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domingo, 31 de outubro de 2021

ARMÍNIO ELOGIOU CALVINO ?

O que dizer do elogio de Armínio à Calvino tão usado por calvinistas nas redes sociais? Seria Armínio calvinista por causa desta citação? Ou na verdade falta contexto no texto usado por calvinistas? 



Vamos à citação feita pelos calvinistas.


"Eu os aconselho a ler os comentários de Calvino, a quem confiro maior louvor do que Helmichius [um teólogo holandês (1551-1608)] jamais fez, como ele próprio me confessou. Pois eu digo a eles, que seus comentários devem ser mantidos em maior estima, do que tudo que nos é entregue nos escritos dos Pais Cristãos Antigos: De forma que, em um certo eminente Espírito de Profecia, dou a proeminência para ele além da maioria dos outros, de fato além de todos eles."


Vamos primeiro à citação COMPLETA e não RECORTADA, no idioma inglês:


"After the Holy Scriptures, I exhort the students to read the Commentaries of Calvin. . . . I tell them that he is incomparable in the interpretation of Scripture; and that his Commentaries ought to be held in greater estimation than all that is delivered to us in the writings of the ancient Christian Fathers: so that, in a certain eminent spirit of prophecy, I give the preeminence to him beyond most others, indeed beyond them all. I add that, with regard to what belongs to common places, his Institutes must be read after the Catechism, as a more ample interpretation. But to all this I subjoin the remark, that they must be perused with cautious choice, like all other human compositions."


Essa porção em inglês é o trecho completo da parte onde Armínio faz referência aos escritos de Calvino. 


Percebam que a frase citada por calvinistas foi recortada, pois a parte em que Armínio manda ter cuidado foi arrancada. Minha pergunta é: por que excluir o restante da frase? 

Qual a intenção da pessoa que exclui essa parte da citação que não seja conferir um peso, uma autoridade e uma infalibilidade aos escritos de Calvino? 


Muitos blogs calvinistas usam a mesma frase RECORTADA, agindo de forma desonesta, afim de tentar provar que o maior expoente do Arminianismo incentivou a leitura de Calvino, ou que era calvinista.


A tradução da parte da citação que foi excluída é esta:


“Eu acrescento que, em relação ao que pertence aos lugares comuns, suas Institutas devem ser lidas após o Catecismo, como uma interpretação mais ampla. Mas em tudo isso eu acrescento a observação que eles [os Comentários e as Institutas] devem ser examinados com escolha cuidadosa [prudente], assim como todos os outros escritos de homens”.

 

Vejamos a citação dessa frase feita em Jacob Arminus: Theologian of Grace, p. 43-44: 

“Entre os autores reformados, Armínio também possuía muitos livros de seu ex-professor Theodore Beza, assim como livros de Franciscus Junius e Heinrich Bullinger. Mas o número de livros de Calvino era superior a todos estes. Em uma carta de 1607, Armínio nega a acusação de que ele recomenda a seus alunos que leiam os jesuítas em vez de lerem os autores reformados. 

Antes, ele reivindica que indica os comentários de Calvino acima de todas as outras obras sobre a Bíblia, pois elas contêm um “certo espírito de profecia”. 

Além disso, as Institutas da Religião Cristã de Calvino deveriam ser lidas após o Catecismo (de Heildeberg) como uma explicação mais plena dela. Ele então acrescenta que todas as obras de Calvino, assim como todas as obras humanas, devem ser lidas com cautela. 

Armínio é ambivalente em seu endosso de Calvino. Seu respeito pelos comentários de Calvino está claro. Ao mesmo tempo, embora ele recomende as Institutas, ele não reivindica concordância total com todo seu conteúdo, mas apenas recomenda o livro especificamente como um suplemento para o catecismo” (p. 43-44).


Eu partilho da mesma opinião dos autores do livro de que o endosso de Armínio a aos comentários de Calvino está claro e mostra “respeito”, (e eu não quero fazer desse “respeito”  - nas palavras dos autores acima - uma espécie de prova de calvinismo) mas que ao mesmo tempo, o endosso de Armínio é ambivalente, mas essa ideia de ambivalência só pode ser obtida a partir das ressalvas feitas por Armínio na citação, mas o que acontece é que, na maioria das vezes, essas ressalvas não aparecem, assim como não apareceu em nosso diálogo.


