceitam o ministério do Espírito Santo; 


4. A interpretação mais aceita é de que o FOGO

do vs. 11 indica o caráter do batismo do Espirito. Talvez o modo como ele veio no Pentecoste tenha sido como vento, dotado de poder, força, como se fôra um fogo impelido pelo vento; e quanto aos seus efeitos seria isso a purificação do povo de Deus na  qualidade de fogo produziria a purificação e a  transmissão de poder— (usando a força do fogo). 


Temos, pois, um a dupla referência aos efeitos do fogo: o primeiro, de limpar, de purgar o bem : o outro , de destruir o mal.  M arcos 9:4  contêm uma referência semelhante, e pode ser usada com o ilustração. 


O símbolo do batismo do Espírito (fogo) e o caráter e os resultados desse batismo mostram superioridade do ministério de Jesus, em contraste com o de João.

Os manuscritos entre os Papiros do Mar Morto

ilustram fartamente que os essênios (com quem João evidentemente se associou) eram uma seita que praticava o batismo, requerendo batismo de arrependimento para os convertidos, além de praticarem outras abluções, entre eles. 

Os hinos de Qumram falam de batismo de fogo, tais como um rio em chamas que engolfaria os «lançados fora>>; e alguns bons intérpretes reputam esse batismo de fogo como algo que se refere ao juízo . 

Parece bem certo, porém , a despeito do conhecimento de João sobre tais ideias, que ele usa da ideia do fogo como algo benéfico, que visava o remanescente arrependido, e não os incrédulos.



CONCLUSÃO

Diante do exposto, o fogo de Mateus 3:11, não se trata de fogo de juízo. O fogo de 12 não está atrelado ao fogo do verso 11.


Ou seja, o fogo de Mateus 3:11 trata-se de revestimento para a realização da obra do Senhor, bem como purificação e capacitação, a despeito do que dizem os cessacionistas. 


Colaborou para a elaboração deste artigo:

Comentário Bíblico Pentecostal - CPAD

Bíblia de Esboços e Sermões - O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS - 

R.N. Champlin


"...sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho"

Filipenses 1:17"

sábado, 29 de janeiro de 2022

O VINHO NAS SAGRADAS ESCRITURAS

 O VINHO NOS TEMPOS DO 

ANTIGO TESTAMENTO

Divulgação: https://www.fazfacil.com.br/jardim/plantio-cultivo-domestico-videiras


Nm. 6.3 “de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.”

PALAVRAS HEBRAICAS PARA “VINHO”. De um modo geral, há duas palavras hebraicas traduzidas por “vinho” na Bíblia.


1) A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no AT para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Ne 5.18, que fala de “todo o vinho yayin,” = todos os tipos).

a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gn 9.20,21; 19.32-33; 1Sm 25.36,37; Pv 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do AT, notadamente Pv 23.29-35.

b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida.

 

Isaías profetiza: “já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares” (Is 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: “fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo” (Jr 48.33).


Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jr 40.10, 12). Outra evidência que yayin , às vezes, referese ao suco não-fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de “trigo e vinho” (Lm 2.12). O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado “vinho” tem o respaldo de vários eruditos.

 

A Enciclopédia Judaica (1901) declara: “O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)”. Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive “o vinho recém-espremido antes da fermentação.”

 

O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de “vinho yayin do lagar” (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot consta: “Pode-se espremer um cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho yayin em conexão com as leis do nazireado” (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do NT, à palavra hebraica yayin, ver os estudos O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1) e (2), na Bíblia de Estudo Pentecostal.

 

2) A outra palavra hebraica traduzida por “vinho” é tirosh, que significa “vinho novo” ou “vinho da vindima”. Tirosh ocorre 38 vezes no AT; e nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Brown, Driver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa “mosto, vinho fresco ou novo”. 


A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado”. Tirosh tem “bênção nele” (Is 65.8); o vinho fermentado, no entanto, “é escarnecedor” (Pv 20.1) e fermento na Bíblia é símbolo de PECADO,  causando embriaguez (ver Pv 23.31 nota - BEP).

 

3) Além dessas duas palavras para “vinho”, há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no AT, e frequentemente no mesmo contexto — shekar, geralmente traduzida por “bebida forte” (e.g., 1Sm 1.15; Nm 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de fruto de palmeira, de romã, de maçã, ou de tâmara.


A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se distingue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída. Ocasionalmente, shekar pode referir-se a um suco doce, não-fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: “O Uso de Vinho no Velho Testamento”, dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1979). 

Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar “beber à vontade”, além de “embriagar”. Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayinshekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.

 

A POSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O VINHO FERMENTADO

 

Em vários lugares o AT condena o uso de yayin & shekar como bebidas fermentadas.

1) A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã. Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gn 19.31-38).

 

2) Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11).

 

3) Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos que fizessem voto de nazireado.


4) Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu:

 

Ver nota sobre o referido texto na Bíblia de Estudo Pentecostal.

 

As bebidas alcoólicas podem levar o usuário a zombar do padrão de justiça estabelecido por Deus e a perder o autocontrole no tocante ao pecado e à imoralidade.

 

5) Finalmente, a Bíblia declara de modo inequívoco que para evitar ais e pesares e, em lugar disso, fazer a vontade de Deus, os justos não devem admirar, nem desejar qualquer vinho fermentado que possa embriagar e viciar (ver Pv 23.29-35 notas - BEP).