Minha orientação é usar essse artigo quando calvinistas usarem a citação de elogio de Arminio à Calvino. 


E todos àqueles que quiserem saber o posicionamento teológico de Armínio sobre as doutrinas soteriológicas esboçadas por Calvino, leiam,  As Obras de Armínio NA ÍNTEGRA, para ver em suas centenas de páginas as muitas REFUTAÇÕES feitas pelo teólogo da Holanda, aos posicionamentos principais: predestinação fatalista, supralapsarianismo, graça irresistível, eleição incondicional, etc. Armínio não poupou críticas a Calvino e aos 'calvinistas' de seu tempo".


Ou seja, a desonestidade intelectual e histórica de calvinistas não tem limites.


Extraído do site: Em defesa da Graça 


"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho".

(Filipenses 1:17)


domingo, 24 de outubro de 2021

LISTA DE TEÓLOGOS ARMINIANOS

 Lista de Teólogos Arminianos 


A

A. Philip Brown II

Aaron Merritt Hills (1848-1935)

Aaron Sherwood

Abel Stevens (1815-1897)

Abraão de Almeida (1939-)

Adam Clarke (1762-1832)

Adam Harwood

Adrian Pierce Rogers [Adrian Rogers] (1931-2005)

Adrio König

Aiden Wilson Tozer [A. W. Tozer] (1897-1963)

Ajith Fernando

Albert Cook Outler [Albert C. Outler] (1908-1989)

Albert Cornelius Knudson (1873-1953)

Albert Nash (1812–1900)

Albert Taylor Bledsoe (1809-1877)

Alexander Campbell

Alexander Duncan Reily (1924-2004)

Alexandre Coelho

Alfred Cookman (1828-1871)

Alfred Raymond George [A. Raymond George] (1912-1998)

Altair Germano

Alva Bee Langston (1878-1965)

Alvin Carl Plantinga [Alvin Plantinga] (1932-)

Amos R. Binney (1802-1878)

Andrew Wommack

Anthony Chadwick Thornhill

Antonio Gilberto

Archibald Thomas Robertson [A. T. Robertson] (1863-1934)

Arthur Samuel Peake (1865-1929)

Arthur Skevington Wood

Asa Shinn (1781-1853)

Austin Fischer


B  

B. J. Oropeza

B. T. Roberts (1823-1893)

Balthasar Hubmaier (1480-1528)

Barton W. Johnson [B. W. Johnson] (1833-1894)

Barton Warren Stone (1772-1844)

Ben Witherington III (1951-)

Benjamin Field (1827-1869)

Bernhard Johnson Jr. (1931-1995)

Bert B. Dominy

Beverly Francis Carradine (1848-1931)

Bill T. Arnold

Bradford P. Raymond (1846-1916)

Brenda B. Colijn

Brian J. Abasciano

Brian Zahnd

Bruce A. Little

Bruce L. Shelley

Bruce R. Reichenbach


C

C. Gordon Olson

C. Stephen Evans (1948-)

Carl O. Bangs (1922-2002)

Carlos Augusto Vailatti

Carlos Kleber Maia [Kleber Maia]

Caspar Brandt (1653-1696)

César Moisés de Carvalho

Charles A. Thigpen

Charles Butler (1750-1832)

Charles Edward White

Charles Ewing Brown (1883-1971)

Charles Gutenson [Chuck Gutenson]

Charles Jerry Vines [Jerry Vines] (1937-)

Charles John Ellicott [C. J. Ellicott] (1819-1905)

Charles M. Cameron

Charles W. Carter

Charles Wesley (1707-1788)

Christopher C. Chapman

Christopher Potter

Chuck Smith

Ciro Sanches Zibordi

Clarence L. Bence

Claudionor de Andrade

Clive Staples Lewis [C. S. Lewis] (1898-1963)

Conrad Vorstius [Konrad von dem Vorst] (1569-1622)

Craig L. Adams

Craig L. Blomberg

Craig S. Keener


D

Dale Moody (1915-1992)

Dallas Willard (1935-2013)

Daniel B. Pecota

Daniel Berg (1884-1963)

Daniel Denison Whedon (1808-1885)

Daniel Lowell Akin [Danny Akin] (1957-)

Daniel Steele (1824-1914)

David A. deSilva

David Baker

David Charles Haddon Hunt [Dave Hunt] (1926-2013)

David Harold Stern [David H. Stern] (1935-)

David John Alfred Clines [David J. A. Clines] (1938-)

David Lewis Allen

David Pawson (1930-)

David W. Bercot (1950-)

David Wilkerson (1931-2011)

Dennis F. Kinlaw (1922-)

Derek Prince

Dewey M. Mulholland

Donald A. D. Thorsen

Donald C. Stamps

Donald G. Bloesch (1928-2010)

Donald M. Lake

Donald W. Dayton

Douglas Baptista

Douglas K. Stuart [Doug Stuart]

Dwight L. Moody (1837-1899)


E

Earl C. Wolf

Ed Parish Sanders [E. P. Sanders] (1937-)

Edson de Faria Francisco

Edward Bird

Edward Earl Joiner [Eduardo Joiner]

Edward J. Mullins

Edward McKendree Bounds [E. M. Bounds] (1835-1913)

Elias Soares

Elienai Cabral

Elinaldo Renovato de Lima

Elmer Ellsworth Shelhamer (1869-1947)

Elmer L. Towns

Enéas Tognini

Ergun Michael Caner [Ergun Caner] (1966-)

Eric Hankins

Ernest Gordon Rupp (1910-1986)

Ernest S. Williams (1885-1981)

Esdras Costa Bentho

Esequias Soares

Étienne de Courcelles (lat: Stephanus Curcellaeus) (1586-1659)

Eugene E. Carpenter

Everett Lewis Cattell (1905-1981)


F

F. Leroy Forlines

F. Stuart Clarke

Fisher Humphreys

Francis Asbury (1745-1816)

Francis Hodgson (1805-1877)

Frank Baker (1910-1999)

Frank S. Page

Frank Turek

Franz Delitzsch (1813-1890)

Fred Sanders

Frederic Louis Godet (1812-1900)

Frederick Brotherton Meyer [F. B. Meyer] (1847-1929)

French L. Arrington

Fritz Guy (1930-)


G

Gareth Lee Cockerill

Gary B. McGee

Gary Habermas (1950-)

Gene L. Green

Geoffrey F. Nuttall

George Campbell Morgan (1863-1945)

George Eldon Ladd (1911-1982)

George L. Bryson

George Lyons

George Mitrovich

George Pretyman Tomline (1750-1827)

George Washington Northurp (1825-1900)

Gerald O. McCulloh

Gilbert G. Bilezikian

Gilmar Santos

Glen Shellrude

Gordon C. I. Wong

Gordon Donald Fee [Gordon Fee] (1934-)

Grant R. Osborne

Greg Laurie

Gunnar Vingren (1879-1933)

Günther H. Juncker

Guy P. Duffield


H

H.Ray Dunning (1926-)

H. V. Miller

Halford E. Luccok (1885-1961)

Hendrik Hanegraaff [Hank Hanegraaff] (1950-)

Henry Clarence Thiessen

Henry Clay Sheldon (1820-1877)

Henry Hammond (1605-1660)

Henry Orton Wiley [H. Orton Wiley] (1877–1961)

Henry Philip Tappan (1805-1881)

Henry T. Blackaby

Henry Wheeler Robinson (1872-1945)

Herbert B. McGonigle

Herman Nicolaas Ridderbos [Herman Ridderbos] (1909-2007)

Herschel Harold Hobbs [Herschel Hobbs] (1907-1995)

Howard A. Snyder

Hugo Grotius (1583-1645)


I

I. Howard Marshall (1934-)

Israel Belo de Azevedo (1952-)

Ivan de Oliveira Silva


J

J. D. Walt

J. Gregory Crofford

J. Matthew Pinson

J. Rodman Willians (1918-2008)

J. Steven Harper [Steven Harper]

J. Vernon McGee

Jabez Bunting (1779-1858)