 


OS NAZIREUS E O VINHO


Divulgação: Brother Bíblia Arte


O elevado nível de vida separada e dedicada a Deus, dos nazireus, devia servir como exemplo a todo israelita que quisesse assim fazer (ver Nm 6.2 nota - BEP).

Deus deu aos nazireus instruções claras a respeito do uso do vinho.


1) Eles deviam abster-se “de vinho e de bebida forte” (6.3; ver Dt 14.26 nota -BEP); nem sequer lhes era permitido comer ou beber qualquer produto feito de uvas, quer em forma líquida, quer em forma sólida. O mais provável é que Deus tenha dado esse mandamento como salvaguarda ante a tentação de tomar bebidas inebriantes e ante a possibilidade de um nazireu beber vinho alcoólico por engano (6.3-4). 


Deus não queria que uma pessoa totalmente dedicada a Ele se deparasse com a possibilidade de embriaguez ou de viciar-se (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4,5). Daí, o padrão mais alto posto diante do povo de Deus, no tocante às bebidas alcoólicas, era a abstinência total (6.3-4).

 

2) Beber álcool leva, frequentemente, a vários outros pecados (tais como a imoralidade sexual ou a criminalidade). Os nazireus não deviam comer nem beber nada que tivesse origem na videira, a fim de ensinar-lhes que deviam evitar o pecado e tudo que se assemelhasse ao pecado, que leva a ele, ou que tenta a pessoa a cometê-lo.

 

3) O padrão divino para os narizeus, era de total abstinência de vinho e de bebidas fermentadas, e seus uso era rejeitado em Israel nos tempos de Amós. O profeta declarou que os ímpios deram vinho aos nazireus: “aos nazireus destes vinho a beber” (ver Am 2.12 nota - BEP).


O profeta Isaías também falou sobre o perigo do vinho:  “o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo. Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum lugar limpo” (Is 28.7,8). Assim ocorreu, porque esses dirigentes recusaram o padrão da total abstinência estabelecido por Deus (ver Pv 31.4,5 nota - BEP).

 

4) A marca essencial do nazireado — i.e., sua total consagração a Deus e aos seus padrões mais elevados  nos remetem a uma tipologia bíblica — ficando evidente que é dever do crente em Cristo ser um nazireu de Deus, dedicado e consagrado ao serviço do Senhor (cf. Rm 12.1; 2Co 6.17; 7.1 – 1ª Pedro 1:14-16 - ).

Pedro diz que somos um povo separado:


Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

1ª Pedro 2:9,10

 

A abstinência de tudo quanto possa levar a pessoa ao pecado, estimular o desejo por coisas prejudiciais, abrir caminho à dependência de drogas ou do álcool, ou levar um irmão ou irmã a tropeçar, é tão necessário para o crente hoje quanto o era para o nazireu dos tempos do AT (ver 1Ts 5.6 nota; Tt 2.2 nota – BEP e ver os estudos O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1) e (2).


Artigo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal - (BEP) sob o título 

O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO", pág, 241


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho" 

Filipenses 1:17

  

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

DEBATE ENTRE UM CALVINISTA E UM ARMINIANO

 CALVINISTA DEBATENDO 

COM UM ARMINIANO

Capa do Livro: Calvinismo ou Arminianismo - Quem está com a razão ?

 

CALVINISTA:
"Você sabe quem são os eleitos?"

RESPOSTA DO ARMINIANO:
"Sim. Jesus disse quem eram os eleitos! 'TODO aquele que CRER!"

CALVINISTA:
"E quem é que vai crer?"
 Quem se arrepender.

Então o arminiano devolve a pergunta:

Quem vai se arrepender? Quem ouvir o evangelho e aceitá-lo Romanos 10. 17 e não rejeitá-lo (Mateus 23. 37; Lucas 7. 30; João 5. 40; Atos 7. 51; Atos 17:30; Hebreus 3. 7-12.

 

O ARMINIANO ENTÃO CONTINUA

Quem vai ouvir o evangelho? Todos escutarão a mensagem mas nem todos DARÃO OUVIDOS (OBEDECERÃO) a essa mensagem.

Quem rejeita o Evangelho significa que Deus não deseja salvar tal pessoa? Em absoluto: Lucas 19. 10; Romanos 5. 6, 8; 2ª Coríntios 5. 15, 19, 21; 1ª Timóteo 2. 4; Hebreus 2. 9, 14, 15;  2ª Pedro 3. 9; 1ª João 2. 2, são textos que revelam incontestavelmente o desejo de Deus: A salvação de TODOS os homens sem distinção e sem exceção.

 

Porém, quem rejeita o Evangelho, rejeita a graça salvadora que Deus OFERECE a todos os PECADORES, através de seu Filho Jesus Cristo ! (Tito 2. 11).
 

NO EMBATE O ARMINIANO FEZ AINDA UMA DISTINÇÃO PARA O CALVINISTA, ENTRE O QUE ENSINA O CALVINISMO E O QUE ENSINA A BÍBLIA:

"Você, que aprendeu no Calvinismo, que ELEITO é quem Deus QUER SALVAR, deveria aprender que a Bíblia ensina que ELEITO é aquele que se submeter à vontade de Deus em salvá-lo por NÃO REJEITAR SUA GRAÇA CAPACITADORA".
 

A Bíblia mostra claramente que Deus deseja que TODOS sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, no entanto muitos REJEITAM A VERDADE e não se SUBMETEM a ela por mais que Deus lhes aponte seus pecados e deseje SALVÁ-LOS.

(Ezequiel 33. 11).

 

Artigo extraído da internet

Autor desconhecido.

 

"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho"

Filipenses 1:17