Jack Hayford

Jack W. Cottrell

James Arminius (1560-1609)

James Burton Coffman (1905-2006)

James D. G. Dunn (1939-)

James Dean Strauss [James D. Strauss] (1929-2014)

James Hope Moulton (1863-1917)

James K. Beilby

James Leo Garrett, Jr. (1925-)

James Luther Adams

James M. Leonard

James Morison (1816-1893)

James Nichols (1785-1861)

James Porter Moreland [J. P. Moreland] (1948-)

James Richard Joy

James Strong (1822-1894)

Jean Le Clerc (1657-1736)

Jeremy A. Evans

Jeremy Taylor (1613-1667)

Jerry L. Walls

Jesse Lyman Hurlbut (1843-1930)

Joannes Tideman

Joel B. Green

Johan van Oldenbarnevelt (1547-1619)

Johann Friedrich Karl Keil [Carl Friedrich Keil] (1807-1888)

Johann Jakob Wettstein (1693-1754)

Johannes Wtenbogaert (1557-1644)

John Carson Lennox [John C. Lennox] (1945-)

John D. Wagner

John Dickins (1746-1798)

John F. Mason

John F. Parkinson

John Goodwin (1594-1665)

John Griffith

John Hales (1584-1656)

John Mark Hicks

John McClintock (1814-1870)

John Miley (1813-1895)

John Milton (1608-1674)

John Norman Davidson Kelly [J. N. D. Kelly] (1909-1997)

John Oswalt

John Overall (1559-1619)

John Plaifere

John Shaw Banks (1835-1917)

John Smyth (1570-1612)

John Telford

John Wesley (1703-1791)

John Wesley Adams

John William de la Fléchère [John Fletcher] (1729-1785)

John William McGarvey [J. W. McGarvey] (1829-1911)

Jonathan Andersen

Jonathan R. Wilson

Jonathan Weaver (1824-1901)

Jorge Pinheiro dos Santos

Josué Gonçalves

José Ildo Swartele de Mello [Ildo Mello]

Joseph Agar Beet (1840-1924)

Joseph Benson (1749-1821)

Joseph Kenneth Grider [J. Kenneth Grider] (1921-2006)

Joseph R. Dongell

Joseph S. Wang

Joseph Sutcliffe (1762-1856)

Josh McDowell

Joshua Ratliff

Justo L. Gonzalez (1937-)


K

Keith D. Stanglin

Kenneth D. Keathley

Kenneth Eagleton

Kenneth J. Collins

Kevin Kennedy

Kevin Timpe

Klyne R. Snodgrass


L

L. Paige Patterson [Paige Patterson] (1942-)

Lancelot Andrewes (1555-1626)

Lars Eric Bergstén [Eurico Bergstén] (1913-1999)

Laurence M. Vance

Laurence Womock [Lawrence Womach/Womack, Daniel Tilenus/Tilenius (pseud.)] (1563-1633)

Lee Strobel (1952-)

Leighton C. Flowers

Leo George Cox (1912-1997)

Leonard Ravenhill (1907-1994)

Leroy Madison Lee (1808-1882)

Leslie D. Wilcox (-1991)

Louis Chéron

Louis Ruggiero [Lou Rugg]

Lourenço Stelio Rega (1953-)

Luke L. Keefer Jr. (1940-2010)

Luís Henrique S. Silva

Luther Lee (1800-1889)

Lucas Banzolli 


M

Magno Paganelli

Malcolm B. Yarnell III

Manfred Marquardt

Marion Boyd Stokes [Mack B. Stokes] (1911-2012)

Mark A. Ellis

Markus Barth (1915-1994)

Marvin Richardson Vincent [Marvin R. Vincent] (1834-1922)

Matthew P. O'Reilly

Max Lucado (1955-)

Melvin E. Dieter

Menno Simons (1496-1561)

Michael Cox

Michael D. Robinson

Michael Green

Michael J. Gorman [Mike Gorman]

Michael L. Brown (1955-)

Mildred Olive Bangs Wynkoop (1905-1997)

Miner Raymond

Moses Lowman (1680-1752)

Myer Pearlman


N

Napoleão Falcão 

Natanael Rinaldi (1956 - 2016)

Nathan Bangs (1778-1862)

Nathanael Burwash (1839-1918)

Nathaniel M. Van Cleave

Nels Lawrence Olson [Lawrence Olson] (1910-1993)

Norman L. Geisler (1932-)


O

O. Glenn McKinley

Olin Alfred Curtis (1850-1918)

Orland Spencer Boyer [Orlando Boyer] (1893-1978)

Oswald Chambers (1874-1917)


P

Paul Copan (1962-)

Paul J. Achtemeier (1927-2013)

Paul R. Eddy

Paul T. Culbertson

Paulo Lockman

Paulo Rodrigues Romeiro [Paulo Romeiro]

Peter Baro (1534-1599)

Peter Cotterell

Peter Lumpkins

Peter van Inwagen (1942-)

Petrus Bertius (1565-1629)

Philip Melancthon (1497-1560)

Philip Pugh (1817-1871)

Philip Yancey (1949-)

Phineas F. Bresee (1838-1915)


Q


R

R. Alan Streett

R. Larry Shelton

Randal Rauser

Randall G. Basinger

Randolph Sinks Foster (1820-1903)

Randy L. Maddox (1953-)

Randy Sawyer

Ransom Dunn (1818-1900)

Ravi Zacharias (1946-)

Reuben Archer Torrey [R. A. Torrey] (1856-1928)

Richard B. Hays [Richard Hays] (1948-)

Richard C. H. Lenski (1864-1936)

Richard Cross

Richard D. Land (1946-)

Richard James Foster [Richard Foster, Richard J. Foster] (1942-)

Richard Shelly Taylor [Richard S. Taylor] (1912-2006)

Richard Watson (1781–1833)

Rick Patrick (1964-)

Robert E. Picirilli

Robert Eugene Chiles (1923-1992)

Robert Lee Shank (1918-2006)

Robert W. Burtner

Roger E. Olson (1952-)

Roger Thomas Forster [Roger T. Forster] (1933-)

Rombout Hogerbeets [Rombout Hoogerbeets] (1561-1625)

Ron F. Hale

Ronnie W. Rogers [Ronnie Rogers]

Rupert Eric Davies (1909-1994)

Russell Henry Stafford

Russell J. Veldman


S

Samuel Ashton Keen (1842-1895)

Samuel Chadwick (1860-1932)

Samuel Clarke (1675-1729)

Samuel Fisk

Samuel Loveday

Samuel Wakefield (1799-1895)

Scot McKnight

Severino Pedro da Silva

Silas Daniel

Simon Episcopius (1583-1643)

Simon Patrick (1626-1707)

Stanley J. Grenz (1950-2005)

Stanley M. Hauerwas (1940-)

Stanley M. Horton (1916-2014)

Stephen M. Ashby

Stephen Solomon White (1890-1971)

Steve Hill (1954-2014)

Steve Seamands

Steve W. Lemke

Steve Witski

Steven L. Hitchcock

Steven T. Kimbrough, Jr.


T

Tassos Lycurgo

Terry L. Miethe

Thiago Velozo Titillo

Thomas Benjamin Neely (1841-1925)

Thomas C. Oden (1931-)

Thomas Coke (1747-1814)

Thomas Dove (1555-1630)

Thomas Erskine (1788-1870)

Thomas Goad (1576-1638)

Thomas Grantham (1634-1692)

Thomas H. McCall

Thomas Helwys (1550-1616)

Thomas Jackson (1783-1873)

Thomas N. Finger

Thomas Neely Ralston (1806-1891)

Thomas Olivers (1725–1799)

Thomas Osmond Summers (1812–1882)

Thomas Taylor (1738-1816)

Timothy Craig Tennent [Timothy C. Tennent] (1959-)

Timothy Merrit (1775-1845)

Tony Marshall Anderson (1888-1979)

Tremper Longman III


U

Umphrey Lee (1893-1958)


V

V. Paul Marston

Valmir Nascimento Milomem Santos

Vance Havner (1901-1986)

Vernon Carl Grounds [Vernon C. Grounds] (1914-2010)

Vic Reasoner

Vincent Taylor (1887-1968)

Vinicius Couto


W

W. A. Criswell (1909-2002)

W. Brian Shelton

W. E. Vine

W. Jackson Watts [Jackson Watts]

W. Stephen Gunter

Wagner Gaby

Walter Brunelli

Walter Klaiber (1940-)

Walter Sellon

Walter Thomas Conner (1877-1952)

Watchman Nee (1903-1972)

Wayne Cordeiro

Wellington Carvalho Mariano

Wesley Duewel

Westlake Taylor Purkiser [W. T. Purkiser] (1910-1992)

Wilbur Fisk (1792-1839)

Willard Francis Mallalieu (1828-1911)

William Arie den Boer [William den Boer] (1977-)

William Arthur (1819-1901)

William Ashley Sunday [Billy Sunday] (1862-1935)

William Baxter Godbey (1833-1920)

William Burt Pope (1822–1903)

William Fairfield Warren (1833-1929)

William Franklin Graham Jr [Billy Graham] (1918-)

William G. MacDonald

William Gene Witt

William H. Browning (1805-1873)

William Henry Willimon (1946-)

William Hull

William J. Abraham (1947-)

William Joseph Seymour (1870-1922)

William Ketcham Anderson (1888-1947)

William Lane Craig (1949-)

William Laud (1573-1645)

William Lowth (1660-1732)

William Marvin Greathouse [William M. Greathouse] (1919-2011)

William McDonald (1820-1901)

William North Rice (1845-1928)

William Ragsdale Cannon (1916-1997)

William S. Deal

William Sanday (1843-1920)

William Taylor (1821-1902)

William W. Klein

William W. Menzies [Bill Menzies] (1931-2011)

Wilson Thomas Hogue (1852-1920)


X

Y

Z


Zacarias de Aguiar Severa

Zaida Maldonado Pérez

Zwinglio Rodrigues

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

FÉ E GRAÇA

 DEFINIÇÃO DE FÉ E GRAÇA


 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Efésios 2:8,9

 FÉ

A nossa vida pode ser transformada pela fé
Divulgação: Copyright: PonyWang


A salvação é um dom da GRAÇA DE DEUS, mas somente podemos recebê-la em resposta à FÉ, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça.

 

FÉ SALVÍFICA. A em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação. A não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4). 

 

1) O conceito de no NT abrange quatro elementos principais: 

A) significa crer e confiar firmemente no Cristo crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal.

 

Diz a nota de Rm. 1.17, da Bíblia de Estudo Pentecostal*, pág 1694:

"DE FÉ EM FÉ. "De fé em fé" significa literalmente "fé do começo ao fim". O justo deve viver sempre pela fé, e, assim fazendo, continua a viver uma vida, espiritualmente cada vez mais rica (ver Rm. 8.12,13; 14.13-23; Hb 10.38)"

 

Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a Jesus Cristo tal como Ele é revelado no NT. 

 

B) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza, ver At 17.30; - 2Co 7.10 e voltar-se para Deus através de Cristo. Fé salvífica é sempre (FÉ + ARREPENDIMENTO - At. 2.37,38).

 

Diz a nota de Mt. 3.2, sobre o arrependimento (ibidem, pág 1389)
 

"ARREPENDEI-VOS. O significado básico de arrependimento (gr. metanoeo) é voltar-se ao contrário; dar uma volta completa. Trata-se de abandonar os maus caminhos e voltar-se para Cristo e, através dEle, para Deus (At 8.22; 26.18; 1ª Pe 2.25; Jo 14.1,6).

I) A decisão de abandonar o pecado e querer a salvação em Cristo importa em aceitar a Cristo não somente como Salvador, mas também como Senhor da nossa vida. Por conseguinte, o arrependimento envolve uma troca de senhores; do senhorio de Satanás (Ef 2.2) para o senhorio de Cristo e da sua Palavra (At 26.18). 

II) O arrependimento é uma decisão livre, da parte do pecador, possibilitada pela GRAÇA DIVINA capacitadora que lhe é concedida quando ele ouve o evangelho e nele crê (At 11.21; 

III) A definição da FÉ salvífica como mera confiança em Cristo como Salvador é totalmente inadequada, ante a exigência do tipo de arrependimento feita por Cristo. Definir a salvífica sem incluir um rompimento total com o pecado é distorcer fatalmente o conceito bíblico da redenção. 

A que inclui o arrependimento é uma condição imutável para a salvação (cf. Mc 1.15; Lc 13.3,5; At 2.38; 3.19; 11.21). 

IV) O arrependimento foi uma mensagem básica na pregação dos profetas do AT (Jr 18.8; Jl 2.12,13; Ml 3.7; Ez 18.21), de João Batista, de Jesus Cristo (Mt. 4.17; 18.3; Lc. 5.32) e dos cristãos no NT (At 2.38; 8.22; 11.18; 2 Pe 3.9). A pregação do evangelho deve sempre acompanhar a mensagem do arrependimento (Lc 24.47)".

 

C) A FÉ inclui obediência a Jesus Cristo e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa , por nossa gratidão a Deus e pela obra regeneradora do Espírito Santo em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9). 

 

É a “obediência que provém da FÉ” (Rm 1.5). Logo, e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível. 

 

D) A FÉ inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo, que se expressam na confiança, amor, gratidão e lealdade para com Ele. A , no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com Cristo (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8). 

 

2) A em Jesus como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver nota de João 1.12 na BEP). Porque temos FÉ numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). 

 

A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor Jesus Cristo (Fp 1.21; 3.8-10). (Ver notas de João 15.4 e Gl 2.20 na BEP).

 

 GRAÇA

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Efésios 2:8,9

 

No AT Deus revelou-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de Deus à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.  

(Ver nota sobre Êx 6.9 na BEP)

 

Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da GRAÇA como sendo a presença e o amor de Deus em Cristo Jesus, transmitidos aos crentes pelo Espírito Santo, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de Deus (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). 

 

Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta GRAÇA DIVINA. 

 

1) Deus concede uma medida da sua GRAÇA(preveniente) como uma dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor Jesus Cristo (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4). 

 

2) Deus concede GRAÇA ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12).

 

Ver nota na BEP em Mt 7.21, sobre a obediência como um dom da graça de Deus, bem como ver textos sobre o dom da graça para orar em Zc. 12.10, para crescer em Cristo, na 2ª epístola de Pedro 3.18 e para testemunhar de Cristo em At. 4.33; e 11.23. 

 

3) Devemos diligentemente desejar e buscar a GRAÇA DE DEUS (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a GRAÇA DE DEUS são: 

estudando as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), 

ouvindo a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), 

orando (Hb 4.16; Jd v. 20), 

jejuando (cf. Mt 4.2; 6.16), 

adorando a Cristo (Cl 3.16); 

estando continuamente cheio do Espírito Santo (cf. Ef 5.18) 

 participando da Ceia do Senhor (cf. At 2.42).

 

Diz a nota de Efésios 2.9 da BEP sobre como opera a graça:

NÃO VEM DE OBRAS. Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de Deus. Seguem-se as razões: 

 

1) Todos os não-salvos estão espiritualmente mortos(separados/não inconscientes) (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3). 

 

2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o Espírito Santo (Jo 7.37-39; 20.22). 

 

Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas. 

 

3) O que opera a salvação é a GRAÇA DE DEUS mediante a fé (vv. 5,8). O dom salvífico de Deus inclui os seguintes passos: 

 

 

I) a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem a obra do Espírito Santo na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para Deus. 

 

II) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo Espírito e ser cheios do Espírito (At 1.8; 2.38; Ef 5.18). 

 

III) Aqueles que se tornam novas criaturas em Cristo, recebem GRAÇA contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a Deus (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça para viver uma vida de santidade em Deus, mediante a GRAÇA que nele opera (1 Co 15.10). A GRAÇA divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de Deus (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela GRAÇA de Deus.

 

4) A GRAÇA de Deus pode ser resistida (Lc. 7:30 - At. 7:51 - Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).

 

Estudo extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal - Estudos Doutrinários sobre a FÉ  e a GRAÇA, pág 1704, 1705.

* BEP = Bíblia de Estudo Pentecostal.

 

 

"...sabendo que fui posto para a defesa do evangelho de Jesus Cristo"

Filipenses 1:17